Petróleo cai mais de 10% nos mercados internacionais e arrasta cotação de ações de empresas do setor
Surgimento de nova variante do novo coronavírus alimenta temores de desaceleração da demanda

Se não for pelo lado da oferta, talvez seja pelo da demanda.
Uma ação coordenada por EUA, China e outros grandes consumidores de petróleo pode não cumprido a expectativa de deter a alta da commodity nos mercados internacionais. Mas os temores de que a pandemia do novo coronavírus ainda esteja longe do fim, sim.
A cotação dos contratos futuros de petróleo caía quase 10% hoje, recuando ao nível mais baixo em mais de dois meses.
[captacao]
A confirmação do surgimento de uma nova cepa do coronavírus causador da covid-19 na África do Sul desencadeou temores sobre uma desaceleração da demanda por petróleo.
Nos mercados da vida
Com isso, os contratos futuros do petróleo WTI fecharam em queda pouco mais de 13%, na casa dos US$ 68 por barril. Já o Brent recuou 10%, na faixa dos US$ 73 por barril.
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Consequentemente, as ações das maiores empresas de óleo e gás do mundo todo levavam uma surra hoje.
Nas bolsas de valores do exterior, gigantes como ExxonMobil, ConocoPhillips, Royal Dutch Shell e British Petroleum apresentavam perdas expressivas em suas cotações, todas caindo entre 5% e 7%.
Na B3, PetroRio (PRIO3) liderava as quedas, recuando mais de 12%, seguida por 3R Petroleum (RRRP3), em queda de 9%, e por Petrobras (PETR3 e PETR4), em baixa de aproximadamente 5% cada.
A nova cepa
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a nova cepa pode ser potencialmente mais resistente às vacinas graças às suas mutações, mas as suspeitas ainda precisam ser corroboradas por pesquisas mais aprofundadas.
Restrições a viagens e a possibilidade novos bloqueios ocorrem em umo momento no qual a oferta está prestes a aumentar.
“A última coisa de que o complexo petrolífero precisa é outra ameaça à recuperação das viagens aéreas”, disse John Kilduff, sócio da Again Capital, citado pela CNBC.
Produtores sob pressão
No início da semana, em reação à alta dos preços do petróleo, o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou planos para liberar 50 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo do país.
A medida ocorreria em coordenação com outros grandes consumidores da commodity, como China, Coreia do Sul, Índia, Japão e Reino Unido.
Enquanto isso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados devem se reunir em 2 de dezembro para discutir a política de produção do bloco para 2022.
O grupo vem sendo pressionado a aumentar a produção diante da elevação acentuada do preço da commodity, que este ano acumula alta de aproximadamente 50%.
*Com informações da CNBC.
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