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Criado em 2015, o mecanismo das bandeiras representa se haverá ou não cobrança adicional nas contas de luz dos consumidores

O Brasil enfrenta atualmente a pior crise hídrica dos últimos 91 anos. Com níveis muito baixos nos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do país levando ao acionamento de mais termelétricas para garantir o abastecimento energético, a conta deve ficar ainda mais cara para o consumidor.
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, informou hoje (15) que o órgão regulador irá definir os novos valores das bandeiras tarifárias até o final de junho.
No primeiro reajuste desde 2019, segundo afirmou o diretor, o patamar mais alto do sistema, a bandeira vermelha 2, deve ficar 20% mais caro.
Criado em 2015, o mecanismo das bandeiras representa se haverá ou não cobrança adicional nas contas de luz dos consumidores, a depender das condições de geração de energia elétrica no País.
Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), várias possibilidades foram analisadas para fazer frente aos custos, entre elas a elevação do patamar mais alto, a bandeira vermelha 2, ou a criação de uma nova faixa.
Pela proposta apresentada em março pela agência, as taxas cobradas quando a agência acionar bandeira vermelha irão aumentar.
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No patamar 1, a taxa adicional pode subir de R$ 4,169 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos para R$ 4,599 - aumento de 10%. No patamar 2, o reajuste pode chegar a 21%, passando de R$ 6,243 a cada 100 kWh para R$ 7,571.
Segundo ele, o valor deve superar o que foi previsto na proposta de revisão da agência. "Com certeza esse valor ainda deve superar um pouco os R$ 7, os 20%", disse.
De acordo com Pepitone, os consumidores economizaram quase R$ 4 bilhões entre 2015 e 2019 por conta das bandeiras.
Isso porque antes da criação do mecanismo, os custos das distribuidoras para comprar energia mais cara eram repassados aos consumidores apenas uma vez ao ano, no reajuste tarifário anual, com correção monetária e juros.
Pelo modelo atual, as empresas recebem mensalmente o valor recolhido nas contas de luz.
*Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo
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