Reserva de emergência é para todo mundo? Não segundo este planejador financeiro; entenda
Separar uma quantia para imprevistos não importa a sua situação é uma recomendação quase unânime entre os planejadores financeiros, mas esse profissional acredita no contrário

A recomendação de constituir uma reserva de emergência que cobre de seis meses a um ano de gastos essenciais é praticamente unânime entre os planejadores financeiros. Afinal, a reserva é essencial para evitar que o investidor entre em dívidas nos momentos de imprevistos financeiros.
Repare que eu usamos a palavra "praticamente" para falar de sua indicação. Isso porque há planejadores que, como o norte-americano R. J. Weiss, vão na contramão da maioria e não indicam o fundo de segurança para todos.
Fundador do site de finanças pessoais The Ways to Wealth, o profissional de finanças acredita que separar recursos para emergências é perder dinheiro no caso de quem ganha muito mais do que gasta por mês e se enquadra em uma situação muito específica.
Explicaremos o cenário em detalhes abaixo, mas, se você não se encaixa nele, recomendamos a leitura desta reportagem do Seu Dinheiro para te ajudar a montar sua reserva.
Despesas com juros altos e gastos essenciais baixos
Entre aqueles tem um salário alto, despesas essenciais baixas e um débito com juros salgados em seu nome, R. J. Weiss aponta que quitar primeiro o débito é a melhor a escolha.
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O cenário é comum entre estudantes ou recém-graduados que acabaram de conseguir um novo emprego e ainda moram com os pais. Nesse caso, as despesas são diluídas entre os familiares e uma larga porção do salário acaba sobrando.
Para quem se encontra nessa situação e possui uma dívida com o cartão de crédito, por exemplo, o planejador indica que toda a grana extra seja direcionada para esses pagamentos. Os juros do rotativo já chegam a 339,5% ao ano, conforme dados do Banco Central, então deixar a dívida rolar enquanto poupa para emergências é perder ainda mais dinheiro.
Além disso, limpar o nome com o pagamento da fatura ajuda a melhorar o score, ou a pontuação de crédito. Um score mais alto possibilita que o consumidor tenha acesso a opções melhores (e com juros mais baixos) na hora de contrair empréstimos para um gasto inesperado, por exemplo.
O novo ciclo de alta da taxa Selic - que guia os percentuais cobrados no crédito pessoal e imobiliário e já engatou seis altas consecutivas - também torna a opção de pagar empréstimos e financiamentos mais atrativa para os brasileiros.
*Com informações do Bussines Insider
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