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A perícia no trato do absurdo não nos impede de sofrer, e nem poderia. Contudo, a correta interpretação do contexto previne o desespero
"I have been one acquainted with the night.
I have walked out in rain — and back in rain.
I have outwalked the furthest city light."CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE– Robert Frost
Cerca de 15% de toda a riqueza global foi apagada dos livros desde o início do drawdown corrente.
O que está acontecendo com os mercados globais?
Nada muito diferente do que aconteceu em históricos análogos (20% de riqueza subtraída no vale de 2008), quando os juros subiram e os níveis de dívida explodiram.
Os macroeconomistas chamam isso de "espiral de endividamento".
Os traders mais educados chamam de lama ou de barro.
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De um jeito ou de outro, você consegue sentir o cheiro da expressão, e ele não é muito agradável.
O primeiro efeito, imediato, de um aumento dos juros é o encarecimento do carrego associado aos níveis originais de alavancagem.
Via de regra, as dívidas passam a rodar sob um taxímetro mais caro.
Isso inclui a dívida do governo, que pode optar por pagá-la veladamente, através de mais inflação, e inclui as dívidas do setor privado, cujo passivo é amplificado pela inflação.
Como a gestão de risco do pior devedor marginal era baseada em um custo de endividamento muito menor, ele é obrigado a vender quaisquer ativos que ainda tenha (a qualquer preço), apenas para manter sua cabeça fora d 'água.
Isso basta para continuar respirando por um tempo, mas chega a hora em que os ativos em estoque foram todos desovados, perderam liquidez e/ou viraram pó. Não existe outra alternativa a não ser jogar a toalha: falência.
É desse ponto em diante que começam as chamadas de margem e as moratórias em série.
O leitor fiel da Empiricus já viu essa história acontecer antes, fim do mundo, fim do Brasil.
Somos experimentados em crises, familiarizados com a escuridão.
A perícia no trato do absurdo não nos impede de sofrer, e nem poderia. Somos todos humanos, e qualquer percentual negativo na marcação a mercado dói muito no bolso.
Contudo, a correta interpretação do contexto previne o desespero.
Amparados nos preceitos antifrágeis, tentamos extrair experiências úteis a partir de um mercado disfuncional, preparando o terreno para a recuperação, que sempre há de chegar.
É nesse espírito respeitoso e construtivo que estamos anunciando novidades, vantajosas tanto para os leitores da Empiricus quanto para os investidores da Vitreo (futura Empiricus Investimentos).
Na primeira de várias dessas novidades, passaremos a oferecer quatro níveis distintos de atendimento especializado aos clientes da Vitreo: Gold, Platinum, Reserva e World Class.
Cada um desses níveis se traduz em benefícios amplos e crescentes, tal como traduzidos na imagem abaixo:
Embora tenhamos uma enorme preocupação em atingir e cultivar excelência tecnológica, entendemos que a tecnologia não deve ocorrer em detrimento do contato humano, mas sim como uma combinação inteligente entre chips e cérebros.
Os quatro níveis de atendimento chegam para preencher qualquer lacuna que possa haver nesse sentido e para promover uma aproximação empática nestes tempos difíceis de economia global.
Como eu disse, a Empiricus já vivenciou muitas crises financeiras e, em todas elas, optamos por estar mais próximos dos nossos leitores, tratando abertamente do track record, dos desafios de interpretação do mercado e das oportunidades financeiras enterradas debaixo dos mais profundos drawdowns.
Também desta vez, estamos dobrando a aposta na proximidade.
No Day One de segunda-feira, 16 de maio, o Felipe vai trazer mais uma importante ideia nesse sentido.
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