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A BR Partners, banco de investimentos independente, concluiu seu IPO e estreou na bolsa nesta segunda — e a recepção do mercado foi boa
A BR Partners sofreu para chegar à bolsa: teve uma tentativa frustrada de IPO em 2020, retomando os planos somente neste ano, numa oferta restrita. Mas, agora que está aqui, a companhia tem uma estreia de gala: suas units (BRBI11) sobem mais de 7% neste início de tarde.
Os ativos foram precificados a R$ 16,00 — cada unit é composta por uma ação ON e duas PNs da BR Partners. Logo na abertura, chegaram a bater R$ 18,97 (+18,5%), mas foram perdendo força ao longo da manhã, até fecharem com alta de 3,45%, a R$ 16,55.
Ou seja: é razoável dizer que quem não conseguiu participar da oferta restrita agora está muito interessado em fazer parte da base acionária.
A BR Partners é um banco de investimento independente fundado em 2009 — sua atuação vai desde a estruturação de produtos de renda fixa à assessoria financeira para operações de fusão e aquisição. No primeiro trimestre, teve lucro de R$ 31 milhões, uma alta de 43,4% em um ano.
Um dado particularmente chamativo do balanço da BR Partners entre janeiro e março é a rentabilidade, que chegou a 40% no critério do retorno sobre o patrimônio líquido; o índice estava em 29,9% no mesmo período de 2020.
O banco de investimentos tentou abrir seu capital em maio do ano passado, mas os planos foram postergados por causa das condições voláteis do mercado. A ideia foi retomada em 2020, mas, desta vez, dentro da Instrução CVM 476.
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É a chamada 'oferta restrita', uma categoria diferente do IPO tradicional: apenas 75 investidores profissionais — aqueles que possuem mais de R$ 10 milhões aplicados — são procurados pela empresa que pretende chegar à bolsa; desses, apenas 50 compõem a oferta.
Ou seja: num IPO normal, qualquer investidor pode tentar fazer parte do grupo de compradores primários das ações; numa abertura de capital via Instrução CVM 476, somente esse seleto grupo poderá aderir à oferta — outros interessados devem comprar os ativos no mercado secundário.
Com o IPO da BR Partners, já são 21 as empresas que estrearam na B3 desde o começo de 2021 — em todo o ano de 2020, foram 26 aberturas de capital. Veja abaixo o desempenho de cada um deles:

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