Com aposta na retomada do turismo startup Buser recebe aporte de R$ 700 milhões
A empresa anunciou que o aporte é liderado pelo fundo LGT Lightrock e a rodada também contou com a participação de Softbank, Monashees, Valor Capital Group, Globo Ventures e Canary, além de Iporanga Ventures

Em uma aposta na retomada do turismo, a startup mineira Buser, de transporte intermunicipal de ônibus, anunciou nesta quinta, 10, um aporte de R$ 700 milhões, liderado pelo fundo LGT Lightrock.
A rodada também contou com a participação de Softbank, Monashees, Valor Capital Group, Globo Ventures e Canary, todos investidores da Buser nas séries anteriores, além de Iporanga Ventures.
Segundo a empresa, a rodada é parte de um plano de investimento de R$ 1 bilhão no Brasil nos próximos dois anos, que inclui a entrada em novos negócios - além do aporte, a Buser usará caixa próprio para atingir o valor previsto.
"A maior parte dos recursos será usada para expansão nacional, que envolve vários gastos como equipe, promoções e melhorias das estações de embarque. Dentro disso, cerca de R$ 200 milhões serão usados para financiar veículos para os nossos parceiros", disse ao Estadão Marcelo Abritta, cofundador e da Buser.
Além de explorar o transporte de passageiros, a Buser agora está voltando atenções para quatro novos segmentos: marketplace em parceria com grandes viações, transporte de cargas, financiamento de ônibus e transporte urbano.
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O potencial para continuar crescendo pode ser ainda mais forte, de acordo com Gilberto Sarfati, professor de inovação da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "O aporte vai ajudar a expandir e preparar a empresa pro momento em que o número de viagens aumentar. O potencial para expandir para outras regiões do Brasil é grande e é um bom momento para eles receberem esse investimento."
Pandemia
O setor de turismo foi um dos mais impactados pela pandemia. As atividades turísticas já somam um prejuízo de R$ 341,1 bilhões desde o início da pandemia de covid-19 - o setor chegou a abril deste ano operando com 61,4% da sua capacidade mensal de geração de receitas, segundo cálculo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
A Buser também sofreu com o cenário e chegou a ficar cerca de 3 meses sem nenhuma operação no ano passado. O começo da retomada das atividades, porém, trouxe bons números: segundo a Buser, em dezembro de 2020, seu volume de passageiros foi o dobro em relação ao mesmo mês de 2019.
Para Guilherme Fowler, professor de inovação do Insper, o aporte na Buser é uma aposta de que a economia vai retomar com o avanço da vacinação. "Talvez seja otimismo demais, mas se a vacinação for rápida, pode haver um aumento de movimento de turismo interno mais rápido que viagens internacionais e a Buser se favoreceria", explica.
Assim, a Buser espera crescer 10 vezes em faturamento até o final de 2022 - quanto a funcionários, a meta é triplicar a equipe neste período, chegando a 600 pessoas.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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