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Executivo criticou taxas elevadas das corretoras de criptoativos; presidente da Mercado Bitcoin reagiu, apontando falhas de transparência na Bolsa – confira
O CEO B3, Gilson Finkelsztain, afirmou, em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, que a falta de regulação do bitcoin hoje e outras criptos preocupa a bolsa brasileira. "As corretoras de criptomoedas não têm absolutamente nenhuma regulação. O custo de operação é muito mais alto, e a proteção para o investidor é muito menor. Custa umas 50 vezes mais caro operar criptomoedas do que ações. E depois dizem que a bolsa é cara", critica.
“A gente está trazendo vários produtos de cripto para dentro da B3. Já temos mais de 160 mil investidores nos cinco ETFs, e estamos estudando o lançamento de derivativos de criptomoedas. Mas é preciso dizer que as empresas que atuam nesse mercado se vendem como bolsa [exchanges], mas na verdade não são bolsa, porque não têm regra nenhuma", completa.
O CEO da B3 vê espaço para a dona da bolsa brasileira “tokenizar” ativos que não são digitais, como imóveis e carros. “Comprar o token de um ativo que não é digital, como uma obra de arte, um imóvel ou um carro, é interessante e é algo que a B3 tem que olhar", avalia.
Logo abaixo apresentamos a resposta de um player importante do mercado de criptomoedas, mas você também pode ler e salvar o conteúdo pelo nosso Instagram.
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As declarações do executivo geraram forte reação no mercado cripto. Entre os que não gostaram nada das críticas às exchanges está Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin, que também deu sua opinião em conversa exclusiva com o Seu Dinheiro.
Rabelo negou que as corretoras de moedas digitais que operam no país estejam fora da regulação. E, ao falar sobre os custos, ainda devolveu a bola para a B3. “Esse é muito mais um discurso de competição com o mercado que ele [Finkelsztain] opera, que tem rebate, spread e custos ocultos para todo lado”, diz.
"Eu trabalhei por 10 anos na B3 e descobri coisas que como investidor eu não sabia. Por exemplo, quando uma corretora 1 fala que um CDB tem taxa zero e em uma corretora 2 o mesmo CDB aparece com 0,3% de taxa, qual o mais caro? Como investidor, certeza esse último. E aí eu comprava na corretora que me cobrou zero, mas existem outras formas de cobrar o consumidor sem ser transparente" afirma.
"Esse CDB da corretora 2 que te cobra 0,3% pode ter um retorno de 150% do CDI. E o da corretora 1 pagar só 120% do CDI. Então ela fala que te cobra zero mas ganha do outro lado. Por isso fica aqui outra provocação à B3 busque tornar mais transparente os custos cobrados pelos participantes do mercado. As financeiras são obrigadas a informar o Custo Efetivo Total (CET). Então talvez a B3 pudesse encabeçar esse ‘custo efetivo dos investimentos’. Aí poderia saber o quanto a corretora 1 me cobrou de verdade”, completa o executivo.
Esse conteúdo faz parte do quadro Pílulas do Mercado, no qual resumimos conteúdos relevantes para seu patrimônio, a fim de uma leitura rápida e prática. Para ler o conteúdo completo, você pode acessar as matérias escritas pelo diretor de redação do Seu Dinheiro, Vinícius Pinheiro, e pelo repórter Renan Sousa.
Confira abaixo:
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