Viabilidade de novas parcelas do auxílio emergencial cria impasse no Congresso
O imbróglio está na necessidade de o governo justificar, como exige a Constituição, que a nova despesa é imprevisível e urgente

As novas parcelas do auxílio emergencial criaram um impasse para o presidente Jair Bolsonaro e passaram a ser questionadas por técnicos dentro e fora do Congresso.
Fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast contestam a viabilidade de o Executivo abrir um crédito extraordinário para ampliar o benefício sem aval do Legislativo e fora do teto de gastos, após ter sido limitado, em março, a gastar R$ 44 bilhões com o programa neste ano.
[captacao]
O imbróglio está na necessidade de o governo justificar que a nova despesa é imprevisível e urgente, como exige a Constituição para esse tipo de liberação.
MP no centro do debate
Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, assinaram na segunda-feira uma medida provisória abrindo crédito extraordinário de R$ 20,3 bilhões para pagamento e operacionalização da prorrogação do auxílio até outubro. A liberação passa a valer assim que é publicada, e o dinheiro pode ser gasto antes de votação no Congresso.
O governo já reservou no Orçamento (empenhou no termo técnico) R$ 42,6 bilhões do auxílio emergencial em 2021, dos quais R$ 26,5 milhões foram efetivamente pagos até terça-feira.
Leia Também
Parecer do Ministério da Cidadania indica que ainda existem R$ 7,9 bilhões do valor autorizado pela PEC emergencial. Com esse valor mais os novos R$ 20 bilhões, o governo pretende garantir o benefício até outubro.
PEC Emergencial
A PEC emergencial foi uma condição do governo para retomar o auxílio emergencial. O benefício foi criado em 2020 para socorrer trabalhadores informais e desempregados na pandemia de covid-19.
Com a proposta, o Executivo foi autorizado a criar um pagamento residual em 2021 fora do teto de gastos (a regra que limita o crescimento das despesas ao ritmo da inflação) e de outras regras fiscais.
Além disso, foi expressamente dispensado da obrigação de comprovar que a despesa era imprevisível e urgente, condição exigida na Constituição. Essa flexibilização, porém, foi limitada a R$ 44 bilhões, garantidos nas quatro primeiras parcelas deste ano.
Na ocasião, senadores concordaram com o limite para dar não um "cheque em branco" para o governo.
Restrições
A nova MP é inconstitucional e abusiva, de acordo com a procuradora do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo Élida Graziane. Para a especialista, a extensão do benefício descumpre os requisitos para abertura de créditos extraordinários previstos na Constituição e o limite criado pela PEC emergencial.
Para Élida, a despesa deveria ter sido planejada no Orçamento de 2021, e o teto de gastos já deveria ter sido alterado para viabilizar um planejamento de enfrentamento à pandemia.
"O trato caótico e errático das regras fiscais brasileiras, aliás, tem aberto flancos para o que tenho chamado de feudalismo fiscal."
De acordo com o governo, o valor que ficar acima dos R$ 44 bilhões deverá ser considerado no cálculo da meta de resultado primário (a diferença entre a arrecadação e as despesas, sem levar em conta o pagamento de juros da dívida).
O diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, Felipe Salto, afirmou que há espaço fiscal para a prorrogação.
Ele apontou, no entanto, um impasse jurídico. "O próprio governo amarrou as mãos com a PEC 109 (a PEC emergencial). Agora, está precisando aumentar a despesa. Um gasto social necessário, aliás."
Em resposta à reportagem, o Ministério da Economia defendeu a legitimidade e a constitucionalidade das novas parcelas do auxílio emergencial.
A pasta alegou que a Emenda Constitucional 109 não é um limitador para abertura do crédito extraordinário e que a Constituição já autoriza esse tipo de despesa em situações imprevisíveis e urgentes.
Ao defender a nova medida provisória, a pasta afirma que a urgência da matéria "se justifica pela persistência do quadro de propagação da doença, o aparecimento de novas cepas do vírus e da existência de diversos Estados com medidas restritivas de circulação".
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
RESSACA ELEITORAL
Menos cortes nos juros, mais inflação: Focus muda de cara às vésperas do Copom
3 de novembro de 2026 - 9:10Conteúdo Empiricus
Pote de ouro? Esse setor pode ser a chave para proteger sistemas de ataques de IA; ativos ligados a ele podem se valorizar até 42 vezes, segundo analistas
3 de novembro de 2026 - 9:00POLÍTICA ECONÔMICA
Por que o possível encontro de Lula com um dos pais do Plano Real deixou o mercado financeiro em alerta
2 de novembro de 2026 - 13:58MAIS LIDAS DO SD
Cruzeiro que terminou com passageiros abandonados, planos de Lula para o MEI, anulação das eleições e mais: veja o que bombou nesta semana
1 de novembro de 2026 - 17:24ANOTE NO CALENDÁRIO:
Queda da Selic à vista? Copom e payroll dividem atenções em semana mais curta no Brasil; veja a agenda econômica
1 de novembro de 2026 - 15:04Dívidas
Oncoclínicas (ONCO3) consegue apoio de credores para avançar com plano de recuperação de R$ 5,7 bilhões
31 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #294
O efeito Lula 4: sangria na B3 e dólar a R$ 5,40; o que fazer com seus investimentos após a virada nas urnas
30 de outubro de 2026 - 19:39O QUE ABRE E O QUE FECHA
A bolsa abre no feriado de Finados? Veja como ficam os horários dos bancos, Correios, agências de INSS e outros serviços
30 de outubro de 2026 - 6:30VOLTANDO AO NORMAL
Aposta do Rio de Janeiro fatura quase R$ 4 milhões na Lotofácil 3817; Mega-Sena acumula depois de pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil
30 de outubro de 2026 - 5:45HORA DE COMPRAR?
Lucro cresce, caixa surpreende e Citi volta a recomendar compra para Motiva (MOTV3), mas com preço-alvo mais baixo
29 de outubro de 2026 - 14:01É RECORDE!
Mega-Sena desencanta e aposta do Mato Grosso fatura sozinha prêmio de R$ 324,9 milhões
29 de outubro de 2026 - 5:49CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena encalha de novo e pode pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil; 3 apostas simples dividem a Lotofácil 3815
28 de outubro de 2026 - 5:51LIDERANÇA TEM UM PREÇO
Citi passa a recomendar compra de Mercado Livre, mas vê risco em investimentos para manter liderança
27 de outubro de 2026 - 14:22MEGA SENA TODO DIA
Lotofácil 3814 faz 2 novos milionários; Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 305 milhões
27 de outubro de 2026 - 5:58DANÇA DAS CADEIRAS
Fiscal na mira do mercado: BTG avalia cenário político e possíveis nomes para a Fazenda no Lula 4; confira
26 de outubro de 2026 - 19:43EXIGÊNCIAS MAIS RIGOROSAS
Banco Central aprova novas regras para ofertas de crédito e cria proteção contra o endividamento excessivo
24 de outubro de 2026 - 8:59CENÁRIO ELEITORAL
“Se o Lula vencer, o cenário tende a favorecer mais o rentismo”, diz CEO da EQI; veja as apostas da corretora
23 de outubro de 2026 - 15:56VANTAGEM EM XEQUE
Esta cidade fora de SP virou hub de galpões logísticos. Agora, a Reforma Tributária pode mudar o jogo
23 de outubro de 2026 - 11:15A SERVIÇO DE SUA MAJESTADE
Quem será o próximo James Bond? Quatro nomes estão na disputa final para interpretar o agente 007
23 de outubro de 2026 - 11:09ELEIÇÕES NO MERCADO IMOBILIÁRIO