Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Um metal precioso ganha momento com o fim dos estímulos – entenda por que você precisa dele na sua carteira

Ouro se manterá como componente indispensável do portfólio no futuro, permitindo que investidores não percam o sono mesmo em situações estressantes nos mercados

Imagem mostrando uma bacia com pequenos fragmentos de ouro, simbolizando a atividade do garimpo
Ouro costuma ganhar força em momentos de recessão. Imagem: Unsplash

Na semana passada, tivemos a oportunidade de conversar um pouco sobre minha visão para a economia global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A principal leitura, como expliquei, é de que o mundo pode muito provavelmente entrar em um processo recessivo ou estagflacionário (falta de crescimento com inflação), o que seria natural depois de anos de artificialidade derivada do excesso de liquidez.

A enxurrada de liquidez criada do nada inicialmente se espalhou pelos mercados de capitais e inflacionou cada vez mais os preços dos ativos.

Assim, a valorização desses ativos deu a impressão de que o crescimento poderia continuar inabalável, que déficits e expansão monetária não eram um problema e que mesmo lockdowns globais e paralisações de produção poderiam prejudicar a economia apenas no curto prazo, contanto que os BCs globais seguissem fornecendo liquidez para os mercados.

Deu no que deu.

Agora, um dos fatores que poderia impulsionar o mundo nesta direção de correção necessária estaria relacionado com o movimento de aperto monetário realizado pelos bancos centrais do mundo, em especial o Federal Reserve (Fed), dos EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Portanto, para preservar o que resta de sua credibilidade, o Fed não tem escolha a não ser anunciar movimentos agressivos nas taxas de juros e começar a implementá-los.

Leia Também

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O vencedor discreto da guerra do e-commerce, e o novo teste do Nubank: o que você precisa saber hoje

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Jogando de igual para igual com as big techs

Como não deveria deixar de ser, apertos monetários como o que vivemos hoje acabam em recessão, conforme nos mostra o gráfico a seguir. Basicamente, apenas 3 dos 20 ciclos de aumento da taxa de juros não terminaram em recessão.

A redução do balanço do Fed

Contudo, não falamos apenas da alta dos juros, mas também da redução do balanço do Fed. Em seus mais de 100 anos de história, o Federal Reserve tentou reduzir seu balanço exatamente sete vezes (1921-22, 1928-1930, 1937, 1941, 1948-1950, 2000 e 2017-2019).

O episódio de 2017-2019, entretanto, pode ser praticamente desconsiderado, uma vez que o Fed teve que abandonar rapidamente sua política de aperto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Antes dessa experiência, porém, cinco dos seis esforços históricos de aperto quantitativo (QT, na sigla em inglês) do Fed foram seguidos por uma recessão, sendo 1941, o ano da entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial, a única exceção.

Claro, como já fizemos no passado, podemos errar nossa projeção de redução de balanço — vide gráfico a seguir. Ainda assim, em um momento no qual o mercado enxerga quase US$ 9 trilhões dentro do Fed, não há muito para onde ir, a não ser reduzir esse tamanho.

Estima-se uma redução de algo como US$ 1 trilhão nos próximos 12 meses.

Todos os caminhos levam aos metais preciosos

Ou seja, para combater a inflação, vamos nos livrar do que vem sustentando o mercado de ativos nos últimos anos, o que deverá nos jogar em uma recessão global em 2023. Isso nos leva aos metais preciosos, como conversamos na semana passada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o ouro, as recessões são tipicamente um ambiente positivo.

Os momentos em que o bear market (mercado de baixa) se faz presente nos mercados e na economia real costumam ser bons episódios para o ouro.

Ouro costuma ganhar força em períodos recessivos

Se olharmos para o desempenho ao longo de todo o ciclo de recessão, é notável que em cada um dos quatro períodos de recessão o ouro teve ganhos de preço significativos em média, tanto em termos de dólares quanto de euros.

Além disso, é impressionante que, historicamente, em média, quanto maiores as perdas de preço do S&P 500, mais forte o ouro se apresenta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aliás, isso funcionou bem durante a recessão mais recente em 2020.

A seguir, note como a década de 70, semelhante em termos estagflacionários com o tempo em que vivemos, foi um momento bom para o ouro, a prata, sua segunda derivada, e as mineradoras, que se beneficiam do fluxo de caixa gerado pelos metais preciosos.

Por isso, o ouro continuará, portanto, a ser um componente indispensável do portfólio no futuro, permitindo que os investidores não percam o sono mesmo em situações estressantes nos mercados financeiros.

Adicionalmente, as ações geralmente têm um desempenho ruim em ambientes fortemente deflacionários e altamente inflacionários. Isso ocorre principalmente porque as vendas e as margens das empresas estão sob pressão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dessa forma, por causa das atuais altas taxas de inflação, o S&P 500 ainda é muito valorizado, com um Shiller P/E de pouco menos de 34 vezes. Para permanecer fiel ao padrão empírico anterior, o índice Shiller P/E teria que ser aproximadamente metade se a taxa de inflação permanecesse constante.

Para retornar a um valor dentro do padrão estatístico geral, portanto, ou os preços, a taxa de inflação ou ambos teriam que cair, como podemos ver a seguir.

O ouro a caminho de novos recordes

Por conta de tudo isso, o ouro deve ser uma boa pedida para os próximos 12 meses.

Se estruturalmente ele sempre teve um espaço reservado nas carteiras de investidores tradicionais e até mesmo sofisticados, a conjuntura atual torna isso ainda mais claro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

Para que o ouro permanecesse nos trilhos até o final do ano, precisaria subir para cima de US$ 2.180. Dessa forma, muitos nos mercados acreditam firmemente que esta é uma meta realista, desde que a política monetária permanece buscando o chamado "soft landing". Por isso, estima-se um preço de longo prazo em torno de US$ 4.800 até 2030.

Por sinal, se o ouro é bom, a prata acaba sendo tão boa quanto.

Tradicionalmente considerada um tipo de ouro alavancado, uma combinação de até 5% de sua carteira com estes dois metais pode ser uma boa pedida para o momento atual — lembre-se de buscar investimentos dolarizados; isto é, que capturem a variação cambial (invista em moeda forte).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Bruce Edwards, o novo CEO do CrossFit 9 de maio de 2026 - 9:00
Irã e EUA 6 de maio de 2026 - 20:49
Imagem gerada por inteligência artificial mostra um investidor no topo de uma montanha. No vale, abaixo dele, estão linhas de transmissão de energia, uma empresa de saneamento, bancos e seguradoras 6 de maio de 2026 - 8:57
5 de maio de 2026 - 8:48
Ferrari F80 2 de maio de 2026 - 9:00
Imagem gerada por inteligência artificial mostra notas de R$ 100 em um escritório, carregando maletas e digitando em um computador 1 de maio de 2026 - 10:04
Fonte de montes de dólares, formando montanhas, e um homem no topo, com uma bandeira fincada 1 de maio de 2026 - 7:01
Imagem mostra mulher branca aplicando um cosmético no rosto fazendo seu skincare. Ela está em um banheiro cheio de plantas com móveis de madeira 30 de abril de 2026 - 8:40
Prédio do Banco Central. 29 de abril de 2026 - 17:30

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nada como uma Super Quarta depois da outra 

29 de abril de 2026 - 17:30
28 de abril de 2026 - 7:38

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta em meio ao caos da guerra: Copom e Fed sob a sombra de Ormuz

28 de abril de 2026 - 7:38
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia