🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O Copom já encerrou o aperto monetário – e isso deixa os ativos brasileiros em situação única no mundo; entenda

Se por aqui o ciclo de alta de juros já terminou, em outros países ela está apenas começando – e isso é bom para os ativos brasileiros nos médio e longo prazos

25 de outubro de 2022
7:30 - atualizado às 19:00
Montagem mostrando o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, escalando uma montanha, sinalizando o ciclo de alta da Selic, a taxa básica de juros do Brasil, promovido pelo Copom
Imagem: Unsplash/Agência Brasil; montagem Andre Morais

Chegamos a mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do nosso Banco Central (ela começa hoje e será encerrada amanhã, depois do fechamento mercado).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E qual é a boa notícia dessa vez?

Que o Brasil, diferentemente das demais economias centrais, já encerrou o ciclo de aperto monetário e pode se dar ao luxo de não se defrontar com a incerteza de mais ou menos juros neste momento.

Além disso, a nossa situação também explica um pouco das movimentações recentes do real. Como saímos de 2% de Selic para 13,75% ao ano, o juro real brasileiro se tornou novamente considerável, colocando o país no mapa do carry trade mais uma vez.

Abaixo, podemos ver as recentes trajetórias dos juros e do câmbio.

Fonte: BCB

Duas coisas devem ser devidamente notadas. Até a pandemia, vivemos um processo de redução de juros de 14,25% até 2% ao ano, o que possibilitou o último bull market de ativos locais, entre 2016 e 2019.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao mesmo tempo, os últimos 18 meses foram muito ruins para as nossas ações, considerando a agressividade do aperto.

Leia Também

Ao mesmo tempo, nossa moeda até se valoriza contra o dólar em 2022, enquanto outras moedas, inclusive as consideradas fortes, sofrem com relevantes desvalorizações.

Apesar de um cenário externo difícil, com potencial de desaceleração global e novas altas de juros nos EUA, além de incertezas locais em relação às eleições presidenciais, as expectativas sobre o câmbio são bem consistentes.

Dois pontos importantes:

  • i) a moeda brasileira já passou por um processo de desvalorização relevante nos últimos 10 anos e de muita volatilidade de 2020 para cá; e
  • ii) o processo eleitoral ainda poderá se mostrar um desafio na reta final do ano, apesar de não ser o cenário base, com possibilidade (ainda que baixa) de questionamento do resultado eleitoral, o que poderia gerar instabilidade.

Os juros elevados foram um dos responsáveis pela força do real nos últimos quase 10 meses e, em termos estruturais, não há motivo para duvidar desse desempenho (juros reais elevados podem fazer mágica).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como dissemos, porém, o ciclo de aperto acabou. A nossa vantagem é que em outros países ele apenas começou.

Para a reunião de outubro, podemos esperar uma manutenção dos juros em 13,75% ao ano, com reafirmação de que a Selic deverá se manter elevada por mais tempo.

Até quando a taxa de juro vai ficar nesse nível?

Não entendo que seja razoável pensar em mais juros nos próximos meses, mas o discurso do Banco Central no comunicado que acompanha a decisão deverá se manter cauteloso em relação às expectativas de inflação — o BC enfatizou que pode retomar o ciclo de aperto se o processo de desinflação não prosseguir conforme o esperado (apesar do meu entendimento ser de que isso seja apenas o comunicado).

Dessa forma, os juros devem se manter elevados até pelo menos o segundo semestre de 2023, quando começarem a reduzir a Selic gradualmente. Isso deverá se tornar mais claro nos próximos meses, com definição do processo eleitoral, apresentação de um plano fiscal para os próximos anos e diluição do ruído inflacionário em 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Boletim Focus desta semana, vemos mais uma vez as expectativas de inflação para 2022 convergindo para baixo, de 5,62% para 5,60% neste ano. O mesmo acontece na margem para as expectativas de 2023 e 2024.

Vale notar que o BC está trabalhando com a ancoragem das expectativas e conversão para a meta em 2024, muito por conta do recente fator desinflacionário brasileiro, que tem data para acabar.

Abaixo, note como estamos convergindo rapidamente para as bandas de aceitação de nossa autoridade monetária, mas que haverá um repique em 2023.

O que seria ele?

A volta dos impostos sobre os combustíveis. A incerteza sobre as renúncias fiscais faz com que o BC não trabalhe com o ano que vem, mas só com o seguinte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fonte: BCB

Bancos centrais não podem perder o foco agora

Por isso, ainda estamos longe de pensar em cortes por aqui, até mesmo porque a atividade está robusta (devemos crescer mais de 2,75% no ano), há incerteza fiscal para os próximos anos e o contexto internacional é muito complexo, talvez o mais difícil em 30 anos, desde a queda do Muro de Berlim — o conflito Rússia-Ucrânia permanece longe de qualquer solução rápida, o cenário econômico na Europa permanece bastante frágil, o mercado de trabalho dos EUA continua apertado e a China está mais estranha do que nunca, com a "reeleição" de Xi Jinping para mais um mandato.

Considerando, portanto, o contexto e o histórico brasileiros é importante ancorar novamente as expectativas de inflação ao longo do tempo.

A inflação é costumeiramente um fenômeno local, mas a atual é uma movimentação global relevante.

Ainda que no mundo e até no Brasil ela dê sinais de desaceleração, as autoridades monetárias não podem perder o foco neste momento. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A parte boa é que, em um segundo momento, quando começarmos a precificar o início da queda dos juros, teremos espaço para um novo grande ciclo de valorização dos ativos brasileiros, que estão em posição única de vantagem no mundo.

Com isso, apesar de nossas dificuldades e incertezas, ainda há espaço para otimismo com os ativos locais a médio e longo prazos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VISÃO 360

A hora da Cigarra: um guia para gastar (bem) seu dinheiro — e não se matar de trabalhar

15 de fevereiro de 2026 - 8:01

Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Zuck está de mudança: o projeto californiano que está deslocando o eixo dos bilionários nos EUA

14 de fevereiro de 2026 - 9:02

Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Por que Einstein teria Eneva (ENEV3) na carteira, balanço de Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e outras notícias para ler antes de investir

13 de fevereiro de 2026 - 8:52

Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje

SEXTOU COM O RUY

Por que Einstein seria um grande investidor — e não perderia a chance de colocar Eneva (ENEV3) na carteira?

13 de fevereiro de 2026 - 6:03

Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Japão como paraíso de compras para investidores, balanços de Ambev (ABEV3), Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e o que mais move a bolsa hoje

12 de fevereiro de 2026 - 8:59

O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Podemos dizer que a Bolsa brasileira ficou cara? 

11 de fevereiro de 2026 - 19:50

Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja se vale a pena atualizar o valor de um imóvel e pagar menos IR e se o Banco do Brasil (BBAS3) já começa a sair do fundo do poço

11 de fevereiro de 2026 - 9:39

Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio no Japão que afeta o mundo todo, as vantagens do ESG para os pequenos negócios e o que mais move as bolsas hoje

10 de fevereiro de 2026 - 9:30

Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Entre estímulo e dívida: o novo equilíbrio do Japão após uma eleição que entra para a história

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar