🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Pressão nos custos

Gol (GOLL4) tem prejuízo de R$ 2,8 bilhões no quarto trimestre; em 2021, perdas chegam a R$ 7,2 bilhões

A Gol (GOLL4) viu os custos e despesas operacional crescerem fortemente no 4º trimestre. Com isso, o balanço trouxe um prejuízo bilionário

Victor Aguiar
Victor Aguiar
14 de março de 2022
8:31 - atualizado às 9:51
Imagem de avião da Gol (GOLL4) voando num céu azul, com algumas nuvens brancas | Ibovespa
Gol (GOLL4) - Imagem: Divulgação

Mesmo com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a maior demanda por voos no fim de ano, a Gol (GOLL4) teve um quarto trimestre de perdas expressivas: a companhia aérea fechou os três últimos meses de 2021 com um prejuízo líquido de R$ 2,8 bilhões, revertendo o lucro de R$ 16,9 milhões contabilizado no mesmo período de 2020. Com isso, a empresa fechou o balanço do ano com uma perda acumulada de R$ 7,2 bilhões, cifra 27% maior na base anual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mau resultado da Gol entre outubro e dezembro deste ano ocorreu mesmo após uma expansão de 55% na receita líquida, que somou R$ 2,92 bilhões no período em questão. No entanto, o forte aumento nos custos e despesas operacionais da companhia acabou neutralizando o bom desempenho da primeira linha do balanço.

Ao todo, os custos da Gol no quarto trimestre de 2021 chegaram a R$ 4,67 bilhões, mais que o dobro do que foi contabilizado há um ano. A pressão mais intensa veio dos gastos com combustível de aviação, que totalizaram R$ 1,8 bilhão — um aumento de 78% em relação ao mesmo intervalo de 2020.

Com isso, o resultado operacional da Gol no trimestre ficou negativo em R$ 1,75 bilhão; nos três últimos meses de 2020, a linha estava negativa em R$ 319 milhões.

As poucas boas notícias contidas no balanço da Gol vêm do front do gerenciamento da dívida. É verdade que a empresa queimou R$ 370 milhões em caixa no trimestre, mas, ainda assim, segue com uma posição relativamente confortável de liquidez, de R$ 1,7 bilhão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, por mais que o saldo da dívida líquida tenha aumentado a R$ 20,3 bilhões, um crescimento de 13,5% em comparação com os níveis de setembro, o perfil do endividamento está mais alongado: apenas 11,9% desse montante está concentrado no curto prazo — um cenário que afasta os temores quanto à sustentabilidade das operações, ao menos num horizonte de tempo mais imediato.

Leia Também

Gol (GOLL4) e as surpresas negativas do balanço

A expansão de 55% na receita líquida da Gol (GOLL4) no quarto trimestre faz bastante sentido: as festas de fim de ano sempre provocam uma corrida aos aeroportos, e as passagens aéreas costumam ser mais caras nesse período. Além disso, vale lembrar que os três últimos meses de 2021 foram marcados por uma preocupação menor com a pandemia — estamos falando num período pré-ômicron, em que os níveis de contágio por Covid-19 estavam nas mínimas.

Mas, a partir daí, as más notícias começaram a se empilhar. Como já foi dito, a linha de custos e despesas teve um aumento vertiginoso, com um salto em quase todos os seus componentes — veja abaixo os principais focos de pressão:

  • Pessoal: R$ 595,2 milhões (+21,4%);
  • Combustível de aviação: R$ 1,017 bilhão (+77,7%);
  • Material de manutenção e reparo: R$ 1,7 bilhão (foi R$ 55 milhões no 4T20).

É normal que os custos e despesas das companhias aéreas fiquem mais elevados no quarto trimestre: com mais voos, é preciso ter uma equipe maior, tanto no ar quanto no solo; e, se as aeronaves estão voando mais, o gasto de combustível e a necessidade de manutenção das aeronaves naturalmente aumenta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dito isso, os aumentos verificados no quarto trimestre saltam aos olhos, sendo bem maiores que o esperado. No lado do combustível, houve um duplo efeito negativo: o dólar se valorizou ante o real e as cotações do petróleo estavam mais altas, duas componentes importantes para a precificação do querosene de aviação (QAV).

Na comparação com o quarto trimestre de 2020, o real se depreciou em 3,5% na comparação com o dólar; já o barril do petróleo Brent saltou de US$ 51 para US$ 80 entre os intervalos em questão, uma alta de 56% — uma combinação muito ruim para a dinâmica das aéreas brasileiras.

E esse quadro tende a se agravar: com o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, o barril do Brent teve uma valorização súbita e chegou a superar os US$ 130 há algumas semanas; atualmente, ele está cotado na faixa de US$ 108. Assim, por mais que o dólar tenha se desvalorizado ante o real, é de se esperar que essa pressão no QAV continue.

Quanto aos custos de manutenção e reparo, a Gol afirma que essa alta forte se deve ao "investimento necessário para retornar as aeronaves e motores ociosos para a operação"; essas despesas também costumam ser orçadas em dólar e, assim, a dinâmica do câmbio novamente teve um peso negativo para a companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro ponto problemático do balanço é a linha de resultado financeiro líquido, que ficou negativa em R$ 1,09 bilhão no quarto trimestre — há um ano, ela estava positiva em R$ 401 milhões. Novamente, o dólar é o vilão: como a Gol tem uma parcela relevante de sua dívida em moeda estrangeira, o fortalecimento da divisa americana acaba impactando a empresa; é um efeito não-caixa, mas que, ainda assim, afeta os resultados como um todo.

  • IMPORTANTE: liberamos um guia gratuito com tudo que você precisa para declarar o Imposto de Renda 2022; acesse pelo link da bio do nosso Instagram e aproveite para nos seguir. Basta clicar aqui

Gestão da dívida

No front do endividamento, a Gol (GOLL4) segue apresentando métricas bastante elevadas: a dívida líquida da companhia chegou a R$ 20,3 bilhões, dos quais quase 95% são denominados em moeda estrangeira. Há, no entanto, alguns pontos a serem comemorados nessa parte do balanço.

Em primeiro lugar, o nível de alavancagem da empresa teve uma leve queda: a relação entre dívida líquida e Ebitda nos últimos 12 meses caiu de 11,2 vezes no fim de setembro para 9,7x ao término de dezembro — por mais que o saldo do endividamento tenha aumentado, o Ebitda acumulado também cresceu.

O perfil do endividamento também traz dados importantes para a Gol: apenas 11% dos compromissos financeiros estão concentrados no curto prazo, sendo que uma parcela bastante pequena vai vencer ainda em 2022. Isso dá tranquilidade para a Gol e abre a porta para investimentos em frota e modernização das aeronaves.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A empresa já assinou acordos para a compra de 26 aeronaves Boeing 737 MAX-8; até o fim do ano, a expectativa é a de que 44 aviões desse tipo estejam em operação, o que deve reduzir os custos operacionais da frota da Gol como um todo.

Fonte: Gol (GOLL4)

Gol (GOLL4): novas projeções para 2022

A Gol (GOLL4) também atualizou algumas de suas projeções operacionais e financeiras para 2022, tendo em vista o esperado aumento nos preços do combustível de aviação — a empresa estima que o salto será da ordem de 30%, trazendo ainda mais pressão à linha de custos.

A atualização mais relevante ocorreu na linha de lucro por ação: se, nas estimativas anteriores, a Gol previa um ganho de cerca de R$ 0,26 por papel, ela agora zerou essa linha. E, como os números revelados são sempre aproximados, não está descartada a possibilidade de um novo prejuízo em 2022.

A receita líquida estimada para o ano foi cortada em 2%, passando para cerca de R$ 13,7 bilhões; houve também uma ligeira piora na margem Ebitda projetada, de 25% para 24%, e na margem operacional, de 11% para 10%. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda em 12 meses, deve ficar perto de 8 vezes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar