Veja como “ultimato” de Bolsonaro ao STF colocou em risco uma solução para os precatórios
O humor azedou com as declarações do presidente e dificilmente haverá clima para uma futura negociação entre Ministério da Economia , TCU e STJ

Depois da nova ameaça nesta sexta-feira (3) do presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), acabou a boa vontade para ajudar o governo a encontrar uma solução para o gasto de R$ 89 bilhões com o pagamento dos precatórios — dívidas que a União é obrigada a quitar depois de perder na justiça — no Orçamento de 2022.
Uma solução estava sendo costurada pelo presidente do STF, Luiz Fux, e o vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, via Conselho Nacional de Justiça (STJ), sem a necessidade de aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC).
O ministro da Economia, Paulo Guedes, que vem reclamando do aumento nos gastos com esses pagamentos, batizado por ele de "meteoro", participou das tratativas, que envolveram ainda os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-RJ). Guedes chegou a falar que esta seria uma solução "mais efetiva, mais rápida e inclusive mais adequada juridicamente".
"Meteoro" Bolsonaro
Fux disse que as conversas eram embrionárias, mas havia a expectativa de que pudessem avançar depois do feriado e do resultado das manifestações. Mas, depois da fala de Bolsonaro hoje — de que o 7 de Setembro será "ultimato" a dois ministros do STF —, uma fonte a par das negociações afirmou ao Estadão/Broadcast, sob a condição de anonimato, que "não precisa nem esperar" o feriado.
A reportagem apurou que o humor azedou com as declarações do presidente e que dificilmente haverá clima para uma futura negociação, já que não faz sentido ajudar Bolsonaro a encontrar espaço no Orçamento para suas promessas eleitorais, sendo que ele continua "rosnando" contra as instituições.
A solução “Fux-Dantas” ajudaria, na prática, o presidente a ter mais espaço no Orçamento para fazer um novo Bolsa Família turbinado.
Leia Também
Uma fonte ouvida pela reportagem recomendou que o presidente tente aprovar a PEC de parcelamento dos precatórios no Congresso em até dez anos, proposta criticada dentro e fora do governo como calote e pedalada. Mesmo assim, alerta que, se aprovada a PEC, poderá enfrentar judicialização no STF.
Alternativa à PEC
A solução dos precatórios via CNJ também é polêmica e vinha recebendo críticas. No Ministério da Economia, fontes reconheceram as dificuldades de um acordo com o Judiciário.
O desenho da proposta também previa o fechamento de acordo por Guedes com os governadores dos Estados que têm precatórios a receber em 2022, uma fatura de cerca de R$ 15 bilhões. Pelos cálculos feitos pelos envolvidos na proposta, R$ 7 bilhões dessa dívida poderão ser negociados com encontro de contas de dívidas que os Estados têm com a União.
Uma das propostas é parcelar o restante em três vezes com um acordo feito no STF, o que poderia tirar essa dívida da fila dos precatórios. Isso abriria mais espaço para outras dívidas judiciais entrarem no limite.
Pela resolução do CNJ que estava em elaboração, o teto para precatórios seria o valor pago em 2016 (R$ 30,3 bilhões) corrigido pela inflação apurada até agora. A conta resultaria em um limite de R$ 40 bilhões para 2022, adiando outros R$ 49 bilhões para os anos seguintes. Os críticos da proposta avaliam, porém, que se trata de uma “pedalada judicial” e que a mudança não pode ser feita por resolução, o que exigiria uma PEC.
DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026
Onde as mulheres investem? Presença feminina na B3 cresce 83%, mas ativo favorito ainda é outro
24 de setembro de 2026 - 15:49VISÃO DO GESTOR
O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro
24 de setembro de 2026 - 13:39CAFEÍNA NA VEIA
Preço do café cai, consumo aumenta: brasileiros voltam a encher a xícara em 2026
24 de setembro de 2026 - 10:57ENGENHARIA FINANCEIRA
Banco Genial na mira: Operação Crédito Oculto investiga suposto esquema para esconder donos de distribuidora de combustíveis
24 de setembro de 2026 - 9:51NA TRAAAAAVE!
368 apostadores ficam no quase na Lotofácil 3787; Lotomania e +Milionária pagam mais de R$ 100 mil por bolas na trave
24 de setembro de 2026 - 6:53É HOJE
INSS e BPC/LOAS são pagos hoje; confira datas de setembro de 2026 e regras dos benefício
24 de setembro de 2026 - 5:05IRPF 2026
Receita Federal abre consulta a lote de restituição do Imposto de Renda para quem caiu na malha fina
23 de setembro de 2026 - 8:50ATENÇÕES DIVIDIDAS