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Ibovespa afunda com a ressaca pós ata do Fed, acionista vende mais de 20 milhões de ações do Inter e outros destaques do dia

Ata foi além do que os investidores esperavam e mostrou que não só os dirigentes da instituição já falam em acelerar o processo de elevação de juros, mas também de encerrar completamente o programa de compra de ativos

5 de janeiro de 2022
20:05 - atualizado às 13:52
Coronavírus Covid EUA Ibovespa dólar mercados
Imagem: Shutterstock

Falar que a pandemia do coronavírus foi um evento sem precedentes em janeiro de 2022 pode até parecer chover no molhado, mas é um fato que não pode ser ignorado enquanto o mundo lida com uma tentativa de volta à normalidade. 

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Para lidar com os sintomas do vírus na economia, os bancos centrais ao redor do mundo agiram com rapidez para tentar estancar a sangria, com programas de compras de ativos e taxas de juros nas mínimas históricas, o que levou o mercado financeiro a viver quase dois anos de uma liquidez abundante.

É difícil falar em previsibilidade diante de uma pandemia, mas novas variantes e gargalos no processo de vacinação deixaram o cenário ainda mais complicado de ser analisado.

Nos Estados Unidos, com uma inflação que deixou de ser transitória, mas indicadores de atividade mistos, ficou complicado cravar quando a injeção de trilhões do Federal Reserve teria um fim, mas já é seguro afirmar que será antes do que se esperava.

Primeiro veio a redução do ritmo de compra de ativos. Depois, a sinalização de que a taxa de juros deve subir já em 2022, que veio na última reunião. Com o temor de um tom mais duro do Fed, a cautela tomou conta dos mercados nesta quarta-feira, antes da divulgação da ata do último encontro do comitê de política monetária da instituição.

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O documento, no entanto, foi além do que os investidores esperavam e mostrou que não só os dirigentes da instituição já falam em acelerar o processo de elevação de juros, mas também de encerrar completamente o programa de compra de ativos. A Carolina Gama conta todos os detalhes nesta matéria.

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A reação do mercado foi intensa. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano dispararam, e as bolsas em Nova York tiveram um dia de perdas significativas, com destaque para o Nasdaq, que recuou mais de 3%.

Mais instáveis e incertos, os mercados emergentes tendem a ser os primeiros afetados pela redução de liquidez no mundo e a busca por ativos mais seguros. Mesmo entre aqueles que topam o risco, investir no Brasil dificilmente aparecerá como primeira opção.

Comparado até mesmo com os seus pares emergentes, investir no Brasil é arriscado. A crise político-fiscal que se arrasta há anos gera incertezas, a inimiga número um dos investidores. O próprio pano de fundo atual não é nada convidativo. Novos riscos ameaçam o teto de gastos.

Juros em disparada, futuro incerto e o mau humor generalizado que se instalou hoje nos mercados foram os elementos que levaram o Ibovespa a encerrar o dia em queda de 2,42%, aos 101.006 pontos, nível mais baixo desde novembro de 2021. O dólar à vista, que operou em queda na primeira etapa do pregão, subiu 0,39%, aos R$ 5,7351.

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O compasso de espera não interrompeu o noticiário corporativo, que seguiu agitado. Confira os destaques:

  • Credit Suisse elevou recomendação de BRF (BRFS3) para compra, mesmo com desafios no caminho. O banco suíço também apontou a melhor escolha entre CCR e EcoRodovias na bolsa;
  • Inter (BIDI11) chega a cair mais de 20% em três pregões e mercado se volta para o “Monstro do Leblon”.

Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quarta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.

GESTORES
Inter (BIDI11) chega a cair mais de 20% em três pregões e mercado se volta para o “Monstro do Leblon”. Toda vez que as ações do Inter apresentam uma trajetória incomum as atenções se voltam para o Ponta Sul, fundo que detém uma posição grande no banco digital.

PISTA LIVRE
CCR (CCRO3) ou EcoRodovias (ECOR3)? O Credit Suisse aponta qual a via mais rápida para o lucro na bolsa. O banco suíço tem recomendação de compra para ambas as empresas e vê potencial de alta de mais de 40% para as ações. Mas o portfólio de uma delas é visto como mais sólido no momento.

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ULTRAPASSADO
Bitcoin ficou pra trás: confira as 125 ações do S&P 500 que superam os retornos da criptomoeda. A valorização de 44,2% do bitcoin em 12 meses não foi o suficiente para garantir seu primeiro lugar no coração dos investidores, com Tesla e Google rendendo mais retorno nas carteiras.

ESPECIAIS SD
Onde investir em 2022: Metaverso virou a palavra do momento, mas vale a pena investir em criptomoedas de um projeto que ninguém entende direito? O metaverso é uma palavra nova e que empolga, mas é uma boa opção de investimento no mundo das criptomoedas?

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Ação do Banco do Brasil (BBAS3) pode disparar 70% no longo prazo; descubra se vale a pena investir. No quadro 'De Olho no Gráfico', o trader e head de educação da Vitreo, Rogério Araújo, analisa a situação dos papéis dos bancos e mostra como se proteger de eventuais quedas.

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