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Teto ameaçado

Ainda sem solução definitiva, Congresso aprova medida para evitar apagão financeiro nos Estados Unidos

O teto de endividamento dos EUA já precisou ser elevado 98 vezes em sete décadas, mas, nos anos recentes, tem esbarrado na polarização do legislativo

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O projeto ainda precisa passar pela Câmara dos Representantes antes de ser enviado ao presidente Joe Biden.Imagem: Shutterstock

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (30) uma medida, chamada de "resolução contínua", que evita o "shutdown" do governo, ou seja, a paralisação da máquina pública. Foram 254 votos favoráveis e 175 contrários.

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O projeto, que já havia recebido o aval do Senado, vai agora para a mesa do presidente norte-americano, Joe Biden, e prevê recursos para o financiamento do governo até o dia 3 de dezembro.

Para que o "shutdown" não ocorra, Biden precisa assinar a medida até às 23h59 desta quinta pelo horário local ou 00h59 de sexta-feira pelo horário de Brasília.

Impasse permanece vivo

Em meio a uma disputa política entre democratas e republicanos, um projeto anterior que evitaria o "shutdown" havia sido rejeitado no Senado no começo da semana. Isso ocorreu porque os governistas atrelaram a medida à suspensão do teto da dívida, que a oposição decidiu não apoiar.

Com a "resolução contínua" aprovada nesta quinta, o Congresso evita a paralisação da máquina pública, mas sem resolver o impasse em torno do teto.

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Catástrofe à vista?

Antes da decisão dos parlamentares, o presidente do JP Morgan Chase havia qualificado os riscos da ausência de acordo sobre o tema a poucos dias do encerramento do ano-fiscal norte-americano como “potencialmente catastróficos”.

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Numa entrevista à agência de notícias Reuters, Jamie Dimon admitiu que o JP Morgan já começou a se preparar para a possibilidade de os EUA atingirem o teto da dívida, atualmente estipulado em US$ 28,4 trilhões, e ficarem sem dinheiro para o financiamento de suas operações.

“Toda vez que isso acontece acaba aparecendo uma solução na última hora, mas nunca deveríamos chegar tão perto. Eu só acho que tudo isso está errado e um dia deveríamos simplesmente ter uma lei com apoio bipartidário para acabar com o teto da dívida. É tudo politicagem!”

Jamie Dimon, presidente do JP Morgan Chase

*Com informações do Estadão Conteúdo

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