🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Os três maiores riscos de 2023: Um guia para entender o mínimo que nos espera nos mercados no ano que vem

Fugindo um pouco do contexto geopolítico, separei o que é, para mim, o conjunto dos três principais riscos que podem ser mapeados para 2023

20 de dezembro de 2022
6:13

Como todo ano, começamos em dezembro a notar a circulação de relatórios de bancos, corretoras e casas independentes de análise com estratégias de investimento para 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois de um período bastante turbulento, entre 2020 e 2022, os investidores têm se esforçado na construção dos mais variados playbooks para os próximos anos. Contudo, há um problema na dinâmica atual.

Saíamos de um ano muito atípico para os investimentos de maneira geral. Talvez o ponto mais importante a se ter em mente neste momento é o quão ruim foi, ao menos até aqui, o ano de 2022 para ativos de risco em nível global. Nada se salvou.

Posições em renda fixa, que deveriam ser conservadoras, caíram entre 20% e 30%. Um bear market se instalou nas bolsas norte-americanas, com recuos superiores a 20%. Se você estava alocado em ações de tecnologia ou small caps, as perdas superaram 50% com facilidade. O tamanho do ajuste não foi brincadeira.

Os portos seguros clássicos também não funcionaram, com o ouro decepcionando como hedge e o dólar não subindo contra o real, ferindo as carteiras de brasileiros com posições no exterior. A conta chegou, e de uma vez.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outras palavras, o ano foi difícil: saímos de uma taxa de juro zerada nos EUA, indo para próximo de 5%, num curto intervalo de tempo e corrigimos os excessos de anos de juros muito baixos e muita liquidez, com a enormidade da resposta de política econômica dada na pandemia (em certos países o esforço fiscal superou 20% do PIB).

Leia Também

Se observarmos os relatórios de projeções ao final de 2021, porém, ninguém se antecipou minimamente aos problemas completamente inesperados do ano. Não deveria incomodar tanto o erro das previsões, uma vez que, como o ditado popular costuma nos lembrar: “predição é muito difícil, especialmente se for sobre o futuro.”

Futurologia

Tentar antecipar o impermeável futuro é um jogo duro, em especial com tantos ruídos políticos e geopolíticos no radar (na média, o mercado é um avaliador relativamente fraco de política, principalmente quando há excesso de ruídos). Fomos inundados por riscos que dificilmente seriam mapeados, o que amplifica a reação.

Mais do que nunca, precisamos estar atentos aos riscos que nos cercam, mesmo que conseguindo avaliar apenas o que já conseguimos mapear minimamente (no fim de 2021, poucos colocavam como risco a invasão da Ucrânia).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por isso, fugindo um pouco do contexto geopolítico, separei o que para mim é o conjunto dos três principais riscos que podem ser mapeados para 2023. Com o guia, ao menos saberemos o mínimo que nos espera em termos de risco.

A situação fiscal brasileira

Começo com um vetor na agenda doméstica, derivado em grande parte da incerteza fiscal sobre as contas públicas, o que considero o calcanhar de Aquiles do Brasil na atualidade. A PEC da Transição e a falta de perspectiva sobre o próximo arcabouço fiscal proporcionam falta de visibilidade nesta frente.

Abaixo, o gráfico ilustra a trajetória da relação da Dívida Bruta sobre o PIB. Note que ela acelerou de maneira preocupante durante o governo Dilma até ser contida pelo Teto de Gastos. Avançou novamente durante a pandemia, mas foi rapidamente normalizada. O problema fica agora para os próximos anos.

Fontes: BTG e BCB. 

A depender do que for gerado de gasto adicional sem contrapartida, podemos caminhar para um patamar insustentável de endividamento. Provavelmente, o ano de 2023 será inundado de discussão fiscal relacionando a Reforma Tributária com a Nova Regra Fiscal, que ficará no lugar do teto de gastos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sabemos que debates fiscais penalizam os ativos locais por conta do estresse gerado sobre a curva de juros. Portanto, se a trajetória da dívida não for minimamente aceitável, podemos caminhar em uma direção sem volta, perdendo cada vez mais a credibilidade do país como bom pagador.

A inflação, os juros e a possibilidade de uma recessão global

Ao redor do mundo, a inflação começou a ser normalizada, mas continua elevada. Em outras palavras, o problema com a ideia de que os juros logo cairão é que a inflação tende a ser mais teimosa e ficar por mais tempo. Quanto mais ela ficar elevada, mais tempo ficaremos com juros mais altos, até que os preços estabilizem.

Fonte: Research Affiliates LLC e Bloomberg. 

Acima, podemos analisar quanto tempo a inflação levava, desde 1970, para cair para 3% depois de atingir um certo nível. Se observarmos bem, notamos que, uma vez que a inflação ultrapasse 8%, é razoável esperar uma década para voltar a 3%. Ou seja, historicamente, a noção de que a inflação que chegou a 8% voltará a 3% em apenas 12 meses parece estranha.

Se os juros ficarem elevados por muito mais tempo, a recessão virá com mais força. Uma queda muito forte da economia ainda não parece estar nos preços. Consequentemente, quanto pior for o desempenho da economia nesta nova etapa do ciclo econômico, pior será para os ativos de risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia também

Uma ótica mais pessimista sobre a reabertura chinesa

Por fim, mas não menos importante: a China importa muito para 2023. A reabertura do gigante asiático nas últimas semanas, após as paralisações por conta da covid, restaurou a confiança no mundo emergente. A última grande recuperação dos mercados emergentes ocorreu quando a China cresceu nos anos após sua adesão à Organização Mundial do Comércio em 2001. Uma China fortalecida ajuda o mundo.

Por outro lado, se a China realmente se abrir com pleno vigor, isso poderia estimular a demanda por commodities e, no processo, aumentar a pressão sobre a inflação. Uma reabertura da China, com base nisso, poderia manter a economia funcionando acima dos níveis de recessão por mais tempo, ao mesmo tempo em que eleva os preços a uma taxa que obriga os bancos centrais a permanecerem agressivos.

Isso prejudicaria o entendimento de que a inflação está finalmente no ponto em que cairá sem muito mais ajuda da política monetária. Uma reabertura chinesa com muita força, porém, poderá segurar os preços em patamares mais elevados por mais tempo, forçando mais juros sobre as economias e, consequentemente, gerando uma recessão.

Conclusão

Os próximos passos devem ser dados com bastante cautela. Não estamos em um momento trivial. Realmente, a oportunidade é grande, mas só porque o risco também é.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A incerteza fiscal, a recessão global e a teimosia inflacionária estão em nosso caminho. Se estivermos preparados com bastante caixa neste período, porém, poderemos provavelmente atravessar a tormenta de forma bastante satisfatória.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar