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ENCHENDO OS COFRES

Governo garante R$ 11,1 bi em leilão do pré-sal, e Petrobras (PETR4) fica com dois campos em consórcio

Apesar do valor menor, governo conseguiu leiloar campos que ficaram encalhados em 2019; entenda

Petrobras
Plataforma da PetrobrasImagem: Geraldo Falcão/Agência Petrobras

A Petrobras ficou com os campos de petróleo de Atapu e Sépia, localizados no pré-sal da Bacia de Santos, em consórcio com empresas privadas em leilão realizado nesta sexta-feira, 17, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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Onze empresas haviam se inscrito para a disputa, e a estatal já havia declarado que exerceria seu direito de preferência para operar as duas áreas, com participação mínima de 30%.

No campo Sépia, a Petrobras concordou em integrar o consórcio formado por TotalEnergies, Petronas e QP, que venceu a disputa ao oferecer lucro-óleo de 37,43%.

O lucro-óleo é o resultado obtido após retirada dos custos de produção e que é vendido pela Pré-Sal Petróleo (PPSA) para a União nos consórcios vencedores sob o sistema de partilha de produção. Veja os detalhes de como ficou o consórcio:

A estatal havia participado sozinha da disputa, mas ofereceu um lucro-óleo de 30,30%, abaixo do consórcio liderado pela TotalEnergies.

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Um único consórcio, formado por Petrobras, Shell e TotalEnergies apresentou proposta para o campo de Atapu. A proposta foi de um ágio de 437,86% sobre o porcentual mínimo de lucro-óleo de 5,89% para a União. O bônus de assinatura do campo é de R$ 4 bilhões.

O campo já está em produção e continuará sendo operado pela Petrobras. Veja abaixo como foi formado o consórcio:

A Petrobras havia adquirido o direito de produzir petróleo nos campos de Sépia (até 500 milhões de barris de óleo) e Atapu (até 550 milhões) em 2010, por meio da Cessão Onerosa. Posteriormente, em 2016, o governo federal decidiu leiloar os excedentes de produção nos blocos cedidos à Petrobras. Em 2019 os campos de Atapu e Sépia foram a leilão mas não encontraram interessados.

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Para evitar novo fracasso, o governo reduziu o bônus de assinatura em 70% em relação à primeira oferta e a participação da União nos dois campos. Confira os números detalhados abaixo:

Lucro ÓleoÁgioBônus
Atapu
Em 2019 era26,23%R$ 13,7 bi
Arrematado hoje por5,89%437,86%R$ 4 bi
Sépia
Em 2019 era 27,88%R$ 22,9 bi
Arrematado hoje por15,02%149,20%R$ 7,1 bi

Em clima de festa

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou o resultado do leilão e destacou o aumento no número de participantes na disputa. "Pode ter havido mais recursos (em bônus de assinatura) na 1.ª rodada (de leilões de áreas excedentes da cessão onerosa), mas considero a 2.ª ainda mais importante. Teve aumento expressivo no número de participantes", afirmou Guedes, que foi ao Rio para acompanhar o leilão.

Segundo ele, os R$ 11,1 bilhões arrecadados em bônus de assinatura, que serão divididos com os Estados, são importantes porque "reforçam o caixa" dos governos em momento de "fragilidade financeira".

Em sua visão, as licitações permitirão uma "onda de investimentos", mas a "coisa mais importante é o aumento no número de participantes".

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"A prosperidade vem da competição", disse Guedes, após fazer referência direta à Petrobras. "Não há elogio melhor para uma empresa feito a Petrobras do que a qualidade de seus competidores."

Para o ministro, o aumento da competição na exploração e produção de petróleo e gás natural é importante porque "precisamos tirar o petróleo do chão". "Não adianta ter uma só empresa operando e demorar a explorar. Quanto mais empresas, maior a capacidade de investimentos, a velocidade da extração e menor será o preço do petróleo", afirmou.

Guedes frisou a relação entre o aumento da produção no Brasil e a redução dos preços do petróleo, ao vislumbrar o momento em que o País poderá ser o "terceiro ou quarto" maior produtor global. Nesse futuro, disse o ministro, "quando o cartel estiver querendo aumentar os preços, poderemos ir lá e baixar."

*Com informações do Estadão Conteúdo

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