O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A Gol (GOLL4) viu os custos e despesas operacional crescerem fortemente no 4º trimestre. Com isso, o balanço trouxe um prejuízo bilionário
Mesmo com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a maior demanda por voos no fim de ano, a Gol (GOLL4) teve um quarto trimestre de perdas expressivas: a companhia aérea fechou os três últimos meses de 2021 com um prejuízo líquido de R$ 2,8 bilhões, revertendo o lucro de R$ 16,9 milhões contabilizado no mesmo período de 2020. Com isso, a empresa fechou o balanço do ano com uma perda acumulada de R$ 7,2 bilhões, cifra 27% maior na base anual.
O mau resultado da Gol entre outubro e dezembro deste ano ocorreu mesmo após uma expansão de 55% na receita líquida, que somou R$ 2,92 bilhões no período em questão. No entanto, o forte aumento nos custos e despesas operacionais da companhia acabou neutralizando o bom desempenho da primeira linha do balanço.
Ao todo, os custos da Gol no quarto trimestre de 2021 chegaram a R$ 4,67 bilhões, mais que o dobro do que foi contabilizado há um ano. A pressão mais intensa veio dos gastos com combustível de aviação, que totalizaram R$ 1,8 bilhão — um aumento de 78% em relação ao mesmo intervalo de 2020.
Com isso, o resultado operacional da Gol no trimestre ficou negativo em R$ 1,75 bilhão; nos três últimos meses de 2020, a linha estava negativa em R$ 319 milhões.
As poucas boas notícias contidas no balanço da Gol vêm do front do gerenciamento da dívida. É verdade que a empresa queimou R$ 370 milhões em caixa no trimestre, mas, ainda assim, segue com uma posição relativamente confortável de liquidez, de R$ 1,7 bilhão.
E, por mais que o saldo da dívida líquida tenha aumentado a R$ 20,3 bilhões, um crescimento de 13,5% em comparação com os níveis de setembro, o perfil do endividamento está mais alongado: apenas 11,9% desse montante está concentrado no curto prazo — um cenário que afasta os temores quanto à sustentabilidade das operações, ao menos num horizonte de tempo mais imediato.
Leia Também
A expansão de 55% na receita líquida da Gol (GOLL4) no quarto trimestre faz bastante sentido: as festas de fim de ano sempre provocam uma corrida aos aeroportos, e as passagens aéreas costumam ser mais caras nesse período. Além disso, vale lembrar que os três últimos meses de 2021 foram marcados por uma preocupação menor com a pandemia — estamos falando num período pré-ômicron, em que os níveis de contágio por Covid-19 estavam nas mínimas.
Mas, a partir daí, as más notícias começaram a se empilhar. Como já foi dito, a linha de custos e despesas teve um aumento vertiginoso, com um salto em quase todos os seus componentes — veja abaixo os principais focos de pressão:
É normal que os custos e despesas das companhias aéreas fiquem mais elevados no quarto trimestre: com mais voos, é preciso ter uma equipe maior, tanto no ar quanto no solo; e, se as aeronaves estão voando mais, o gasto de combustível e a necessidade de manutenção das aeronaves naturalmente aumenta.
Dito isso, os aumentos verificados no quarto trimestre saltam aos olhos, sendo bem maiores que o esperado. No lado do combustível, houve um duplo efeito negativo: o dólar se valorizou ante o real e as cotações do petróleo estavam mais altas, duas componentes importantes para a precificação do querosene de aviação (QAV).
Na comparação com o quarto trimestre de 2020, o real se depreciou em 3,5% na comparação com o dólar; já o barril do petróleo Brent saltou de US$ 51 para US$ 80 entre os intervalos em questão, uma alta de 56% — uma combinação muito ruim para a dinâmica das aéreas brasileiras.
E esse quadro tende a se agravar: com o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, o barril do Brent teve uma valorização súbita e chegou a superar os US$ 130 há algumas semanas; atualmente, ele está cotado na faixa de US$ 108. Assim, por mais que o dólar tenha se desvalorizado ante o real, é de se esperar que essa pressão no QAV continue.
Quanto aos custos de manutenção e reparo, a Gol afirma que essa alta forte se deve ao "investimento necessário para retornar as aeronaves e motores ociosos para a operação"; essas despesas também costumam ser orçadas em dólar e, assim, a dinâmica do câmbio novamente teve um peso negativo para a companhia.
Outro ponto problemático do balanço é a linha de resultado financeiro líquido, que ficou negativa em R$ 1,09 bilhão no quarto trimestre — há um ano, ela estava positiva em R$ 401 milhões. Novamente, o dólar é o vilão: como a Gol tem uma parcela relevante de sua dívida em moeda estrangeira, o fortalecimento da divisa americana acaba impactando a empresa; é um efeito não-caixa, mas que, ainda assim, afeta os resultados como um todo.
No front do endividamento, a Gol (GOLL4) segue apresentando métricas bastante elevadas: a dívida líquida da companhia chegou a R$ 20,3 bilhões, dos quais quase 95% são denominados em moeda estrangeira. Há, no entanto, alguns pontos a serem comemorados nessa parte do balanço.
Em primeiro lugar, o nível de alavancagem da empresa teve uma leve queda: a relação entre dívida líquida e Ebitda nos últimos 12 meses caiu de 11,2 vezes no fim de setembro para 9,7x ao término de dezembro — por mais que o saldo do endividamento tenha aumentado, o Ebitda acumulado também cresceu.
O perfil do endividamento também traz dados importantes para a Gol: apenas 11% dos compromissos financeiros estão concentrados no curto prazo, sendo que uma parcela bastante pequena vai vencer ainda em 2022. Isso dá tranquilidade para a Gol e abre a porta para investimentos em frota e modernização das aeronaves.
A empresa já assinou acordos para a compra de 26 aeronaves Boeing 737 MAX-8; até o fim do ano, a expectativa é a de que 44 aviões desse tipo estejam em operação, o que deve reduzir os custos operacionais da frota da Gol como um todo.

A Gol (GOLL4) também atualizou algumas de suas projeções operacionais e financeiras para 2022, tendo em vista o esperado aumento nos preços do combustível de aviação — a empresa estima que o salto será da ordem de 30%, trazendo ainda mais pressão à linha de custos.
A atualização mais relevante ocorreu na linha de lucro por ação: se, nas estimativas anteriores, a Gol previa um ganho de cerca de R$ 0,26 por papel, ela agora zerou essa linha. E, como os números revelados são sempre aproximados, não está descartada a possibilidade de um novo prejuízo em 2022.
A receita líquida estimada para o ano foi cortada em 2%, passando para cerca de R$ 13,7 bilhões; houve também uma ligeira piora na margem Ebitda projetada, de 25% para 24%, e na margem operacional, de 11% para 10%. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda em 12 meses, deve ficar perto de 8 vezes.
Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam
As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira
Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa
Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias
Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas
No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia
A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos
O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real
Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX
Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana
Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso
A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo
Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia
A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista
Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo
Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial
O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”
Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos
A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros
Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro