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Restrições à circulação das pessoas no Amazonas fizeram as vendas recuarem mais que o triplo que nos outros estados, segundo IBGE
As vendas do comércio varejista no país decepcionaram em janeiro, na comparação com dezembro, gerando preocupações sobre como as recentes medidas de restrição de circulação vão prejudicar o setor, considerando os efeitos que o lockdown teve no comércio do Amazonas no começo do ano.
Dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (12) mostram que as vendas no varejo recuaram 0,2% na comparação mensal. Em relação ao mesmo período de 2020, o varejo registrou queda de 0,3%, primeira taxa negativa após sete meses consecutivos de taxas positivas. O indicador acumulado nos últimos 12 meses ficou em 1,0%.
A mediana das estimativas de economistas coletadas pelo Projeções Broadcast indicava uma alta de 0,10%, com as expectativas variando de queda de 1,80% a avanço de 1,80%. Já a leitura anual veio melhor que a retração de 0,50% indicada pela mediana.
No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, veículos e materiais de construção, o volume de vendas caiu 2,1% em janeiro, frente a dezembro, sendo o segundo mês com resultado negativo seguido.
“Com a diminuição do aporte de recursos do auxílio emergencial, a partir de outubro, a capacidade de consumo das famílias diminuiu, com impacto direto no comércio”, afirma, em nota, o responsável pela pesquisa no IBGE, Cristiano Santos.
Das oito atividades investigadas, quatro tiveram taxas negativas frente a dezembro, influenciando o resultado de janeiro. Entre elas, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, setor de maior peso do varejo, recuou 1,6%.
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Outras quedas vieram de livros, jornais, revistas e papelaria (-26,5%), tecidos, vestuário e calçados (-8,2%) e móveis e eletrodomésticos (-5,9%). Já combustíveis e lubrificantes (-0,1%) ficaram estáveis.
Na contramão, os setores de outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,3%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,6%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,2%) impactaram positivamente o indicador de vendas no varejo na passagem de dezembro para janeiro.
Olhando para os estados, a pesquisa mostrou que as vendas no varejo caíram em 23 das 27 unidades da Federação.
O menor resultado veio do Amazonas, onde as vendas caíram 29,7%, mais que o triplo de outros estados, na comparação com dezembro de 2020.
“Com o agravamento da pandemia em janeiro no estado, foi decretado um lockdown, que fechou todo o comércio novamente, assim como aconteceu em março de 2020. Isso fez os indicadores do comércio do Amazonas caírem bastante no período”, explica Cristiano Santos.
Ao contrário: em um ano de juros muito altos, avanço machuca bastante o varejo e a indústria de transformação, disse economista-chefe do BTG.
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