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Entenda quais são os possíveis caminhos para o Banco Central e confira quem ganha e quem perde na bolsa de valores com a volta da taxa básica de juros aos dois dígitos
Salvo algum imprevisto, a taxa básica de juros (Selic) deve “voltar ao lar” a partir desta quarta-feira. Mas o retorno da filha pródiga não é uma boa notícia.
Todas as apostas do mercado se concentram em uma alta de 1,5 ponto percentual da Selic pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central.
Isso significa que a economia brasileira voltará a conviver com taxas de juros de dois dígitos depois de quase cinco anos.
O consenso foi formado a partir do próprio Copom, que antecipou no último encontro que elevaria os juros para 10,75% ao ano na reunião de hoje.
Por isso mesmo, o comunicado que acompanha o anúncio da Selic é até mais importante do que a decisão em si. O objetivo é tentar descobrir quais serão os próximos passos do BC.
Por um lado, a inflação segue alta e prescreve mais doses do remédio amargo de alta dos juros. De outro, uma overdose de Selic pode acabar matando o paciente — no caso, a economia, que já vem cambaleando.
Leia Também
Na coluna de hoje, o Matheus Spiess traz os possíveis caminhos para o Banco Central e mostra quem ganha e quem perde na bolsa com a volta ao lar da Selic.
BALANÇO
No fim da “era Rial”, lucro do Santander (SANB11) sobe 7% e atinge R$ 16,3 bilhões em 2021. Apesar da alta anual, nos últimos três meses do ano passado o lucro da unidade brasileira do banco espanhol deu uma derrapada e ficou abaixo do esperado pelos analistas.
ESQUENTA DOS MERCADOS
Bolsas no exterior avançam após balanço da Alphabet; Ibovespa aguarda decisão do Copom. A definição da política juros é o grande destaque do dia no cenário local, com as estimativas apontando para uma Selic acima de 10%.
SEM LOTE ADICIONAL
BRF (BRFS3) levanta R$ 5,4 bilhões em oferta subsequente; Marfrig (MRFG3) mantém participação em 31,66%. Condições para oferta de um lote adicional de BRFS3, que poderia levar emissão a quase R$ 8 bilhões, não se confirmaram.
NOVÍSSIMO MERCADO
B3 vai lançar futuros de bitcoin (BTC) e ethereum (ETH) em 2022. Vale a pena investir? Especialistas respondem. Com a entrada dos contratos futuros em bitcoin e ethereum, a bolsa brasileira se alia à Chicago Mercantile Exchange (CME), referência no mercado futuro para as criptomoedas.
ULTRAPASSANDO LIMITES
Dona do Google, Alphabet supera estimativas de lucro e dispara na bolsa; empresa vai tornar ações mais acessíveis a investidor. Resultado no quarto trimestre de 2021 e anúncio do desdobramento dos papéis agradaram o mercado.
PROTEÇÃO MÓVEL
Nubank anuncia novo seguro para celular; entenda se vale a pena para você. Depois da Mapfre se juntar ao Mercado Pago, e da Liberty Seguros celebrar parceria com o Banco Inter, será a vez do roxinho entrar no mercado de seguros para telefones.
RÚPIA DIGITAL VEM AÍ
Será que a moda pega? Índia caminha para legalizar criptomoedas, mas com imposto bem salgado. Defensores das moedas digitais esperavam que uma estrutura tributária formal pudesse poupar a indústria de algumas das medidas mais draconianas que o governo vinha considerando.
A LEI CHEGOU
Banco Central americano publica relatório sobre stablecoins antes de debates no Senado sobre criptomoedas. Além do Fed, a própria Casa Branca irá elaborar um relatório sobre moedas digitais de maneira mais ampla, o que pode afetar diretamente o mercado.
Aquele abraço e uma ótima quarta-feira!
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Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta
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