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O melhor do Seu Dinheiro: Nu com a mão na bolsa

Diante da piora das condições do mercado, o Nubank precisou baixar a pedida para levar a oferta de ações adiante

1 de dezembro de 2021
8:31 - atualizado às 8:52
Tela de celular mostra abertura de aplicativo do banco digital Nubank (NUBR33)
Vale a pena entrar no IPO da Nubank? Imagem: Shutterstock

A primeira reportagem que eu escrevi sobre o Nubank quase não foi publicada. Os editores responsáveis pelo jornal onde eu trabalhava na época não botaram muita fé na história daquela empresa do cartão de crédito roxo que começava a incomodar os grandes bancos.

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Eles não estavam errados ao desconfiar do Nubank. Boa parte do mercado pensava da mesma maneira, e ainda hoje há quem encare o banco digital com uma certa dose de ceticismo.

Digo mais: talvez nem mesmo os fundadores imaginariam que o Nubank chegaria à incrível marca dos 50 milhões de clientes em menos de uma década de vida.

O que estava já planejado há muito tempo é o passo que a empresa está prestes a dar: a estreia na Bolsa de Nova York em um IPO bilionário. Junto com a abertura de capital na Nyse, o Nubank vai lançar recibos de ações (BDRs) aqui na B3.

Outra novidade do IPO é o programa NuSócios, criado para distribuir de graça 1 BDR aos clientes ativos e que não estejam inadimplentes. Um gesto simbólico, mas que pode levar milhares de investidores para a bolsa da noite para o dia.

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Tudo isso depende, é claro, do sucesso do processo de abertura de capital. Diante da piora das condições do mercado, o Nubank precisou baixar a pedida para levar a oferta de ações adiante.

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Agora, a empresa vai chegar à bolsa avaliada em até US$ 42 bilhões (R$ 230 bilhões), uma redução da ordem de 20% em relação ao plano original.

Isso significa que as ações ficaram (um pouco) mais baratas. Mas será que vale a pena entrar com o Nu na bolsa? A Julia Wiltgen falou com gestores e especialistas e conta tudo o que você precisa saber sobre o IPO mais badalado do ano.

O que você precisa saber hoje

RANKING DOS INVESTIMENTOS
Renda fixa atrelada à inflação é o melhor investimento de novembro; bitcoin, FII e ações ficam na lanterna. Passado o pânico com o drible do teto de gastos, queda nos juros futuros deu aos títulos públicos algum espaço para recuperação, mas a bolsa continua sofrendo.

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ESQUENTA DOS MERCADOS
Exterior abre o dia com fôlego, mas bolsa deve ficar de olho na PEC dos precatórios hoje. Além disso, a nova variante do coronavírus fica em segundo plano enquanto as atenções se voltam para a fala de Jerome Powell.

NA PRÁTICA
O começo do fim do monopólio: Petrobras conclui venda de refinaria para fundo árabe. Empresa brasileira de óleo e gás recebeu US$ 1,8 bilhão pela refinaria situada em São Francisco do Conde, na Bahia.

DIA AGITADO
Após aporte bilionário, Ânima (ANIM3) compra participação em plataforma para formação de profissionais de saúde. Por meio de sua controlada Inspirali, a mesma que acaba de receber investimento de R$ 1 bilhão, a companhia fechou um acordo para a aquisição de 51% da IBCMED.

MONEY TIMES
S&P reafirma nota de crédito soberano do Brasil em BB-, com perspectiva estável. Agência de classificação de risco de crédito destaca que a economia brasileira se recuperou mais rápido do que o esperado, mas as perspectivas de crescimento são moderadas.

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MONEY TIMES II
Carteira recomendada: 3 novas indicações para bater dezembro, segundo o Safra. Uma seguradora, um bancão e uma empresa de telefonia são as novas apostas para o último mês de 2021.

SELEÇÃO EMPIRICUS
Os impactos da variante ômicron da covid-19 nos mercados e a nova onda do metaverso foram os temas debatidos na última edição do Seleção Empiricus. Comandado pelo repórter do Seu Dinheiro Victor Aguiar, o programa trouxe também indicações de investimento e o que esperar da bolsa neste fim de ano. Vale a pena conferir!

Aquele abraço e uma ótima quarta-feira!

Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua manhã". Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.

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