🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Fechamento da semana

Real ganha do dólar na semana e bolsa sobe mais de 2% com economia americana nem tão aquecida e Copom incisivo

Os problemas domésticos foram para baixo do tapete e os fatores externos ajudaram o Real a se valorizar e a bolsa a romper resistências importantes. Confira um resumo da semana.

Jasmine Olga
Jasmine Olga
7 de maio de 2021
18:58 - atualizado às 0:14
Real Digital Banco Central criptomoeda Drex
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Não importa quão boa a sua semana tenha sido, duvido que ela tenha sido melhor do que a do Real. A moeda brasileira não anda tendo do que reclamar nos últimos dias e viu o dólar à vista voltar a ser cotado na casa dos R$ 5,20.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não que nossos problemas internos estejam resolvidos e as crises política e fiscal sejam coisas do passado. Eles ainda estão aí - juntos com a pandemia e a falta de vacina que ainda castiga nosso país - mas o mercado tem jogado esses temas para baixo do tapete. 

O que está nos holofotes é o novo “boom” das commodities (que traz um fluxo positivo de dinheiro estrangeiro para o país), a manutenção dos juros baixos no exterior (o que enfraquece o dólar) e uma alta dos juros aqui no Brasil (o que torna o país mais atrativo para o investimento gringo). 

Dava para resumir o parágrafo acima em dois acontecimentos que marcaram essa semana: payroll abaixo do esperado e o Copom elevando a taxa básica de juros para 3,5% ao ano e já sinalizando que a Selic vai subir ainda mais

O resultado foi a moeda americana se desvalorizando em escala global - frente aos seus pares dos países desenvolvidos e também dos emergentes - e o Real dando uma bem-vinda valorizada. Na semana, o dólar à vista teve um recuo de 3,74%. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A queda de hoje esteve diretamente relacionada aos dados do mercado de trabalho americano. Ao invés da criação de pelo menos um milhão de novas vagas, os Estados Unidos registraram “apenas” 266 mil novas vagas. A taxa de desemprego foi a 6,1%, contrariando a projeção de queda para 5,8%.

Leia Também

Isso significa que a economia americana está de fato se recuperando, mas não tão rápido quanto o mercado temia, o que pode significar que os juros de fato se manterão nos patamares mínimos por mais algum tempo. Esse alívio significa muito para os investidores, já que o temor de que a pressão inflacionária faça o Federal Reserve elevar os juros tem disparado o retorno dos títulos do Tesouro americano - o que causa uma fuga das bolsas, principalmente dos países emergentes. 

Um alívio dessa magnitude fez o dólar à vista recuar 0,93% hoje, a R$ 5,2286 - a mínima do ano. A bolsa também ganhou um gás extra e rompeu um patamar importante - o dos 122 mil pontos. O índice DXY, que compara a moeda americana com uma cesta de moedas fortes, atingiu as mínimas em Nova York. O Ibovespa fechou na máxima do dia ao subir 1,77%, aos 122.038 pontos. Na semana, o avanço foi de 2,64%

O presidente Joe Biden e a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, renovaram os seus argumentos sobre a necessidade de estímulos para manter a economia aquecida e se recuperando. Jerome Powell passou os últimos meses tentando reforçar esse discurso. Mas o mercado ainda tem lá suas dúvidas. Isso se refletiu em uma instabilidade nos juros futuros mais longos nos EUA. Ainda assim, as bolsas conseguiram fechar no azul, com o Dow Jones e S&P 500 renovando suas máximas - o Dow Jones subiu 0,66%, o S&P 500 teve alta de 0,74% e o Nasdaq avançou 0,88%. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por aqui, o mercado de juros foi pressionado por dados melhores do que o esperado do varejo - mostrando uma atividade menos cambaleante do que o projetado. Com isso e um novo aumento da Selic já contratado, as taxas curtas e intermediárias subiram, enquanto a ponta mais longa seguiu em processo de ajuste. Confira:

  • Janeiro/2022: de 4,79% para 4,84%
  • Janeiro/2023: de 6,54% para 6,62%
  • Janeiro/2025: de 8,04% para 8,07%
  • Janeiro/2027: de 8,66% para 8,62%

Hora de ir além?

Para Victor Benndorf, head de análise da Benndorf Research e colaborador da Apollo Investimentos, os 122 mil pontos são um ponto de resistência muito mais importante do que os níveis históricos para ser rompido - e a bolsa brasileira tem encontrado dificuldade para se firmar acima dele. Hoje foi por pouco. 

Para o analista, essa dificuldade se deve ao fato de que o Ibovespa está muito mais alinhado aos seus pares emergentes do que às bolsas dos países desenvolvidos, que vêm renovando seguidos recordes. “A maré alta está levantando todos os barcos - ou seja, os desenvolvidos estão carregando o mundo inteiro”. 

‘Não é o apocalipse’

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada hoje pelo IBGE surpreendeu positivamente o mercado. Era esperada uma queda de 5,1% na passagem de fevereiro para março, mas a queda foi muito menos intensa, apenas 0,6%, no varejo restrito, e 5,3%, no ampliado, ante expectativa de -11,5%. Benndorf aponta que isso mostra que a segunda onda de lockdowns que o país enfrentou deve trazer danos menores para a economia do que o esperado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em cima do muro?

Além dos sinais da economia americana, a semana também foi pautada pela decisão de juros do Banco Central Brasileiro. 

Sem surpresas, o Comitê de Política Monetária acabou decidindo por elevar a taxa Selic em 0,75 ponto percentual. O que, em certa medida, surpreendeu o mercado foi a sinalização de que um ajuste de igual magnitude deve ser feito na próxima reunião, que acontece em junho. 

Para Benndorf, o BC foi incisivo em seus pontos para lidar com a pressão inflacionária, mas ficou ‘em cima do muro’, assim como Powell vem fazendo nos Estados Unidos. “Tudo pode mudar muito rápido, estamos lidando com fatores muito dinâmicos”. 

Varrendo para baixo do tapete

A pandemia? Ainda está rolando. As reformas? Ainda estão travadas. O cenário fiscal? Tão ruim quanto era na semana passada. Mas, nos últimos dias, isso não preocupou o mercado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ariane Benedito, economista da CM Capital, destacou surpresa que o Credit Default Swap, um dos termômetros para o Risco-país, tenha acelerado a queda na tarde desta sexta-feira. A surpresa vem porque a percepção dos especialistas é que os problemas não foram resolvidos e, uma hora, eles devem ser precificados pelo mercado. 

As contas públicas, a CPI que investiga a atuação do governo federal durante a pandemia, os problemas envolvendo a reforma tributária (fatia ou não fatia?) seguem aí. Benndorf, da Apollo Investimentos,  aponta que o mercado não é perfeito - o cenário continua ruim e uma hora deve cobrar o seu preço. 

“A galera parece que esquece conforme vão diminuindo os números de mortes. Nem se fala mais dos impasses que a gente está tendo com as vacinas. Cadê as notícias de negociação? Chegaram todos os insumos que a gente precisava? Não, né? O mercado foca no que mostra aquecimento da economia. Também temos a reforma tributária, que é algo que é para ‘inglês ver’. A gente sabe que é complexo e que não vai se resolver da noite para o dia”, afirma Benedito, da CM Capital.

Além disso, os dois especialistas lembram que as eleições de 2022 já estão no horizonte e devem travar ainda mais as discussões.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobe e desce

Em uma semana marcada por uma temporada de balanços aquecida - e com bons números -, foi nisso que o mercado doméstico esteve focado e o que acabou movimentando os papéis nos últimos dias. Confira as maiores altas da semana:

CÓDIGONOME VALORVARSEM
IGTA3Iguatemi ONR$ 42,6415,87%
CCRO3CCR ONR$ 13,4511,71%
BRML3BR Malls ONR$ 10,6111,45%
EMBR3Embraer ONR$ 16,9910,32%
ASAI3Assaí ONR$ 88,979,99%

Confira as maiores quedas:

CÓDIGONOME VALORVARSEM
LWSA3Locaweb ONR$ 24,81-13,76%
BIDI11Banco Inter unitR$ 209,96-9,38%
BTOW3B2W ONR$ 62,48-7,19%
PCAR3GPA ONR$ 36,74-5,26%
WEGE3Weg ONR$ 33,43-4,51%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NO MAPA DOS GRINGOS

Enquanto brasileiros miram a Europa, destino no Brasil está entre os queridinhos dos estrangeiros para 2026

28 de janeiro de 2026 - 11:55

Cidade brasileira aparece entre os destinos mais reservados para 2026, atrás apenas de Paris e Bangkok, segundo levantamento da eDreams ODIGEO

CASA DE SAL

Casa de garrafas de vidro salta aos olhos no litoral de Pernambuco — e você pode se hospedar nela por R$ 430

28 de janeiro de 2026 - 11:13

Na Ilha de Itamaracá, duas mulheres recolheram cerca de 8 mil garrafas de vidro abandonadas nas praias e a transformaram em lar

DEVO, NÃO NEGO...

Foi mais difícil pagar aluguel em 2025: inadimplência teve leve alta no último ano, mas jogo pode virar em 2026

28 de janeiro de 2026 - 9:00

Levantamento mostra que os imóveis comerciais lideraram as taxas de inadimplência, com média de 4,84%

ENCALHADAS

Mega-Sena encalha e prêmio em jogo agora passa dos R$ 100 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também emperram

28 de janeiro de 2026 - 7:05

Mega-Sena não sai desde a Mega da Virada. Lotofácil acumula pela primeira vez na semana. +Milionária promete o maior prêmio desta quarta-feira (28).

ENTREVISTA SD

“Não há nenhuma emergência que leve o Banco Central a apressar o corte da Selic”, diz Tony Volpon

28 de janeiro de 2026 - 6:03

O ex-diretor do Copom espera que um primeiro corte venha em março ou abril, quando a expectativa de inflação futura chegar, enfim, aos 3%

POLÍTICA MONETÁRIA

Selic a 8% ou a 15%? Ex-diretores do Banco Central explicam o dilema que o Brasil terá pela frente

27 de janeiro de 2026 - 18:46

Para Bruno Serra e Rodrigo Azevedo, o país entrou na fase decisiva em que promessas já não bastam: o ajuste fiscal precisará acontecer, de um jeito ou de outro

LENDA DO MERCADO

Dólar a R$ 4,40, ou dívida acima de 80% do PIB: o alerta de Stuhlberger para 2026

27 de janeiro de 2026 - 14:42

Dólar, juros e eleição entram no radar do gestor do lendário fundo Verde para proteger a carteira

POLÍTICA MONETÁRIA

Quando o Copom vai começar a cortar a Selic? O que dizem os economistas que esperam ajuste nesta semana e os que só veem corte em março

27 de janeiro de 2026 - 12:02

A grande maioria dos agentes financeiros espera a manutenção dos 15% nesta semana, mas há grandes nomes que esperam um primeiro ajuste nesta quarta-feira

JATINHOS, FESTAS MILIONÁRIAS E MAIS

A vida de rei vivida por Daniel Vorcaro enquanto o Banco Master crescia às custas do FGC

27 de janeiro de 2026 - 9:01

Enquanto o Banco Master caminhava para o colapso, Daniel Vorcaro manteve uma rotina de luxo que incluiu jatos particulares e uma festa de R$ 15 milhões para sua filha de 15 anos

MÁQUINA DE MILIONÁRIOS

Lotofácil abre semana com novo milionário, mas Dupla Sena paga maior prêmio da noite ao sair pela 1ª vez em 2026

27 de janeiro de 2026 - 7:03

Depois de a Lotofácil e a Dupla Sena terem feitos novos milionários, a Mega Sena tem prêmio estimado em R$ 92 milhões hoje

ESTÁ CHEGANDO A HORA

Temporada de balanços do 4T25 se aproxima: confira as datas das divulgações e teleconferências das principais empresas da B3

27 de janeiro de 2026 - 6:00

As empresas começam a divulgar os resultados na próxima semana e, como “esquenta”, a Vale (VALE3) publica hoje seu relatório de produção e vendas

SEGURANÇA ALIMENTAR

Depois da Nestlé e da Lactalis, mais uma gigante faz recall de fórmula infantil por risco de contaminação

26 de janeiro de 2026 - 14:38

Empresas de laticínios estão recolhendo lotes de fórmulas infantis à medida que cresce a preocupação de contaminação por toxina

VAI TER FOLGA?

Calendário de fevereiro de 2026: Carnaval é feriado? Veja as datas e quem tem direito à folga

26 de janeiro de 2026 - 12:20

Calendário de fevereiro 2026 mostra que o Carnaval não é feriado nacional, mas estados e municípios podem decretar folga para trabalhadores

IMPLOSÃO

Torre Palace: do primeiro hotel de luxo de Brasília à implosão no coração do poder

26 de janeiro de 2026 - 12:08

Primeiro hotel de alto padrão da capital federal, o Torre Palace nasceu como símbolo de sofisticação, mas afundou em disputa familiares 

CORRAM PARA AS COLINAS

Ouro ultrapassa US$ 5.120 e atinge recorde em corrida por proteção; ainda vale investir?

26 de janeiro de 2026 - 12:07

Em 2026, com apenas três semanas, o ouro já acumula valorização de 17%

SE A MODA PEGA

Leis municipais proíbem mais de uma pessoa na mesma moto — e o motivo envolve segurança

26 de janeiro de 2026 - 10:15

Medida vale para Lima e Callao e prevê multas, pontos na carteira e até apreensão do veículo em meio ao estado de emergência no país

NA MIRA DA PF

Banco Master, BRB e bilhões sob suspeita: quem a PF vai ouvir na nova fase da operação que investiga o banco de Daniel Vorcaro

26 de janeiro de 2026 - 9:38

Executivos do Master e do BRB, empresários e ex-dirigentes prestam depoimento à Polícia Federal nesta semana. O que está em jogo?

7 ANOS APÓS BRUMADINHO

Vale (VALE3): extravasamento de água e lama em Minas Gerais atingiu unidade da CSN Mineração (CMIN3), que se mantém funcionando

26 de janeiro de 2026 - 9:12

A estimativa da prefeitura de Congonhas, cidade vizinha também afetada pelo vazamento, é que foram derramados 200 mil m³ de água e lama; incidente ocorreu no aniversário de sete anos do rompimento de barragem em Brumadinho

TECNOLOGIA

IA no sistema financeiro: investimentos recordes e o desafio do Banco Central de regular sem travar a inovação

25 de janeiro de 2026 - 18:02

Avanço da inteligência artificial eleva investimentos e pressiona debate sobre governança, riscos sistêmicos e atuação do Banco Central

NO RADAR DOS ANALISTAS

Preço baixo e retorno alto: por que a XP recomenda a compra deste fundo imobiliário

25 de janeiro de 2026 - 16:45

Fundo imobiliário negocia com 15% de desconto e pode se beneficiar da retomada dos FIIs de tijolo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar