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Banco eleva preço-alvo de ADRs após revisar para cima projeção para Ebitda da indústria do petróleo em 2021 e 2022
A tese de investimento da Petrobras para 2021 ganhou ainda mais força recentemente com a alta prevista para o barril do petróleo no ano, levando os analistas do Credit Suisse a ajustarem suas previsões para a companhia e, consequentemente, o preço-alvo dos recibos de ações (ADRs), reiterando a recomendação de compra.
Os analistas Regis Cardoso e Marcelo Gumiero decidiram elevar o preço-alvo para os papéis negociados na Bolsa de Nova York (Nyse) de US$ 15,00 para US$ 16,00. Eles não informaram se realizaram reajuste parecido para as ações negociadas na B3 (PETR4 e PETR3).
Diante da desvalorização do dólar, que tem efeito positivo sobre o petróleo tipo Brent, e a decisão do governo da Arábia Saudita de cortar voluntariamente sua produção em 1 milhão de barris por dia (bpd) entre fevereiro e março, o banco suíço elevou as projeções para a cotação do Brent:
A situação resultou na elevação da estimativa do Credit Suisse para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da indústria de empresas petroleiras em 2021 em 20%. Para 2022, a estimativa foi reajustada positivamente em 6%.
Junto com a decisão de elevar o preço-alvo dos ADRs da Petrobras, os analistas do Credit Suisse reiteraram a recomendação de compra para os papéis, avaliando que a empresa está subvalorizada no mercado.
Eles citam que o múltiplo EV/Ebitda – indicador que justamente mostra se uma empresa está sub ou supervalorizada – deve girar em torno de 3,9 vezes em 2021 e 3,5 vezes em 2022, abaixo da média histórica (5,5 vezes).
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Outro dado indicando que os papéis estão em bons patamares é a rentabilidade do fluxo de caixa livre ao acionista, o FCFE yield, que sinaliza o potencial de retorno aos acionistas. Para o banco, as ações estão sendo negociadas com um índice de 21% neste ano, muito acima do custo que a Petrobras terá para dar esse retorno.
O preço do petróleo é um catalisador de alta das ações da Petrobras, mas os investidores querem ver avanços na venda das refinarias. Com a commodity valorizada, os analistas do Credit Suisse afirmam que a companhia pode sofrer com interferência política para manter baixo o preço da gasolina e do diesel. A venda das refinarias dissiparia a preocupação.
Apesar disso, eles destacam que estes e outros desinvestimentos estão caminhando, o plano de negócios está entregando valor aos acionistas e a Petrobras faz bem em investir mais no pré-sal, campos que têm retornos elevados.
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