O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A gigante do comércio eletrônico nasceu graças ao Free Fire, um dos games gratuitos mais populares e que passaram a gerar muito mais receita do que os pagos
Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia.
Apesar da enorme volatilidade que a temporada de resultados nos traz, com ações caindo ou subindo mais de 10% após números acima ou abaixo das expectativas do mercado, pouca coisa efetivamente muda nas empresas num período tão curto.
Alterações na "tese de longo prazo" são coisas que acontecem… bem… em longo prazo.
Uma mudança esteve em voga no segmento de games nos últimos 10 anos, que foi o aumento da representatividade dos games "free to game" dentro da indústria como um todo.
Seus reais efeitos, porém, só puderam ser sentidos agora, em 2022.
O que os games "free to play" fizeram foi transformar uma indústria resiliente, num segmento altamente cíclico.
Leia Também
Há dois marcos importantes que definem a história da indústria de games nos últimos 10 anos: primeiro, ultrapassou a indústria do cinema, se tornando o maior mercado de entretenimento do mundo.
Depois, o setor passou por uma transformação própria: os games gratuitos passaram a gerar muito mais receita do que os games pagos.
Um excelente estudo de caso pode ser visto nas ações do gigante asiático Sea Limited (Nasdaq: SEA), dona da Shopee.
A Sea nasceu como "Garena", um publisher de games mobile distribuindo um título chamado "Free Fire".
O Free Fire, para quem não conhece, é um jogo mobile no formato "battle royale", em que dezenas de jogadores são colocados simultaneamente num mapa que vai afunilando conforme os minutos passam.
Ao final, apenas um jogador será o vencedor.
Encurtando a história, o Free Fire se tornou um dos jogos mobile mais populares do mundo (uma febre no Brasil, por exemplo) e alcançou um pico de quase 350 milhões de jogadores ativos mensalmente no ano passado.
Em 2021, de acordo com os demonstrativos da Sea, o Free Fire totalizou receitas de US$ 4,5 bilhões (um crescimento de 44% versus 2020).
Os games gratuitos são monetizados através de dois canais principais:
É comum, ao final de uma rodada, o jogador ter a opção de assistir a um anúncio de 30 segundos em troca de alguma recompensa dentro do jogo.
Um anunciante está pagando por aquele espaço, e isso é uma fonte de receita para os games gratuitos.
Com 350 milhões de usuários, você deve imaginar, o Free Fire acumulou enormes receitas de publicidade.
Com margens operacionais acima de 50%, o sucesso do game foi tão grande que os executivos decidiram usar a geração de caixa absurda do jogo para financiar a criação de um e-commerce!
Foi assim que nasceu a Shopee.
Só para você ter uma ideia da escala: como o Brasil era um dos países onde o Free Fire possuía sua maior base de usuários, no lançamento da Shoppe, os jogadores foram bombeados com cupons e códigos promocionais.
Do dia para noite, o e-commerce nasceu no Brasil, com milhões de usuários que eram jogadores de Free Fire.
No último resultado da Sea Limited, pudemos observar uma enorme desaceleração do Free Fire.
Nessa história, há alguns componentes que são bastante específicos. Por exemplo, a Índia (que era o maior mercado do Free Fire no mundo), baniu o game do país, pois um dos maiores acionistas da Sea é a gigante chinesa Tencent.
Mesmo assim, podemos notar que a quantidade de usuários está diminuindo. Porém, o que está diminuindo ainda mais é o gasto médio por usuário no game.
Em crises passadas, a indústria de games costumava passar ilesa, pois você não tinha alternativas viáveis a baixo custo.
Com a migração para o formato "free to play", algumas limitações na experiência servem como inconveniências, mas não como barreiras ao consumo de entretenimento.
Com isso, não só as ações da Sea, mas outras empresas como Roblox, Playtika e Take Two, viram seus resultados piorarem (e suas ações caírem).
Bom, esse é um assunto para semana que vem, em que eu vou te explicar a tese de investimentos numa das minhas ações preferidas no setor.
Até lá!
Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas
Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje
A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento
O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos
Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital
Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo
São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid. Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]
Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira
Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)
Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal
A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras