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Recuperação

Pedidos de seguro-desemprego nos EUA ficam no menor nível desde o início da pandemia

Dados melhores do mercado de trabalho nos EUA aumentam a expectativa em relação ao payroll de maio, que será divulgado amanhã

EUA
Imagem: Shutterstock

A tão esperada recuperação do mercado de trabalho nos EUA parece começar a se concretizar. Os mais recentes dados econômicos do país mostram que o mês de maio já teve uma dinâmica mais favorável no front dos empregos, uma das prioridades do Federal Reserve e do governo Biden.

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De acordo com o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, foram registrados 385 mil novos pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 29 de maio. Um número ainda bastante alto, mas que tem um valor simbólico: é a primeira vez desde março do ano passado que o indicador fica abaixo de 400 mil.

Pedidos de seguro-desemprego EUA
Evolução dos novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA por semana. Fonte: Departamento do Trabalho

Também foi divulgado hoje o relatório da ADP de empregos no setor privado dos EUA em maio, mostrando a criação de 978 mil novos postos — um resultado que surpreendeu o mercado e ficou acima da média das previsões de analistas consultados pelo Wall Street Journal, de 680 mil novas vagas.

Essas duas informações elevam a expectativa em relação ao relatório de empregos dos EUA em maio, que será divulgado amanhã. O payroll traz os dados oficiais de criação de novos postos e a taxa de desemprego no país, servindo como um dos principais balizadores para o Fed na condução da política monetária.

Em linhas gerais, por mais que os dados da economia americana já estivessem mostrando uma melhora e a inflação do país esteja acelerando, o mercado de trabalho ainda indicava fraqueza — o que fazia com que o Fed descartasse qualquer mudança na política de estímulos.

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Caso o payroll confirme o cenário traçado hoje, é de se esperar que o banco central americano comece a falar mais abertamente de uma mudança em sua postura e um eventual cronograma para o aumento dos juros no país, atualmente na faixa de 0% a 0,25% ao ano.

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