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Operadora de saúde verticalizada vê avanço de 18% do lucro no 4º trimestre, com controle de despesas operacionais
Em meio às negociações para fusão com a Hapvida (HAPV3), a Notre Dame Intermédica (GNDI3) fechou 2020 com um número de recorde de beneficiários e viu seu desempenho ser puxado por um aumento da demanda por planos de saúde e pelos efeitos da incorporação de ativos adquiridos ao longo do ano passado e de 2019.
Combinado com um esforço para controlar custos e despesas e menores despesas financeiras, a operadora de saúde verticalizada registrou no quarto trimestre um lucro líquido de R$ 155,2 milhões, alta de 18% em relação ao mesmo período de 2019, e um ganho de R$ 735,7 milhões em 2020, crescimento de 73,7%.
Em termos ajustados, para excluir itens com efeitos não-caixa, o lucro trimestral Notre Dame Intermédica atingiu R$ 232,7 milhões no trimestre e R$ 1 bilhão no ano passado, crescimento de 17,3% e 59,7%, respectivamente.
“Em um ano desafiador de forma geral, a Notre Dame Intermédica confirmou sua forte capacidade operacional, aumentando organicamente o número de beneficiários em 4,4% (em comparação a um número estável do mercado geral), o que reforça nossa visão positiva sobre a empresa. O foco de curto prazo, porém, deve ser na fusão com a Hapvida e a próxima etapa será a assembleia de acionistas marcada para o dia 29 de março”, diz trecho do relatório da XP Investimentos, que recomenda a compra das ações, com preço-alvo de R$ 117,00.
Ao longo de 2020, a Notre Dame Intermédica fortaleceu seus negócios por meio de fusões e aquisições, crescendo em seus mercados-alvo e expandindo sua atuação para novos estados – Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. No ano passado, ela realizou 14 aquisições, resultando na incorporação de 1,1 milhão novos beneficiários e 1,3 mil leitos.
Nem todos os empreendimentos adquiridos no ano passado já resultaram em ganhos financeiros, mas a operadora de saúde sentiu os efeitos da incorporação de alguns ativos, além de compras anteriores. Estes ganhos, combinados com o crescimento da linha de negócio de planos de saúde, resultou em uma receita líquida consolidada de R$10,6 bilhões em 2020 e R$2,8 bilhões no quarto trimestre, crescimento de 27% frente 2019 e 22,1% versus o quarto trimestre de 2019.
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Na parte de planos de saúde, houve um aumento de 22,5% no número médio de beneficiários no trimestre, passando de 3 milhões para 3,6 milhões, e um incremento de 2,9% no ticket líquido médio mensal consolidado, que variou de R$227,2 para R$233,9.
Em 2020, a Notre Dame Intermédica apresentou uma adição líquida de 698 mil beneficiários nos planos de saúde, sendo 132,1 mil de novos beneficiários adicionados organicamente e 565,9 mil oriundos das aquisições dos grupos Clinipam, São Lucas, Ecole, Santa Mônica e LifeDay.
A empresa informou que a receita de serviços hospitalares, que apresentou reflexos negativos da pandemia e do distanciamento social, especialmente no segundo trimestre, manteve a tendência de retorno à normalidade durante a segunda metade de 2020.
A Notre Dame Intermédica conseguiu manter as despesas operacionais controladas, ainda que as despesas gerais e administrativas tenham crescido 13% no trimestre, para R$ 215 milhões, e 24% no ano, para R$ 933,7 milhões.
Ela destacou que os montantes representam 7,6% e 8,7% em relação à receita do trimestre e do ano, uma diluição de 0,7 ponto percentual (p.p.) e 0,3 p.p. ante o visto no quarto trimestre de 2019 e em 2019, respectivamente.
Este controle ajudou a compensar a pressão sobre os custos médicos nos últimos três meses do ano, provocada pela segunda onda do COVID-19, que ocorreu simultaneamente ao retorno da rotina e procedimentos eletivos. A sinistralidade caixa atingiu 74,1%, alta de 2,7 p.p. no trimestre. Mas no ano, essa linha teve queda de 1,7 p.p., para 70,9%.
Essa disciplina do lado das despesas e o avanço da receita fez com que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado crescesse 6,1% no quarto trimestre, para R$ 419,5 milhões, e avançasse 42,8% em 2020, para R$ 1,8 bilhão.
A decisão foi motivada pelo vazamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água e áreas industriais da região há algumas semanas.
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