O unicórnio brasileiro que lucra com o seu passatempo
Confira em nossa newsletter a cobertura do SD sobre Ebanx, Nubank, 5G, construção civil e tudo aquilo que a agitou o mercado financeiro no decorrer da semana
Em “Alta fidelidade”, romance do inglês Nick Hornby que virou filme e, mais recentemente, série de TV, o protagonista Rob Gordon sabe tudo sobre a cultura pop.
Dono de uma loja de discos em Londres, ele passa o tempo criando compilações em fitas cassete e fazendo listas de melhores coisas.
Gordon poderia elaborar algo como “5 filmes sobre viagens no tempo”, “5 lugares para ir na cidade tal” ou “5 livros para ler em dias de chuva”.
Se não me engano, a trama original se passa nos anos 1990, época em que o livro foi publicado.
Mas se a história se passasse em qualquer país da América Latina no nosso tempo, os hobbies do protagonista teriam outra coisa em comum: o envolvimento de uma empresa chamada Ebanx.
Esse unicórnio brasileiro é dono de uma plataforma de compras internacionais que dispensa o uso de cartão de crédito por parte do usuário de serviços como Spotify, Uber e AliExpress.
Leia Também
Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral
Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil
Na prática, quando você compra em dezenas de empresas online, o Ebanx também ganha com a operação.
Nesta semana, o Seu Dinheiro publicou uma entrevista com Wagner Ruiz, um dos fundadores da startup.
O executivo contou os planos de expansão da companhia, que recebeu recentemente um aporte de US$ 430 milhões da Advent International.
1 - Convicções abaladas
Quando o Nubank anunciou que havia recebido um investimento de US$ 500 milhões da Berkshire Hathaway, empresa de Warren Buffett, parte do mercado começou a questionar se o megainvestidor estaria traindo o value investing.
A repórter Larissa Vitória conversou com dois especialistas para ajudar a trazer a resposta para essa pergunta. Veja nesta matéria.
2 - Contemplando horizontes
No primeiro trimestre, parte do mercado chegou a acreditar que o aumento da inflação e das taxas de juros esmagaria ativos de longa duração, como tecnologia dos EUA, e daria uma chance para ações de valor e mercados emergentes apresentarem desempenho superior.
No entanto, isso durou pouco. No final do segundo trimestre, as taxas de juros estavam em colapso, as ações de tecnologia lideravam novamente e o excepcionalismo americano foi reafirmado pelos índices do país atingindo níveis recordes em avaliações quase recordes.
O ímpeto tem sido a principal força dos mercados, levando as ações caras para cima e as ações baratas para baixo. Agora, é possível afirmar que este movimento é sustentável? Confira a resposta na análise do colunista Matheus Spiess.
3 - Semana dos mercados
A disparada da inflação nos EUA voltou ao primeiro plano nesta semana, impondo maior cautela global. Além disso, a covid-19, com o surgimento de novas cepas, ainda gera incerteza sobre a demanda.
Ontem, o Ibovespa fechou o dia em queda de 1,18%, aos 125.960 pontos. O câmbio sofreu menos pressão por conta do texto repaginado da reforma tributária e a intensa entrada de fluxo estrangeiro no país.
O dólar à vista fechou estável, a R$ 5,11, mas na semana a queda foi de 2,36%. Veja os destaques do período nesta matéria da Jasmine Olga.
4 - A hora e a vez da construção civil?
Desde o início do ano, vários fatores têm atrapalhado as incorporadoras da Bolsa e feito os investidores questionarem a capacidade das companhias do setor.
Real desvalorizado, disparada do preço do vergalhão de aço, entre outros fatores, impactam no custo das operações. Mas se uma incorporadora não sobe os preços, repassando a alta dos custos, têm as margens pressionadas e queda na rentabilidade.
Dito isso, será que o vento está mesmo soprando contra o setor de construção civil? O colunista Ruy Hungria responde neste artigo.
5 - De olho no futuro
A transição entre as tecnologias 4G e 5G está em pleno andamento — e tem sido tema de enormes turbulências geopolíticas. Bem no centro dessa batalha está a Qualcomm, uma das líderes mundiais na produção de chips, semicondutores e processadores.
Desde o começo do mês, o brasileiro Cristiano Amon é o CEO global da empresa.
Em entrevista, o executivo falou sobre a transformação digital da sociedade durante a pandemia, revelou os planos de diversificação da Qualcomm e comentou a respeito da atual escassez na oferta de semicondutores no mundo. Confira os destaques da conversa.
A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje
A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity
O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky
Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)
FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores
De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar
Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026
Tony Volpon: Uma economia global de opostos
De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026
Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa
A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais
O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje
O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora
A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década
Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso
As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje
Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você
Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…
Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições
Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje
Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria
As lições do Chile para o Brasil, ata do Copom, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje
Chile, assim como a Argentina, vive mudanças políticas que podem servir de sinal para o que está por vir no Brasil. Mercado aguarda ata do Banco Central e dados de emprego nos EUA
Chile vira a página — o Brasil vai ler ou rasgar o livro?
Não por acaso, ganha força a leitura de que o Chile de 2025 antecipa, em diversos aspectos, o Brasil de 2026
Felipe Miranda: Uma visão de Brasil, por Daniel Goldberg
O fundador da Lumina Capital participou de um dos episódios de ‘Hello, Brasil!’ e faz um diagnóstico da realidade brasileira
