🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Entrevista

‘O setor financeiro será bem diferente do que é hoje’, diz diretor do Banco Central

O economista João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central avalia o impacto de mudanças como o Pix e o open banking

Economista João Manoel Pinho de Mello
O economista João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco CentralImagem: Pedro França/Agência Senado

O economista João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, está à frente das principais inovações que estão sendo implementadas na área bancária no País, como o Pix e o chamado open banking, consolidadas na Agenda BC# (lê-se BC hash). É responsável também pela regulação dos novos empreendimentos de crédito e de pagamentos que estão se multiplicando por aí, conhecidos como fintechs.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta entrevista ao Estadão, ele avalia o impacto dessas mudanças no mercado e responde às críticas dos bancos contra o que classificam de "assimetria regulatória" das fintechs em relação às obrigações que têm de cumprir. Segundo Mello, tudo isso vai alterar de forma significativa o perfil do sistema financeiro no País. "Não sei como vai ser, mas será muito diferente do que é hoje", diz.

Nos últimos anos, o ambiente no sistema financeiro vem mudando muito, em ritmo acelerado. Houve a reformulação do sistema de pagamentos, a regulamentação das fintechs de crédito, o lançamento do Pix e agora está sendo implementado o chamado open banking. Como o sr. avalia os resultados obtidos até agora?

Sob qualquer métrica, a avaliação é extremamente positiva. Ela não é resultado só da agenda regulatória, mas também da capacidade que os agentes de mercado tiveram de se adaptar, de fazer essas entregas e de competir de maneira eficiente.

Agora, o sucesso da agenda tem de ser medido principalmente por resultados palpáveis para a população. Se nós olharmos para as métricas mais típicas, como a taxa de juro para o tomador, a gente observa que ela vem caindo ao longo do tempo. Não só os juros na ponta, que já se esperava que caíssem, porque a taxa básica caiu (em relação aos patamares históricos, apesar da alta recente), mas também o spread (diferença entre a taxa de captação dos bancos e a dos empréstimos). As taxas das maquininhas também vêm caindo paulatinamente.

Então, todas as coisas estão andando. O importante é que essa agenda seja constante e vá sempre na mesma direção, que é o que está ocorrendo há cinco ou seis anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com o aumento da concorrência, houve também uma redução na concentração bancária. Qual a sua visão sobre essa questão?

O pessoal olha muito essa métrica e nós já estamos há alguns anos realizando um trabalho de esclarecimento sobre a sua importância. Agora, a concentração diminui de forma lenta. É muito difícil ela aumentar ou diminuir rapidamente.

Leia Também

Mas o importante não é se há quatro ou cinco bancos no País e se eles têm 70% ou 80% do mercado. O importante é se a taxa de juro é baixa na ponta, se os bancos estão conseguindo dar crédito para o cidadão, para o consumidor dos serviços de pagamentos. Hoje, há mais competição no mercado, serviços melhores e mais baratos, tanto que aqueles que não tinham acesso ao sistema estão passando a ter.

O sr. pode dar um dado concreto de como essas mudanças estão ampliando o acesso aos serviços financeiros?

Desde o começo do Pix, em novembro de 2020, cerca de 52 milhões de usuários, só pessoas físicas, diferentes CPFs, fizeram ao menos um Pix. Destes, 17 milhões nunca tinham feito uma TED antes. Muitos não estavam dentro do sistema.

O Banco Central ofereceu a infraestrutura, que é amigável, eficiente, barata - na verdade, é de graça para pessoa física - e os indivíduos começaram a usar e a entrar em contato com o sistema financeiro e a intermediação, o sistema de pagamentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pense no sujeito que vive em outro lugar e remete R$ 50 por mês para a família. Se você cobrar R$ 10 por uma TED, parece que o negócio não se inviabiliza, mas ele está deixando muito para um serviço que não custa tanto. Em um, dois, três, quatro anos, a inclusão por meio do sistema de pagamento vai chegar no crédito e na oportunidade de investir o pouco dinheiro que a pessoa tem.

Em paralelo, tem ainda o open banking, que vai aprofundar as mudanças no sistema. Como vai funcionar mesmo o open banking?

O open banking vai permitir que os cidadãos e as empresas tenham mais acesso a crédito e a produtos financeiros utilizando os seus dados pessoais e empresariais.

Por exemplo: o banco do qual eu sou cliente tem todo o meu histórico de pagamentos, de crédito e de investimentos. Embora as demais instituições financeiras tenham algumas informações minhas, dos bureaux de crédito, a quantidade de informação que elas têm sobre mim é muito menor. Então, o open banking vai democratizar a informação. Isso vai diminuir o risco de conceder crédito, porque os credores saberão mais de todo mundo, e aumentar a competição no sistema.

Com o consentimento do cliente, será possível acessar esse conjunto de informações que o seu banco tem sobre você, para poder lhe oferecer condições mais favoráveis. O consentimento é importante, porque você vai compartilhar as suas informações. Por isso, para cada instituição você terá de dar um novo consentimento. Não pode ser uma coisa só pró-forma. Mas também não pode demorar uma hora para dar todos os consentimentos, porque aí pouca gente vai aderir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nas últimas semanas, os executivos dos grandes bancos têm feito muitas críticas contra o que chamam de "assimetria regulatória" das fintechs em relação às obrigações que eles têm de atender. Como sr. vê essas críticas?

Eu encaro como sinal da efervescência e do sucesso dessa agenda. Não haveria esse interesse todo se a gente não estivesse vendo um ambiente cada vez mais competitivo. Acredito que para um sistema financeiro, um sistema de pagamentos, que atingiu plenamente o objetivo de estabilidade, como o brasileiro, você ter essa efervescência e não ficar no marasmo é um bom sinal.

Agora, eu acho que semântica é importante. Gosto do termo "proporcionalidade regulatória". Quem cria mais risco tem um ônus regulatório maior. Para algumas instituições, consideradas sistemicamente importantes, há, inclusive, princípios internacionais, do Acordo da Basileia, que a gente têm de seguir. Essa adaptabilidade já está na regulação como ela é hoje, mas também pode ocorrer por novas regulamentações. Nós, como reguladores, temos de estar sempre abertos a ouvir as críticas, as opiniões do mercado, e se for o caso ajustar a regulamentação.

Em sua opinião, olhando cinco a dez anos para a frente, como vai ficar o sistema financeiro?

Não sei como vai ser, mas será uma coisa muito diferente do que é hoje. A quantidade de mudanças tecnológicas que há a gente nem sabe de onde vem. Tem também o desafio de entrada de big techs em pagamentos e eventualmente em finanças. O objetivo final, como eu falei, é que os cidadãos e as empresas tenham acesso a serviços de pagamentos eficientes e baratos, a crédito com juros mais baixos e a produtos de investimento de rentabilidade mais alta, para potencializar a sua capacidade de poupança e gerar bem-estar e riqueza.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INDESTRUTÍVEL

Guerras nucleares, raios gama ou asteroides caindo do céu: esse é o único animal que sobreviveria ao fim do mundo

5 de fevereiro de 2026 - 10:28

Capaz de resistir a radiação, falta de água, temperaturas extremas e até ao vácuo do espaço, o urso-d’água desafia os limites da biologia e entra na lista dos seres mais resistentes já estudados

ROUBOU A CENA

Lotomania faz 3 milionários, mas seriam 5 se…; Lotofácil acumula e Mega-Sena pode pagar mais de R$ 140 milhões hoje

5 de fevereiro de 2026 - 7:32

A Lotomania roubou a cena da Lotofácil, que acumulou pela primeira vez em fevereiro na noite mais movimentada da semana no Espaço da Sorte.

DINHEIRO PARADO

Quem tem medo de investir? Da alta renda à classe C, complexidade e “economiquês” travam investidor brasileiro, mas mercado já tem saídas, segundo o Google

4 de fevereiro de 2026 - 18:00

A dificuldade de entender o mercado financeiro e o receio de golpes são entraves para que brasileiros invistam dinheiro que está parado

DE VOLTA ÀS RUAS

Carro que marcou geração de brasileiros volta ao mercado mais moderno e melhor

4 de fevereiro de 2026 - 13:31

Os anos 80 de fato foram culturalmente riquíssimos: Michael Jackson estava no auge, o filme “E.T.” lotava os cinemas e a estética das vestimentas e discotecas da época causa controvérsia até hoje. Para completar os anos de ouro, a GM laçou um carro que permanece na memória dos brasileiros tantas décadas depois: o Chevrolet Monza.   O nome de fato marcou gerações […]

DESSA VEZ DUROU POUCO

Trump assina projeto de financiamento para encerrar shutdown parcial nos EUA

4 de fevereiro de 2026 - 8:45

O chefe da Casa Branca destacou que o projeto orçamentário continuará financiando o Departamento de Segurança Interna (DHS, em inglês)

BRILHOU SOZINHA

Teimosia faz novo milionário na Lotofácil 3604; Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 144 milhões

4 de fevereiro de 2026 - 7:22

Vencedor ou vencedora do prêmio milionário do concurso 3604 da Lotofácil vinha insistindo sempre nos mesmos números por meio do dispositivo conhecido como ‘teimosinha’.

CALENDÁRIO 2026

Calendário Gás do Povo fevereiro 2026: botijão passa a ser gratuito e governo amplia o acesso ao gás de cozinha

4 de fevereiro de 2026 - 6:13

Novo programa substitui o Auxílio Gás e garante recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda

AÇÃO DO MÊS

Direcional (DIRR3) é bicampeã apesar do tombo: entenda por que a construtora segue no topo das recomendações para fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 6:00

Os papéis da construtora caíram 2,80% nos últimos três meses, mas já começaram a mostrar sinais de recuperação

CALENDÁRIO 2026

Calendário do Pé-de-Meia fevereiro 2026: confira quando o governo paga os incentivos do ensino médio

4 de fevereiro de 2026 - 5:41

Programa funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano conforme matrícula, frequência, conclusão e participação no Enem

PRODUTOR NO LIMITE

Agro em crise? Itaú BBA liga alerta para grãos e diz que novas recuperações judiciais estão no radar

3 de fevereiro de 2026 - 19:47

Com preços em queda e custos elevados, produtores enfrentam margens cada vez mais apertadas

O MAIS RICO DO MUNDO

Fortuna de Elon Musk atinge um novo recorde — e segue seu caminho rumo a US$ 1 trilhão

3 de fevereiro de 2026 - 13:31

O CEO da Tesla e da SpaceX segue como o homem mais rico do planeta, com fortuna estimada em cerca de US$ 775 bilhões e se aproxima de um recorde jamais visto de US$ 800 bilhões 

GEOPOLÍTICA DOS MINERAIS

O que está por trás da reserva de minerais críticos de US$ 12 bilhões de Donald Trump

3 de fevereiro de 2026 - 13:15

Após o anúncio do presidente norte-americano, as ações relacionadas ao setor de terras raras registram forte alta no início desta terça-feira (3)

CORTE EM MARÇO

Copom: Banco Central confirma corte de juros ‘cauteloso’ em março, e expectativa para reajuste de 0,25 pp ganha força

3 de fevereiro de 2026 - 9:33

Segundo a ata do Copom, em um ambiente de inflação mais baixa, a estratégia passa pela calibração do nível de juros

SÓ DEU ELA DE NOVO

Lotofácil entra em fevereiro com 2 vencedores próximos do primeiro milhão; Mega-Sena pode pagar R$ 130 milhões hoje

3 de fevereiro de 2026 - 7:59

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da semana. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão. Mega-Sena está acumulada desde a Mega da Virada.

FEVEREIRO 2026

Calendário do PIS/Pasep fevereiro 2026: confira quando o abono cai na conta

3 de fevereiro de 2026 - 6:03

Pagamentos do abono salarial seguem mês de nascimento ou número de inscrição e vão até agosto 

BOLSA FAMÍLIA 2026

Calendário do Bolsa Família fevereiro 2026: confira quando começam os pagamentos e quem pode receber

3 de fevereiro de 2026 - 5:31

Pagamentos começam em 12 de fevereiro e seguem até o fim do mês conforme o final do NIS; benefício mínimo é de R$ 600

POLÍTICA MONETÁRIA

Quem é Guilherme Mello, indicado de Haddad ao Banco Central que gerou ruído no mercado

2 de fevereiro de 2026 - 16:08

Mello chefia a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda; economista tem atuado na defesa de cortes na taxa de juros, atualmente em 15%

Mercados

Bônus de catástrofe: investimento que une alto retorno e baixa volatilidade ganha força

2 de fevereiro de 2026 - 14:38

O mercado de títulos de catástrofe, conhecido por oferecer retorno atrativos combinado com baixa volatilidade, está aquecido em 2026

VAI TER FOLGA?

Calendário de fevereiro de 2026: confira os feriados e as datas do Carnaval

2 de fevereiro de 2026 - 7:12

Calendário de fevereiro 2026 mostra que o Carnaval não é feriado nacional, mas estados e municípios podem decretar folga para trabalhadores

COMEÇA HOJE

Calendário do BPC/LOAS fevereiro 2026: veja quando o pagamento do benefício cai

2 de fevereiro de 2026 - 6:04

Benefício assistencial começa hoje, seguindo o calendário do INSS e é pago conforme o número final do BPC 

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar