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caminhos para retomada

Agenda do Congresso pode garantir credibilidade, diz presidente do BC

Diante da falta de espaço no orçamento da máquina pública, Campos Neto sustentou que o Brasil precisa estimular o crédito privado

Roberto Campos Neto presidente do BC
Roberto Campos Neto na Sabatina na CAE do Senado. - Imagem: Pedro França/Agência Senado

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse nesta quinta, 28, que o Congresso tem uma agenda a ser votada no curto prazo que pode mitigar o impacto fiscal da pandemia e guiar o Brasil a um caminho de estabilidade e assegurar a credibilidade para estimular o crédito privado.

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"Temos uma pauta a ser votada no curto prazo que pode ser um indutor de credibilidade no sentido de encontrar um caminho mais estável daqui para frente", afirmou o presidente do BC em evento virtual da Monte Bravo.

Diante da falta de espaço no orçamento da máquina pública, Campos Neto sustentou que o Brasil precisa estimular o crédito privado, que, por sua vez, depende da credibilidade do País.

[captacao]

Ele voltou a defender também que os estímulos fiscais, dados na saída da crise, sejam acompanhados de contrapartidas - ou seja, redução de gastos e consolidação fiscal de outro lado. "Não consigo ver nada que seja frutífero, que gere objetivos desejados, sem algum tipo de contrapartida. Os mercados têm passado essa informação para nós", assinalou.

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De acordo com o presidente do BC, o governo fez um bom trabalho no enfrentamento da pandemia, mas com implicações fiscais que precisam ser enfrentadas. Depois das mudanças na Previdência, ele citou entre as reformas necessárias a administrativa, para reduzir o peso da máquina pública, além de mudanças no sistema tributário, que ele incluiu, junto com marcos do gás, saneamento e cabotagem, no grupo de "microrreformas".

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Inflação

Campos Neto reforçou a visão da autarquia de que o choque da inflação é temporário, mas reconheceu haver uma contaminação dos núcleos de inflação.

"Entendemos que grande parte dos elementos da inflação é temporária. Também entendemos que, mais recentemente, tivemos uma aceleração de tendência de alta nos núcleos, teve (preços) industriais que começaram a ter alta mais sustentada", comentou Campos Neto em evento virtual da Monte Bravo.

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O presidente do BC relacionou a inflação dos alimentos à "enorme" transferência de renda realizada após o choque da pandemia, citando como exemplo as altas de preços mais expressivas em itens consumidos por famílias de baixa renda, como o arroz, em decorrência do pagamento do auxílio emergencial.

Embora a inflação de alimentos no Brasil tenha sido acima do que de países emergentes, Campos Neto lembrou que a alta nos preços de serviços no País está bem abaixo da media.

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