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Testarei um formato de “Colunista dos Fundos”, trazendo algumas novidades úteis (para mim, pelo menos) sobre a indústria de fundos, só que contadas quase como pílulas
Com o Renatão de férias, as próximas quintas-feiras da CompoundLetter terão autores rotativos. Na minha participação hoje, testarei um formato de “Colunista dos Fundos”, trazendo algumas novidades úteis (pra mim, pelo menos) sobre a indústria de fundos, só que contadas quase como pílulas.
Para quem já leu o “Painel” da Folha de S. Paulo vai pegar a referência: são parágrafos curtos, com um intertítulo para cada um deles. Peço a todos os 7 leitores desta news que digam o que acharam.
Se você não sabe como descobrir qual a melhor hora de vender um fundo, esta notícia pode te ajudar.
Em relatório publicado aos assinantes na última terça (16), a equipe de análise de fundos da Empiricus decidiu retirar definitivamente de suas recomendações os dois fundos da Adam Capital: o Adam Macro e o Adam Macro Strategy.
A retirada ocorreu 13 meses depois da Empiricus ter colocado ambos no “banco de reservas”, que na prática seria como dar um cartão amarelo para o fundo.
“São fundos que tiveram uma mudança interna relevante da equipe de gestão, alteração parcial do mandato ou da estratégia, falhas nos controles de risco propostos ou desempenho de longo prazo abaixo do esperado”, explica a Empiricus em relatório.
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Além da retirada dos dois fundos multimercados, a Empiricus ainda colocou o Adam Previdência no “banco de reservas”.
Vale mencionar que a Adam Previdência tem tido uma performance bem melhor do que seu fundo irmão, o Adam Macro, pois veículos de previdência têm limitação para exposições internacionais.
A Adam teve um início meteórico em 2016, com uma ótima performance e captando rios de dinheiro. Em maio de 2018, a gestora chegou a R$ 30 bilhões sob gestão.
Mas diante da performance aquém do esperado nos últimos 3 anos, esse montante despencou para R$ 6 bilhões - quase 80% de queda.
Nas janelas móveis de 2 ou 3 anos, o Adam Macro perde para o CDI em praticamente todas.
“Apesar do bom desempenho passado de Márcio Appel, especialmente seu histórico de sucesso no Safra, Santander e no início da Adam, não podemos ignorar as evidências quantitativas em período suficientemente relevante e que geram dúvidas sobre o seu potencial de retorno daqui pra frente e, portanto, preferimos acompanhar o case de fora”, resume a Empiricus.
Das 18 páginas do relatório de fundos da Empiricus, 8 são dedicadas aos estudos sobre a Adam.
Disponibilizamos o relatório completo no Telegram do Market Makers. Clique aqui e faça parte da nossa lista, é de graça!
A Vista Capital vai reabrir sua versão mais “light” de multimercado, o Vista Hedge.
A reabertura acontecerá logo depois que o gestor macro da Vista, João Landau, foi entrevistado por nós no Market Makers.
Algo similar aconteceu em 2021: em janeiro, entrevistamos o Landau em nosso antigo podcast; em março, o fundo reabriu - mas na época, quem abriu foi o Vista Multiestratégia, o fundo mais “nervoso” da gestora - o Vista Hedge busca ter um terço do risco do Vista Multi.
Do seu nascimento (maio/2018) pra cá, o Vista Hedge figura como 3º melhor multimercado dentro de uma cesta de 64 fundos, atrás apenas do SPX Raptor e do próprio Vista Multi.
A posição comprada em petróleo é a principal geradora de alfa do botafoguense Landau (conheça as teses dele no episódio nº 1 do MMs).
O fundo estará disponível para investimentos via agendamento.
Na plataforma da XP, clientes podem reservar a agenda desde já, enquanto no BTG os agendamentos serão aceitos entre os dias 2 e 5 de setembro.
A aplicação mínima inicial é de R$ 5 mil. A gestora não revelou qual é a meta de captação.
Outros dois fundos multimercados foram reabertos recentemente.
O primeiro é o Ibiuna Hedge STH, cujo fechamento está previsto para sexta-feira (20).
O outro é o Vinland Macro Plus, que deve ficar aberto até 30 de setembro.
Ambos fundos têm se destacado positivamente de 2019 pra cá: Vinland Macro Plus e Ibiuna Hedge STH acumulam ganhos de 93% e 67%, respectivamente, contra 21,8% do CDI nestes quase 4 anos.
David Kaddoum e Gabriel Saavedra deixaram a Atmos (uma das mais vitoriosas gestoras de ações do Brasil) para criarem a TB Capital.
A Atmos terá uma participação minoritária na nova gestora, que inicialmente terá foco nos setores de utilities, infraestrutura e tecnologia.
Um slide que me chamou atenção na apresentação que a asset colocou em seu site é o que fala da composição da carteira da TB, que terá parcela em “renda fixa/bonds”.
Como gestores, que vieram de uma casa tradicionalmente de ações, farão a seleção de ativos de renda fixa? Pretendo descobrir logo - e trazer as novidades aqui.
Ouvi essa frase num almoço semana passada com um gestor brasileiro que mora no exterior e opera renda fixa global há 20 anos.
O contexto da frase: estávamos comentando sobre as evidências favoráveis à bolsa, que foram apresentadas no episódio 7 do Market Makers.
Não revelarei o nome do gestor mas ele já confirmou presença no Market Makers na próxima volta dele ao Brasil, que será em setembro.
Por ora, digo apenas que seu fundo multimercado está com performance de 11,97% em 2022 (vs 7,15% do CDI).
Publicaremos o episódio #08 nesta quinta às 18h. Os convidados foram Rodrigo Campos e Alfredo Menezes, dois gigantes da FinTwit e que, juntos, acumulam mais de 70 anos de experiência no mercado financeiro.
Falamos de histórias do mercado, porque vieram ao Twitter, como está o cenário para eles etc.
Forte abraço,
Thiago Salomão
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