Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O Copom já encerrou o aperto monetário – e isso deixa os ativos brasileiros em situação única no mundo; entenda

Se por aqui o ciclo de alta de juros já terminou, em outros países ela está apenas começando – e isso é bom para os ativos brasileiros nos médio e longo prazos

25 de outubro de 2022
7:30 - atualizado às 19:00
Montagem mostrando o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, escalando uma montanha, sinalizando o ciclo de alta da Selic, a taxa básica de juros do Brasil, promovido pelo Copom
Imagem: Unsplash/Agência Brasil; montagem Andre Morais

Chegamos a mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do nosso Banco Central (ela começa hoje e será encerrada amanhã, depois do fechamento mercado).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E qual é a boa notícia dessa vez?

Que o Brasil, diferentemente das demais economias centrais, já encerrou o ciclo de aperto monetário e pode se dar ao luxo de não se defrontar com a incerteza de mais ou menos juros neste momento.

Além disso, a nossa situação também explica um pouco das movimentações recentes do real. Como saímos de 2% de Selic para 13,75% ao ano, o juro real brasileiro se tornou novamente considerável, colocando o país no mapa do carry trade mais uma vez.

Abaixo, podemos ver as recentes trajetórias dos juros e do câmbio.

Fonte: BCB

Duas coisas devem ser devidamente notadas. Até a pandemia, vivemos um processo de redução de juros de 14,25% até 2% ao ano, o que possibilitou o último bull market de ativos locais, entre 2016 e 2019.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao mesmo tempo, os últimos 18 meses foram muito ruins para as nossas ações, considerando a agressividade do aperto.

Leia Também

Ao mesmo tempo, nossa moeda até se valoriza contra o dólar em 2022, enquanto outras moedas, inclusive as consideradas fortes, sofrem com relevantes desvalorizações.

Apesar de um cenário externo difícil, com potencial de desaceleração global e novas altas de juros nos EUA, além de incertezas locais em relação às eleições presidenciais, as expectativas sobre o câmbio são bem consistentes.

Dois pontos importantes:

  • i) a moeda brasileira já passou por um processo de desvalorização relevante nos últimos 10 anos e de muita volatilidade de 2020 para cá; e
  • ii) o processo eleitoral ainda poderá se mostrar um desafio na reta final do ano, apesar de não ser o cenário base, com possibilidade (ainda que baixa) de questionamento do resultado eleitoral, o que poderia gerar instabilidade.

Os juros elevados foram um dos responsáveis pela força do real nos últimos quase 10 meses e, em termos estruturais, não há motivo para duvidar desse desempenho (juros reais elevados podem fazer mágica).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como dissemos, porém, o ciclo de aperto acabou. A nossa vantagem é que em outros países ele apenas começou.

Para a reunião de outubro, podemos esperar uma manutenção dos juros em 13,75% ao ano, com reafirmação de que a Selic deverá se manter elevada por mais tempo.

Até quando a taxa de juro vai ficar nesse nível?

Não entendo que seja razoável pensar em mais juros nos próximos meses, mas o discurso do Banco Central no comunicado que acompanha a decisão deverá se manter cauteloso em relação às expectativas de inflação — o BC enfatizou que pode retomar o ciclo de aperto se o processo de desinflação não prosseguir conforme o esperado (apesar do meu entendimento ser de que isso seja apenas o comunicado).

Dessa forma, os juros devem se manter elevados até pelo menos o segundo semestre de 2023, quando começarem a reduzir a Selic gradualmente. Isso deverá se tornar mais claro nos próximos meses, com definição do processo eleitoral, apresentação de um plano fiscal para os próximos anos e diluição do ruído inflacionário em 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Boletim Focus desta semana, vemos mais uma vez as expectativas de inflação para 2022 convergindo para baixo, de 5,62% para 5,60% neste ano. O mesmo acontece na margem para as expectativas de 2023 e 2024.

Vale notar que o BC está trabalhando com a ancoragem das expectativas e conversão para a meta em 2024, muito por conta do recente fator desinflacionário brasileiro, que tem data para acabar.

Abaixo, note como estamos convergindo rapidamente para as bandas de aceitação de nossa autoridade monetária, mas que haverá um repique em 2023.

O que seria ele?

A volta dos impostos sobre os combustíveis. A incerteza sobre as renúncias fiscais faz com que o BC não trabalhe com o ano que vem, mas só com o seguinte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fonte: BCB

Bancos centrais não podem perder o foco agora

Por isso, ainda estamos longe de pensar em cortes por aqui, até mesmo porque a atividade está robusta (devemos crescer mais de 2,75% no ano), há incerteza fiscal para os próximos anos e o contexto internacional é muito complexo, talvez o mais difícil em 30 anos, desde a queda do Muro de Berlim — o conflito Rússia-Ucrânia permanece longe de qualquer solução rápida, o cenário econômico na Europa permanece bastante frágil, o mercado de trabalho dos EUA continua apertado e a China está mais estranha do que nunca, com a "reeleição" de Xi Jinping para mais um mandato.

Considerando, portanto, o contexto e o histórico brasileiros é importante ancorar novamente as expectativas de inflação ao longo do tempo.

A inflação é costumeiramente um fenômeno local, mas a atual é uma movimentação global relevante.

Ainda que no mundo e até no Brasil ela dê sinais de desaceleração, as autoridades monetárias não podem perder o foco neste momento. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A parte boa é que, em um segundo momento, quando começarmos a precificar o início da queda dos juros, teremos espaço para um novo grande ciclo de valorização dos ativos brasileiros, que estão em posição única de vantagem no mundo.

Com isso, apesar de nossas dificuldades e incertezas, ainda há espaço para otimismo com os ativos locais a médio e longo prazos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia