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Para os novos casos, o aumento foi de 701%; Sul e Centro-Oeste tendem a cenário mais crítico nas próximas semanas.

O número de óbitos por Covid-19 no Brasil cresceram 468% entre janeiro e março, conforme o último boletim epidemiológico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado neste sábado, 10.
As faixas que mantiveram crescimento superior ao global foram 20 a 29 (872,73%); 30 a 39 (813,95%); 40 a 49 (880,72%); 50 a 59 (877,46%); e 60 a 69 anos (566,46%).
Para os novos casos, o aumento foi de 701%. As faixas etárias que englobam os grupos que vão de 30 a 59 anos continuaram sendo aquelas com aumento mais notável de infecções por Sars-Cov-2.
Ainda de acordo com os pesquisadores, Sul e Centro-Oeste tendem a um cenário mais crítico nas próximas semanas.
Segundo o boletim, múltiplos fatores contribuíram para este novo patamar da pandemia. Para enfrentar o atual cenário, os pesquisadores ressaltam que é necessária a combinação de diferentes medidas, envolvendo as não-farmacológicas, o sistema de saúde e as políticas e ações de proteção e assistência social para redução da vulnerabilidade e do impacto social.
“É preciso que haja convergência e integração dos diferentes poderes do Estado brasileiro (Executivo, Legislativo e Judiciário), assim como os diferentes níveis de governo (municipais, estaduais e federal), com participação das empresas, instituições e organizações da sociedade civil (de nível local ao nacional) para o enfrentamento deste momento bastante crítico e grave da pandemia”, diz o texto.
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Entre os dias 29 de março e 5 de abril, as taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS apresentaram reduções importantes em Roraima (de 62% para 49%), Amapá (de 100% para 91%), Maranhão (de 88% para 80%), Paraíba (de 84% para 77%) e Rio Grande do Sul (de 95% para 90%). No entanto, 19 estados e o Distrito Federal têm taxas de ocupação superiores a 90%.
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