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Ouro e dólar no “almoço grátis” dos investimentos; inflação nos EUA, privatização da Eletrobras e outros destaques do dia

Em momentos de crise, é importante manter uma parcela dos seus investimentos em ativos que costumam se salvar quando tudo dá errado, como o dólar. Veja o que esperar da moeda norte-americana e do ouro

12 de janeiro de 2022
8:29
Imagem conceitual traz barras de ouro em cima de dólar
Imagem: Shutterstock

Bom dia!

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O ganhador do Nobel Milton Friedman popularizou uma frase que se tornou lugar-comum não só no mercado financeiro como na vida: “não existe essa coisa de almoço grátis”.

Se alguém oferece a você algo sem cobrar nada em troca, saiba que outra pessoa está pagando a conta — ou talvez você mesmo sem saber.

Mas para Harry Markowitz, outro vencedor do Nobel (a quem tive o privilégio de entrevistar), existe, sim, uma forma de almoço grátis no mundo dos investimentos: com a diversificação.

Ele provou que uma carteira composta por diferentes ativos e não correlacionados entre si reduz o risco do portfólio sem comprometer o retorno.

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Uma maneira eficiente de garantir o seu prato no almoço grátis é manter uma parcela dos seus investimentos em ativos de proteção, aqueles que costumam se salvar quando tudo dá errado.

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É por isso que a minha resposta para a pergunta “está na hora de comprar dólar” é sempre “sim”, independentemente da cotação.

Além da moeda norte-americana, o ouro é outro ativo que provavelmente não vai deixar você milionário, mas se mostra valioso como hedge (proteção) em momentos de crise.

Na estação derradeira da nossa série Onde Investir em 2022, o Ricardo Gozzi e a Carolina Gama contam como você pode fazer o hedge da sua carteira e o que esperar do dólar e do ouro.

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O que você precisa saber hoje

ESQUENTA DOS MERCADOS
Bolsas sobem antes da inflação dos EUA e publicação do Livro Bege; Ibovespa deve sentir volatilidade hoje. Cenário doméstico permanece atento à corrida eleitoral e à carta do presidente do BC ao ministro da Economia.

O PROBLEMA NÃO SOU EU, É VOCÊ
Campos Neto publica carta e não vê culpa nenhuma do BC no estouro da meta de inflação. Quem ler o documento de 15 páginas divulgado na última terça-feira não vai encontrar nenhum “mea culpa” do BC, responsável pelo controle da inflação. Veja as desculpas da autoridade monetária para o descontrole dos preços.

O APERTO MORA AO LADO
Os juros nos EUA vão subir, mas o que isso significa para o investidor brasileiro? Banco central norte-americano deve elevar a taxa básica, hoje perto de zero, pelo menos três vezes este ano e efeitos desse aperto vão das ações aos Treasuries.

PRIVATIZAÇÃO MARCADA
Eletrobras (ELET6) pretende pedir registro para oferta global de ações no segundo trimestre. A quantidade de ativos envolvidos no follow-on e a faixa indicativa de preço para os papéis, porém, ainda não foram definidos.

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PREPARE O BOLSO
Ações da Petrobras (PETR4) sobem forte após estatal voltar a aumentar o preço dos combustíveis; veja os novos valores da gasolina e do diesel. A política de preços da petroleira implica em dores no bolso dos motoristas, mas é bem vista pelo mercado financeiro.

ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ FOGO
“Monstro do Leblon” ressurge com redução de participação no Banco Inter (BIDI11); entenda. Só de units, o Ponta Sul – fundo gerido por Flávio Gondim – tinha 93 milhões de ações do banco digital. Na semana passada, em leilão na B3 que movimentou quase R$ 800 milhões, vendeu 30 milhões delas.

ESTÃO BARATAS?
BTG Pactual (BPAC11) anuncia plano bilionário de recompra de ações. O programa visa a ‘maximizar a alocação de capital’ do banco e pode se estender por até um ano e meio.

MONEY TIMES
B3: Ação está com desconto de 45%, calcula Bank of America. O BofA tem recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de R$ 19, potencial de alta de cerca de 70% frente ao último fechamento.

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Uma ótima quarta-feira para você!

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