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Apesar de preocupar, o especialista aponta que o recuo recente da moeda digital pode representar uma oportunidade para aumentar posições na carteira
A queda acentuada do bitcoin nos últimos dias tem assustado os entusiastas das criptomoedas. O ativo chegou a recuar mais de 22% na manhã de hoje e desceu aos US$ 33.634,48, o menor patamar desde janeiro.
E o tombo não ficou restrito apenas à mais famosa das criptomoedas: o baque foi sentido em todo o mercado, que já recua 18% nas últimas 24h. Um movimento que reforça o quão frágil é o equilíbrio do universo cripto e preocupa os investidores.
Porém, para o especialista de criptomoedas da Empiricus, André Franco, a ocasião pode representar uma oportunidade para aumentar posições e preparar a carteira para valorização a longo prazo.
Franco conversou hoje ao vivo com os repórteres Victor Aguiar e Renan Sousa sobre o mercado de criptomoedas e explicou sua visão sobre o que está por trás da queda recente dos ativos, Elon Musk, moedas-meme e mais. Confira a live completa:
Segundo o especialista, o recuo recente do bitcoin é causado por dois gatilhos diferentes. O primeiro está relacionado aos últimos tweets de Elon Musk, já conhecido por chacoalhar os criptos sempre que se pronuncia nas redes.
O CEO da Tesla anunciou que a montadora de carros elétricos interromperia as compras com bitcoin devido a questões ambientais. "Estamos preocupados com o rápido uso crescente de combustíveis fósseis para mineração e transações com Bitcoin, especialmente carvão, que tem as piores emissões de qualquer combustível", declarou em um tweet.
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Poucos dias depois da bomba, a China divulgou que proibiria bancos e empresas de pagamento de oferecerem serviços em criptomoedas. Na prática, a medida impede que cidadãos do país possuam os ativos.
Para André Franco, porém, a notícia não traz nenhuma novidade ao mercado. “No território chinês, existe de fato um desincentivo para esse tipo de atividade, mas nem por isso deixamos de ter boa parte da mineração no mercado asiático”, afirma.
Apesar de “requentada”, na opinião do especialista, a notícia não caiu bem entre os investidores e acentuou ainda mais a queda das moedas digitais.
Mas Franco ressalta que o movimento já aconteceu antes e que enxerga uma oportunidade para aumentar a exposição aos ativos. “O mercado de cripto funciona dessa forma: nós temos esses movimentos em “J”, uma queda contínua por um período seguida de uma recuperação”.
O especialista deixa para os oráculos a tarefa de prever quando e como virá a recuperação e se apoia nos dados para suas recomendações: “Se você fizer compras parciais, a chance de estar ganhando dinheiro em 12 meses é de 84%. Se me apresentarem um jogo em que a chance de eu ganhar é de 84%, vou jogá-lo pela vida inteira”.
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