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PIB em 2021 passa de +3,21% para +3,45%, segundo projeção apontada no Focus
Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2021. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 17, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA este ano foi de alta de 5,06% para 5,15%.
Há um mês, estava em 4,92%. A projeção para o índice em 2022 passou de 3,61% para 3,64%. Quatro semanas atrás, estava em 3,60%.
O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa permaneceu em 3,25%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,25% para ambos os casos.
A projeção dos economistas para a inflação está acima do centro da meta de 2021, de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).
A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).
Os economistas do mercado financeiro melhoraram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, de alta de 3,21% para elevação de 3,45%. Há quatro semanas, a estimativa era de 3,04%.
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Para 2022, o mercado financeiro alterou a previsão do PIB de alta de 2,33% para 2,38%. Quatro semanas atrás, também estava em 2,34%.
A projeção para a produção industrial de 2021 permaneceu em alta de 5,50%. Há um mês, estava em elevação de 5,06%. No caso de 2022, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,00% para 2,25%, ante 2,15% de quatro semanas antes.
A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2021 passou de 65,00% para 63,75%. Há um mês, estava em 64,60%. Para 2022, a expectativa foi de 66,20% para 66,00%, ante 66,20% de um mês atrás.
O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje a manutenção na projeção para o resultado primário do governo em 2021. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano seguiu em 3,10%. No caso de 2022, permaneceu em 2,00%. Há um mês, os porcentuais estavam em 3,05% e 2,15%, respectivamente.
Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2021 foi de 7,20% para 7,30%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2022, passou de 6,60% para 6,65%. Há quatro semanas, essas relações estavam em 7,50% e 6,70%, nesta ordem.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.
Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2021, com mediana das previsões em 5,50% ao ano. Há um mês, estava em 5,25%.
Já no caso de 2022, a projeção passou de 6,25% para 6,50%, ante 6,00% de um mês antes. Para 2023, seguiu em 6,50%, valor igual ao de quatro semanas atrás. Para 2024, permaneceu em 6,50%, ante 6,13% de um mês atrás.
O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic duas vezes em 0,75 ponto porcentual nas últimas duas reuniões, para 3,50% ao ano. O colegiado já sinalizou nova alta de 0,75 p.p. em junho, para 4,25% ao ano.
*Com Estadão Conteúdo
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