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Letícia Flávia Pinheiro

Letícia Flávia Pinheiro

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), apaixonada por arte, cultura e tendências.

Podcast Tela Azul

Vale a pena investir em Bemobi (BMOB3)? Saiba o que está por trás desse case promissor, mas difícil de entender

Em entrevista ao podcast Tela Azul, o CEO da recém-listada Bemobi, Pedro Ripper, conta o que esperar dessa tech brasileira pós IPO e explica o modelo de negócios multimilionário da companhia, que surgiu de uma assinatura de R$ 1,60 por mês. A Bemobi é conhecida no mercado como “a Netflix dos apps e jogos”, entenda:

Letícia Flávia Pinheiro
Letícia Flávia Pinheiro
28 de abril de 2021
14:03 - atualizado às 14:26
Imagem: B3 / Divulgação

Você conhece a Bemobi (BMOB3)? A companhia realizou seu IPO em fevereiro deste ano, gerando burburinho entre os investidores e expectativas de valorização entre os analistas. Apesar disso, ainda há bastante desinformação sobre o modelo de negócios da empresa, que pode entregar retornos consistentes a longo prazo, segundo alguns analistas da Empiricus. 

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Um deles é o Richard Camargo, um dos responsáveis pela carteira da Empiricus que segue genuinamente a filosofia de investimentos ‘buy and hold’. Ou seja, ele constrói o portfólio de cases que demandam tempo para amadurecer. E esse é o caso da BMOB3, que foi recomendada nessa carteira (conheça aqui mais informações). 

Mas o que ela tem de tão promissora? 

Responder essa pergunta é o objetivo do Tela Azul, o podcast feito por Richard Camargo, André Franco e Vinicius Bazan, da Empiricus. No último episódio, o convidado foi Pedro Ripper, CEO da Bemobi, que respondeu tudo em relação ao modelo de negócios da empresa, rentabilidade, concorrência e expectativa para o futuro. Confira a entrevista completa abaixo: 

Ou então, fique comigo. A seguir, trago aqui algumas das partes mais relevantes da entrevista, que podem te ajudar a identificar se essa novata da Bolsa é uma oportunidade (ou não) para se ter no radar:

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Afinal, o que faz a Bemobi?

A Bemobi é uma distribuidora de apps, games e serviços digitais voltada para o mercado emergente. Ela desempenha um papel no ramo dos aplicativos parecido com o da Netflix no âmbito dos filmes e com do Spotify no âmbito da música. 

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Uma série de jogos pagos estão disponíveis em seu app, o Games Club, incluídos no valor da assinatura de apenas R$ 1,60. Ao todo, são mais de 1200 jogos em seu catálogo, e a Bemobi já possui 34 milhões de assinantes.  

Seu diferencial? Além do preço, claro, seu pagamento não depende de cartão de crédito, facilitando bastante a adesão de pessoas em países emergentes, em que esse método de pagamento ainda não é acessível para todos.

“Essa sensibilidade de um valor do tamanho de bolso de cada um e meio de pagamento faz com que a gente atinja um cliente que está totalmente fora do mercado alvo típico do Apple Arcades e Google Play Pass”, afirma o CEO do negócio, Pedro Ripper, em relação à sua concorrência.

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Talvez você já tenha tido contato com a Bemobi por meio de alguma operadora. Ela atende com o Games Club mais de 70 operadoras de telefonia móvel do mundo, incluindo as brasileiras Vivo, Tim, Oi e Claro. Funciona assim: a tech oferece sua rede de aplicativos para a operadora, que pode dar o nome que quiser à sua rede. Depois, há uma divisão de lucros. O Pedro Ripper explica mais sobre essa parceira ao longo do podcast:

Mas a Bemobi lucra cobrando apenas R$ 1,60?

Em 2020, o lucro líquido da empresa foi de R$ 39,8 milhões, o que representa 23% a mais do que o lucro líquido anual de 2019. Além disso, a companhia vem apresentando um crescimento de receita líquida consistente ao longo do tempo, à medida que os serviços da Bemobi evoluem. Veja: 

Fonte: Apresentação de Resultados da Bemobi (4T20)

É importante ressaltar que essa receita não vem apenas de sua rede de aplicativos. Existem outros produtos e serviços que ainda somam aproximadamente 18% da sua receita anual, e a expectativa é que serão eles que irão promover o crescimento da Bemobi ao longo dos próximos anos. 

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Um desses produtos é o Loop, um canal de distribuição às telecoms que auxilia não só na comercialização dos serviços da Bemobi como também outras ofertas destinadas a clientes pré-pagos. 

Se você sentiu algum cheiro de oportunidade por aí, vale a pena escutar o que o CEO tem a dizer sobre esse modelo de negócio:

O que esperar da Bemobi pós IPO? 

De acordo com Ripper, a companhia pretende manter seu crescimento orgânico nesse segmento, que ainda há muito para ser penetrado. “Também estamos obstinados a concretizar algumas aquisições”, explica o CEO, que está olhando para empresas que tenham sinergia de receita e que possam acelerar o crescimento da distribuidora. 

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Estamos confiantes de que vamos entregar um crescimento acima do que o mercado espera. Tem muita oportunidade, o mercado é enorme e não têm muitos fazendo o que a gente faz”, afirma Ripper. 

Para Richard, investir na Bemobi é uma boa pedida para as próximas décadas. Ele está tão confiante nisso que, juntamente com Rodolfo Amstalden, um dos mais reconhecidos analistas da Empiricus, recomendou a BMOB3 para os assinantes da série Programa de Riqueza Permanente, focada em ganhos sustentáveis a longo prazo (saiba mais aqui). 

Se você ainda está incerto com potencial dessa ação de entregar retorno ao longo dos anos, sugiro que escute a entrevista completa com o CEO da empresa. O empresário responde às principais perguntas feitas por analistas para investigar a qualidade do investimento e o potencial dessa empresa. Você pode apertar o play abaixo ou conferir no Spotify:

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