Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O ciclo de alta da Selic está perto do fim – e existe um título com o qual é difícil perder dinheiro mesmo se o juro começar a cair

Quando o juro cair, o investidor ganha porque a curva arrefeceu; se não, a inflação vai ser alta o bastante para mais do que compensar novas altas

2 de agosto de 2022
5:58 - atualizado às 13:29
Desenho de percentual representando taxa de juros; bolsas reagem aos juros ibovespa também
Banco Central deve levar a taxa Selic a 13,75% ao ano na reunião que começa hoje e termina amanhã. Imagem: Shutterstock

Chegamos a mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Ela começa hoje, terça-feira (2), e se encerra amanhã, quarta-feira (3), com a apresentação da decisão do Banco Central do Brasil após o fechamento de mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao que tudo indica, com o movimento a ser anunciado nesta semana, encerraremos o ciclo de aperto monetário iniciado em abril do ano passado, quando elevamos a Selic de 2% ao ano para 2,75%.

Desde então, a taxa básica de juros foi elevada em mais de 10 pontos percentuais, chegando agora para sua provável última elevação de 50 pontos-base.

Os erros do Banco Central

Caso se confirme, o movimento deixará o Brasil com um elevado juro nominal de 13,75% ao ano, mesma taxa que tivemos entre maio e julho de 2015 e entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017.

Sim, é um patamar elevadíssimo de juros e, talvez, mais um erro de política monetária por parte do Banco Central — o BC errou em 2% e vai errar novamente em 14%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A consequência para os ativos financeiros desse brutal aperto foi que, em 18 meses, houve um deslocamento brutal no portfólio dos investidores, primeiro para risco, private equity, real estate e, agora, de volta à renda fixa.

Leia Também

O fato é que muito se questiona a necessidade de 9% a 10% de juro real, mesmo para o nosso país.

A justificativa, em tese, é a inflação. O relatório Focus do dia 29 de julho, por exemplo, apresentou nova queda nas expectativas para o IPCA, a medida oficial de inflação do Brasil, para 2022, enquanto o consenso para 2023 continua a subir.

Banco Central tenta fazer inflação convergir para a meta

Como podemos ver a seguir, começaremos a viver um processo de normalização inflacionária ao longo dos próximos meses, mas as medidas adotadas recentemente pelo governo federal e pelos estados da federação devem gerar inflação em 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fonte: Banco Central

Outro ponto de atenção recente que também dá suporte à ideia de normalização inflacionária foi a divulgação do IPCA-15 de julho na semana passada, que ficou um pouco abaixo das expectativas.

Para 2022, o consenso para a inflação deverá ficar em 7,15% no acumulado de 12 meses no final de dezembro. Por outro lado, o consenso para 2023 subiu alguns pontos-base para 5,33% ao ano, acima do limite superior da meta do Bacen.

Hoje sabemos que, ao que tudo indica, o BC trabalha para convergir a inflação rumo à meta apenas em 2024 — para este horizonte, as expectativas se mantêm relativamente estáveis por volta de 3,30%, ainda acima do centro da meta.

A influência de fatores temporários nos juros

Naturalmente, as expectativas de inflação de curto prazo estão claramente sendo influenciadas por fatores temporários, enquanto as incertezas locais e internacionais continuam afetando as estimativas para 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um exemplo é o câmbio, como podemos avaliar a seguir (gráfico em vermelho), que se tornou bastante estável desde 2020 e pressionou a inflação brasileira, também forçando a subida da taxa de juros (gráfico preto).

Fonte: Banco Central

A partir de 2023, já devemos começar a ver uma certa flexibilização da Selic, o que será positivo.

O mercado entende que este processo possa se dar depois de junho do ano que vem, com cortes graduais de 25 pontos-base — sim, a taxa permanecerá alta por mais tempo.

A manutenção de juros altos pode vir a se tornar um problema fiscal.

Ao mesmo tempo, se o mundo viver uma desaceleração econômica relevante que permita o corte de juros em 2023 nos EUA e um alívio inflacionário aqui que permita ao BC também cortar, como o mercado entende ser possível, há chance de não precisarmos pagar tanto juro real e equilíbrio fiscal pode ser um pouco melhor. Lembre-se que os patamares fiscais vigentes não são ruins, com resultado primário positivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fonte: Banco Central

Sobre o tema de juros americano, na semana passada, o Federal Reserve subiu 75 pontos base, conforme previsto.

Ao mesmo tempo, o número do produto interno bruto dos EUA para o segundo trimestre mostrou um segundo declínio trimestral consecutivo, indicando recessão técnica no território americano.

Em sendo o caso, a tese de flexibilização monetária ou desaceleração do aperto monetário nos EUA não é improvável.

O caminho para a queda dos juros não é trivial.

Dar certo é difícil e depende muito do externo. Em meio a uma atividade que não é lá grande coisa para 2022 e 2023, se o dólar fraco vier a permitir uma inflação mais baixa, o mercado pode não ser tão ruim.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, todas as projeções de juros reais mais altos, crescimento mais baixo e dívida pública acelerando podem melhorar. Contudo, hoje, a assimetria não é lá muito boa.

Por isso, gosto das NTN-B mais curtas, entre 2025 e 2027, para carregar até o vencimento. Seria difícil perder dinheiro comprando juro real acima de 6% nos títulos indexados à inflação.

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

Afinal, se der certo, o investidor ganha porque a curva arrefeceu; se der errado, a inflação vai ser alta o suficiente para mais do que compensar novas altas da curva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ALÉM DO CDB

Teste na renda fixa: o que a virada de maré no mercado de crédito privado representa para o investidor; é para se preocupar?

22 de abril de 2026 - 19:31

Alta nos prêmios de risco, queda nos preços dos títulos e resgates dos fundos marcaram o mês de março, mas isso não indica deterioração estrutural do crédito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que atrapalha o sono da Tenda (TEND3), o cessar-fogo nos mercados, e o que mais você precisa saber hoje 

22 de abril de 2026 - 8:31

Entenda por que a Alea afeta o balanço da construtora voltada à baixa renda, e saiba o que esperar dos mercados hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

A estratégia vencedora em um cessar-fogo que existe e não existe ao mesmo tempo

21 de abril de 2026 - 9:30

Mesmo que a guerra acabe, o mundo atravessa um período marcado por fragmentação e reorganização das cadeias globais de suprimento, mas existe uma forma simples e eficiente de acessar o que venho chamando de investimento “quase obrigatório” em tempos de conflito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder dos naming rights, impasse no Estreito de Ormuz continua e pressiona economia, e o que mais você deve ficar de olho hoje

20 de abril de 2026 - 8:56

O Nubank arrematou recentemente o direito de nomear a arena do Palmeiras e mostra como estratégia de marketing continua sendo utilizada por empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As aventuras de Mark Mobius, os proventos da Petrobras (PETR4), resultados da Vale (VALE3), e o que mais você precisa saber hoje

17 de abril de 2026 - 8:13

Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados

SEXTOU COM O RUY

A ironia do destino de Mark Mobius: o rali histórico de emergentes que o ‘pai dos emergentes’ não terá chance de ver

17 de abril de 2026 - 6:07

Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As incertezas nos balanços do 1T26, dólar a R$ 4,90, resultado da Vale (VALE3), e o que mais esperar dos mercados hoje

16 de abril de 2026 - 8:12

Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ibovespa — matando a sede com a metade cheia do copo 

15 de abril de 2026 - 20:00

Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A invasão gringa nos FIIs, a relação entre economia e eleições, e o que move os mercados hoje

15 de abril de 2026 - 8:29

Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger dos choques cada vez mais comuns de petróleo, recorde na bolsa, e o que mais move os mercados hoje

14 de abril de 2026 - 8:34

Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

O novo normal é o choque: o investimento “obrigatório” em tempos de guerra

14 de abril de 2026 - 6:04

Fundo oferece exposição direta às principais empresas brasileiras ligadas ao setor de commodities, permitindo ao investidor, em um único ativo listado em bolsa, acessar uma carteira diversificada de companhias exportadoras e geradoras de caixa

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A busca pelo gelato perfeito, a falta de acordo entre EUA e Irã, e o que mais você precisa saber hoje

13 de abril de 2026 - 7:43

Conheça a história da Gelato Borelli, com faturamento de R$ 500 milhões por ano e 240 lojas no país

PLANO A

Chá revelação: 10 segredos sobre previdência e investimento de longo prazo para quem está começando uma nova fase da vida

12 de abril de 2026 - 8:00

Existem muitos “segredos” que eu gostaria de sair contando por aí, especialmente para quem está começando uma nova fase da vida, como a chegada de um filho

VERSÃO BRASILEIRA

Nem todo clássico precisa de adaptação, e a chegada da Hofbräu no Brasil prova isso

11 de abril de 2026 - 9:11

Cerveja alemã passa a ser produzida no Brasil, mas mantém a tradição

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como dobrar o patrimônio ao reinvestir dividendos, Regime Fácil, e o que mais você precisa saber hoje

10 de abril de 2026 - 8:30

Reinvestir os dividendos recebidos pode dobrar o seu patrimônio ao longo do tempo. Mas cuidado, essa estratégia não serve para qualquer empresa

SEXTOU COM O RUY

Receber dividendos é bom; reinvestir é melhor ainda. A estratégia confiável capaz de até dobrar o retorno dos seus investimentos

10 de abril de 2026 - 6:05

Antes de sair reinvestindo dividendos de qualquer ação, é importante esclarecer que a estratégia de reinvestimento só deve ser aplicada em teses com boas perspectivas de retorno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como surfar pela renda fixa, o preço do petróleo, e o que mais move os mercados hoje

9 de abril de 2026 - 8:27

Saiba como analisar as classificações de risco das agências de rating diante de tantas empresas em dificuldades e fazer as melhores escolhas com o seu dinheiro

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Quebrando a criptografia do pessimismo incondicional

8 de abril de 2026 - 20:05

Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As novas fronteiras do Nubank e o cessar-fogo nos mercados: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje

8 de abril de 2026 - 8:49

A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A normalização da inflação e dos juros, o recorde de pedidos de RJ, mudanças na Petrobras (PETR4), e o que mais afeta a bolsa hoje

7 de abril de 2026 - 8:53

Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia