O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Existem três formas de ganhar dinheiro com ações. Uma delas é com o crescimento do lucro por ação. Mas é preciso interpretar corretamente o múltiplo Preço/Lucro (P/L) de uma empresa
Na última CompoundLetter, eu expliquei que a expansão de múltiplo é uma entre as três formas de ganhar dinheiro com ações - as outras duas são dividendos e crescimento do lucro por ação.
Apesar da minha explicação, a complexidade do tema exige uma leitura mais profunda sobre como interpretar corretamente o múltiplo Preço/Lucro (P/L) de uma empresa.
É importante entender a dinâmica de múltiplo porque muitos analistas acabam justificando suas recomendações de compra, neutra ou venda com base na relação P/L que uma ação negocia vis-à-vis o seu histórico de preços.
Frases como: "a ação está negociando a um valuation atrativo de 15 vezes o lucro do ano que vem (15x P/L) vs. 20x a média histórica com um crescimento de lucro de 20% ao ano" são comuns em um relatório tradicional de sell side.
Se você é um dos 8 leitores que se anima com a frase acima a respeito da sua ação predileta, cuidado: essa frase diz pouco ou quase nada sobre o potencial de valorização de uma ação.
O que gera valor para uma empresa não é crescimento de lucro, mas sim a qualidade desse crescimento.
Leia Também
Falaremos sobre isso, mas antes uma pergunta: você já parou pra pensar no por que algumas empresas negociam a 30x enquanto outras negociam a 15x? 10x? 5x?
Uma ação que negocia a 5 vezes não necessariamente está barata, assim como aquela que negocia a 50 vezes não necessariamente está cara.
O múltiplo apenas nos indica o preço que o mercado tem topado pagar pelo lucro da companhia. Cabe a você avaliar se concorda ou não.
Com base nesses quatro fatores, podemos destrinchar a fórmula que dá origem ao múltiplo P/L (sim, existe uma fórmula para se chegar ao múltiplo justo de uma empresa):
b = lucro retido pela empresa
k = taxa de desconto
g = crescimento do lucro
Ou seja, se uma empresa retém 35% do lucro para novos investimentos, tem um g de 5% e uma taxa de desconto de 10%, então:
P/L = (1 - 0,35) / (0,10 - 0,05) = 13 vezes
Veja que se o g fosse de 6%, então o P/L = (1 - 0,35) / (0,10 - 0,06) = 16,3 vezes
Viram como o múltiplo varia a depender do quanto a empresa cresce? Esse é um dos motivos pelos quais empresas de crescimento tendem a negociar com múltiplo alto.

A grande questão é que o crescimento não gera valor se não for investido a uma taxa de retorno acima da taxa de desconto (ou custo de capital). É por isso que o aumento do lucro por ação (LPA), sozinho, não quer dizer nada.
Mais importante do que entender o crescimento do LPA, é entender se a empresa consegue ter ROIC acima do custo de capital. Na tabela abaixo, podemos ver como uma empresa pode crescer lucro e ao mesmo tempo destruir valor.

Portanto, a maior armadilha de preço de uma ação vem justamente quando a companhia reporta crescimento de lucro acompanhado de um ROIC abaixo do custo de capital.
Nestes casos, quando o múltiplo contrai por conta de um maior denominador (lucro maior faz o múltiplo P/L cair), a ação não necessariamente está mais barata já que ela merece passar a negociar com desconto.
Como o g é uma função do lucro retido e do ROIC (g = ROIC * lucro retido), uma empresa que cresce e tem ROIC crescente e elevado deveria negociar a um múltiplo P/L maior do que uma empresa que possui ROIC igual sua taxa de desconto.
A tabela abaixo mostra exatamente essa relação entre crescimento de lucro e ROIC:

Cuidado ao seguir justificativas de recomendação com base apenas no crescimento do lucro por ação (LPA) e múltiplo "justo". Crescimento do LPA não diz nada sobre a atratividade da empresa.
A carta semestral da Athena Capital é uma leitura obrigatória para aqueles que apreciam um "conteúdo raiz" sobre investimentos em ações.
A gestora não só traz a sua visão para os setores de software, e-commerce, marketplace e setor financeiro, como também se aprofunda no fundamento de empresas como Locaweb, Mercado Livre, XP, Hapvida e Rede D'or.
Abraço,
Matheus Soares
Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje
A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento
O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos
Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital
Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo
São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid. Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]
Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira
Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)
Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal
A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro