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A meta do Banco Central para a inflação neste ano é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos
O IPCA-15 (Índice de Preço ao Consumidor Amplo -15), considerado uma prévia da inflação, acelerou a 0,89% em agosto, ante 0,72% em julho, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Essa foi a maior variação para um mês de agosto desde 2002, quando o índice foi de 1,00%.
O resultado veio acima das estimativas do mercado, que iam de 0,65% a 0,92%, com a mediana de 0,84%, de acordo com apuração do Broadcast.
No ano, o IPCA-15 já acumula alta de 5,81%, e, em 12 meses, de 9,30%, acima dos 8,59% observado nos 12 meses imediatamente anteriores.
A meta do Banco Central para a inflação em 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Os preço da energia elétrica voltou a pesar no indicador, sobretudo com o reajuste de 52% na tarifa adicional da bandeira vermelha, que entrou em vigor em julho. Os combustíveis também impactam na inflação, puxado principalmente pela gasolina.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta de preços em agosto. Confira a seguir o que mais pesou na inflação:
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Os preços relacionados à habitação continuam sendo a maior influência na alta da inflação, na prévia do indicador oficial a variação foi de 1,97%, puxado pela energia elétrica, que avançou para 5,00%, frente a 4,79% em julho.
A bandeira tarifária vermelha patamar 2, teve reajuste de 52% a partir do dia 1º de julho, de 52%, passando a custar R$ 9,492 a cada 100 kWh. Antes, o preço era de R$ 6,243.
Além da energia elétrica, o consumidor pagou mais caro também no gás botijão e gás encanado, que subiram 3,79% e 0,73% respectivamente.
Destacou-se também a variação da taxa de água e esgoto (-0,49%), por conta da mudança na metodologia de cobrança das tarifas em Belo Horizonte (-6,40%), vigente desde 1º de agosto.
Os preços dos combustíveis subiram 1,11%, de acordo com o IBGE. A gasolina teve alta de 2,02% em agosto. A principal contribuição veio da gasolina, de 2,05%, cuja variação acumulada nos últimos 12 meses foi de 39,52%.
Os preços do etanol (2,19%) e do óleo diesel (1,37%) também subiram, enquanto o gás veicular registrou queda de 0,51%.
Os veículos próprios, que haviam subido 0,73% em julho, tiveram alta de 1,06% em agosto. Os automóveis usados (2,58%), os automóveis novos (1,52%) e as motocicletas (0,27%) permaneceram em alta e contribuíram conjuntamente com 0,09 p.p. no índice do mês.
As passagens aéreas, que surpreenderam com alta 35,64% em julho, registraram queda de 10,90% em agosto.
Em Alimentação e bebidas (1,02%), a alimentação em casa passou de 0,47% em julho para 1,29% em agosto. Contribuíram para essa aceleração as altas do:
Por outro lado, houve queda nos preços da:
Na alimentação fora de casa (0,35%), o movimento foi inverso, influenciado pela desaceleração da refeição (0,10%), que havia registrado alta de 0,53% em junho.
O grupo Saúde e cuidados pessoais, apresentou recuo de -0,29%, influenciado pela queda nos preços dos itens de higiene pessoal (-0,67%).
Também contribuíram para esse resultado os produtos farmacêuticos (-0,48%) e o plano de saúde (-0,11%).
De acordo com Étore Sanchez - economista-chefe da Ativa Investimentos, o IPCA-15 veio 5bps acima da projeção da casa que era de 0,84%.
"Os bens vieram acima do esperado, principalmente por conta de vestuários. Os serviços estiveram relativamente em linha com as expectativas, uma vez que apesar do avanço de despesas pessoais, houve o recuo maior que o estimado em serviços de habitação", diz o analista.
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Com o resultado, a estimativa da Ativa Investimentos para o ano segue em 7,0%, , com a possibilidade de ser revisada para cima por conta, principalmente, da notícia de novo reajuste de bandeiras tarifárias que estão no radar.
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