O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Muito desse movimento tem a ver com a subida dos juros. Mas alguns fatores específicos também pesaram sobre as ações. Em alguns casos, pesaram com razão; em outros, nem tanto
Mais uma semana se passou com os pregões judiando das empresas de tecnologia. No domingo passado, fiz um apelo à tese de volta dos bancões. Hoje, analiso se as fintechs ainda têm salvação como investimento.
As ações da Stone (STNE), listada na Nasdaq, caem 44% no semestre, em dólar. As de Inter (BIDI11), listadas (por enquanto) na B3, caem 34% em reais. O papel de Méliuz (CASH3), também disponível na bolsa brasileira, derrete 44% no semestre.
Muito desse movimento com as fintechs, que parece mais setorial do que específico, tem a ver com a subida dos juros. Quanto mais alta a Selic, maior o custo de oportunidade do capital.
Também, menor será o tempo que o investidor está disposto a esperar para observar fluxos de caixa positivos para as empresas de alto crescimento.
Assim, as empresas de tecnologia, que têm seus lucros relevantes projetados somente no futuro, perdem valor.
Sinto-me obrigada a observar que alguns fatores específicos também pesaram sobre esses papéis. Em alguns casos, pesaram com razão; em outros, nem tanto. Mais do que nunca, é preciso separar o joio do trigo.
Leia Também
Há alguns meses, em meio à mudança de humor em relação às fintechs, a Stone reportou uma inadimplência maior que a esperada pelo mercado para o segundo trimestre deste ano. Nesse momento, o que já era uma animosidade virou uma conclusão: vender crédito não é tão simples assim.
Controlar a inadimplência com a inflação baixa, juros reais negativos e renda disponível crescente é uma coisa. Quero ver manter os calotes comportados quando o preço de itens básicos para a sobrevivência só faz subir (lembre-se da escalada do petróleo, dos alimentos e observe o valor da sua conta de energia elétrica). Melhor ficar com os bancões, que têm seus exércitos de experiência em modelagem de risco.
Ou, pelo menos, essa parece ter sido a narrativa por trás da queda de Stone, que foi uma das primeiras fintechs a começar a apanhar nesse revés às empresas da nova economia. Como uma investidora que gosta de dormir bem, eu fico com a história dos conservadores.
Inter sofre por um motivo parecido: correu um rumor, originado por um popular portal de notícias para o mercado financeiro, de que a instituição prepara provisões extraordinárias para inadimplência na divulgação do 3T21. No dia do rumor, o papel caiu 15%.
O banco logo se apressou em soltar sua prévia operacional do trimestre, em que mostra provisões em linha com o ano passado. Na dúvida, o investidor apenas saiu fora. No dia da divulgação da prévia, o papel caiu 13%. Em bom francês, o mercado cagou e apenas continuou vendendo, na média.
“Investidores conservadores dormem bem”, diz o bordão do Oráculo de Omaha (Warren Buffett para os íntimos). Ao que tudo indica, o mercado tem optado pela qualidade do sono.
Méliuz, por outro lado, sofre por outros motivos. A fintech, que já dava lucro de forma consistente antes do seu IPO, reportou um prejuízo operacional no 2T21 e sinalizou ao mercado que pode continuar sentindo pressão de margem nos próximos trimestres.
Diferentemente de Stone e Inter, esse efeito não vem pela inadimplência, mas, sim, pelos investimentos em gente e em marketing para preparar a companhia para o crescimento.
Essa é uma mensagem que os gestores vinham passando desde a oferta das ações em setembro de 2020, e aconteceu, conforme previsto. Agora, é esperar as equipes se maturarem para que os talentos comecem a gerar resultados.
Em meio ao tiroteio – e prestes a fazer o seu IPO – o Nubank relata o seu primeiro lucro líquido da história. É indiscutivelmente positivo que a fintech tenha mostrado a capacidade de rentabilizar sua base de 41 milhões de clientes, com um lucro de R$ 76 milhões no primeiro semestre de 2021, versus R$ 100 milhões negativos no mesmo período do ano passado.
Importante frisar, aqui, que esse número diz respeito somente às operações brasileiras; portanto, não incluem o Nubank México ou Colômbia. Entretanto, é preciso um pouco de cautela com o timing escolhido para essa divulgação: bem pertinho do IPO da empresa.
É bem comum que os gestores “esguelem” a companhia para mostrar um resultado bonito para a foto do IPO. Não estou dizendo que é o caso do Nubank, até porque não temos muita granularidade do que gerou o resultado positivo no semestre. Entretanto, um pouco de olhar crítico é sempre bem-vindo – lembre-se do bordão do Oráculo.
Vivemos um momento de aversão a risco. As fintechs, como classe, devem continuar sofrendo. Entretanto, se ainda assim decidir apostar, seja seletivo. Investidores conservadores dormem bem.
Um abraço,
Larissa
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores
Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana
Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo
Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo
No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual
Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h
Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor
A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas
Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida
O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje
A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores
Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados
Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje
Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano
Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado
Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países
A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial