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Ouro se manterá como componente indispensável do portfólio no futuro, permitindo que investidores não percam o sono mesmo em situações estressantes nos mercados
Na semana passada, tivemos a oportunidade de conversar um pouco sobre minha visão para a economia global.
A principal leitura, como expliquei, é de que o mundo pode muito provavelmente entrar em um processo recessivo ou estagflacionário (falta de crescimento com inflação), o que seria natural depois de anos de artificialidade derivada do excesso de liquidez.
A enxurrada de liquidez criada do nada inicialmente se espalhou pelos mercados de capitais e inflacionou cada vez mais os preços dos ativos.
Assim, a valorização desses ativos deu a impressão de que o crescimento poderia continuar inabalável, que déficits e expansão monetária não eram um problema e que mesmo lockdowns globais e paralisações de produção poderiam prejudicar a economia apenas no curto prazo, contanto que os BCs globais seguissem fornecendo liquidez para os mercados.
Agora, um dos fatores que poderia impulsionar o mundo nesta direção de correção necessária estaria relacionado com o movimento de aperto monetário realizado pelos bancos centrais do mundo, em especial o Federal Reserve (Fed), dos EUA.
Portanto, para preservar o que resta de sua credibilidade, o Fed não tem escolha a não ser anunciar movimentos agressivos nas taxas de juros e começar a implementá-los.
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Como não deveria deixar de ser, apertos monetários como o que vivemos hoje acabam em recessão, conforme nos mostra o gráfico a seguir. Basicamente, apenas 3 dos 20 ciclos de aumento da taxa de juros não terminaram em recessão.
Contudo, não falamos apenas da alta dos juros, mas também da redução do balanço do Fed. Em seus mais de 100 anos de história, o Federal Reserve tentou reduzir seu balanço exatamente sete vezes (1921-22, 1928-1930, 1937, 1941, 1948-1950, 2000 e 2017-2019).
O episódio de 2017-2019, entretanto, pode ser praticamente desconsiderado, uma vez que o Fed teve que abandonar rapidamente sua política de aperto.
Antes dessa experiência, porém, cinco dos seis esforços históricos de aperto quantitativo (QT, na sigla em inglês) do Fed foram seguidos por uma recessão, sendo 1941, o ano da entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial, a única exceção.
Claro, como já fizemos no passado, podemos errar nossa projeção de redução de balanço — vide gráfico a seguir. Ainda assim, em um momento no qual o mercado enxerga quase US$ 9 trilhões dentro do Fed, não há muito para onde ir, a não ser reduzir esse tamanho.
Estima-se uma redução de algo como US$ 1 trilhão nos próximos 12 meses.
Ou seja, para combater a inflação, vamos nos livrar do que vem sustentando o mercado de ativos nos últimos anos, o que deverá nos jogar em uma recessão global em 2023. Isso nos leva aos metais preciosos, como conversamos na semana passada.
Para o ouro, as recessões são tipicamente um ambiente positivo.
Os momentos em que o bear market (mercado de baixa) se faz presente nos mercados e na economia real costumam ser bons episódios para o ouro.
Se olharmos para o desempenho ao longo de todo o ciclo de recessão, é notável que em cada um dos quatro períodos de recessão o ouro teve ganhos de preço significativos em média, tanto em termos de dólares quanto de euros.
Além disso, é impressionante que, historicamente, em média, quanto maiores as perdas de preço do S&P 500, mais forte o ouro se apresenta.
Aliás, isso funcionou bem durante a recessão mais recente em 2020.
A seguir, note como a década de 70, semelhante em termos estagflacionários com o tempo em que vivemos, foi um momento bom para o ouro, a prata, sua segunda derivada, e as mineradoras, que se beneficiam do fluxo de caixa gerado pelos metais preciosos.
Por isso, o ouro continuará, portanto, a ser um componente indispensável do portfólio no futuro, permitindo que os investidores não percam o sono mesmo em situações estressantes nos mercados financeiros.
Adicionalmente, as ações geralmente têm um desempenho ruim em ambientes fortemente deflacionários e altamente inflacionários. Isso ocorre principalmente porque as vendas e as margens das empresas estão sob pressão.
Dessa forma, por causa das atuais altas taxas de inflação, o S&P 500 ainda é muito valorizado, com um Shiller P/E de pouco menos de 34 vezes. Para permanecer fiel ao padrão empírico anterior, o índice Shiller P/E teria que ser aproximadamente metade se a taxa de inflação permanecesse constante.
Para retornar a um valor dentro do padrão estatístico geral, portanto, ou os preços, a taxa de inflação ou ambos teriam que cair, como podemos ver a seguir.
Por conta de tudo isso, o ouro deve ser uma boa pedida para os próximos 12 meses.
Se estruturalmente ele sempre teve um espaço reservado nas carteiras de investidores tradicionais e até mesmo sofisticados, a conjuntura atual torna isso ainda mais claro.
Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.
Para que o ouro permanecesse nos trilhos até o final do ano, precisaria subir para cima de US$ 2.180. Dessa forma, muitos nos mercados acreditam firmemente que esta é uma meta realista, desde que a política monetária permanece buscando o chamado "soft landing". Por isso, estima-se um preço de longo prazo em torno de US$ 4.800 até 2030.
Por sinal, se o ouro é bom, a prata acaba sendo tão boa quanto.
Tradicionalmente considerada um tipo de ouro alavancado, uma combinação de até 5% de sua carteira com estes dois metais pode ser uma boa pedida para o momento atual — lembre-se de buscar investimentos dolarizados; isto é, que capturem a variação cambial (invista em moeda forte).
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