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De todos os fenômenos que caracterizam os negócios no mercado financeiro, um dos mais incompreendidos é o da aparente desconexão entre o que acontece na bolsa e a chamada “realidade das ruas”.
O Ibovespa — o principal índice de ações da B3 — alcança a marca histórica dos 130 mil pontos no momento em que o país convive com outros indicadores bem menos honrosos em alta: inflação, juros e desemprego.
Isso sem falar na ameaça de uma terceira onda da pandemia da covid-19 e do cenário político turbulento em Brasília — como se tornou de praxe nos últimos anos.
Então de onde os investidores tiram o otimismo para acreditar que o resultado das empresas vai melhorar e, portanto, é hora de comprar ações?
Primeiro, precisamos lembrar que o Ibovespa é um índice que não reflete a realidade da economia brasileira como um todo.
Ações de produtoras de commodities como Vale e siderúrgicas, que se beneficiam do processo de retomada externa e da alta das cotações das matérias-primas, têm um peso maior no indicador.
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O segundo fator é que as decisões de compra e venda na bolsa são tomadas não com base no cenário de hoje, mas do que se espera para o futuro.
E o que os investidores enxergam hoje é a perspectiva de retomada das atividades com o avanço do processo de vacinação, ainda que em ritmo bem mais lento do que o esperado.
Essa perspectiva de dias melhores sustenta a recuperação recente da bolsa. Mas é claro que a situação está longe de ser resolvida, e qualquer frustração nas expectativas pode reverter a onda positiva.
A pergunta que fica é: no patamar atual, ainda é hora de investir na bolsa ou a alta recente já reflete o cenário mais favorável? O Matheus Spiess traz a resposta para você na coluna Insights Assimétricos.
Hoje vai ter recorde? Os investidores começam mais um dia na expectativa depois de o Ibovespa chegar a superar os 131 mil pontos no pregão de ontem. Nesta terça-feira, os dados de venda do varejo em abril por aqui, e da balança comercial dos Estados Unidos devem ser os itens principais no cardápio do mercado.
Outro dia, outro capítulo da disputa entre BTG Pactual e XP. Desta vez a empresa de Guilherme Benchimol anunciou acordo para criar uma nova corretora com a Faros, seu maior escritório de agentes autônomos.
Existem hoje duas formas de se investir nas ações da empresa de shopping center Iguatemi: comprando diretamente ou investindo nos papéis da holding Jereissati Participações. Ontem à noite, a companhia propôs uma reorganização para unificar a base acionária. Saiba os detalhes da operação.
A Azul vai fazer uma proposta de compra pela Latam Brasil? Esse é o grande mistério corporativo do momento. As companhias aéreas chegaram a engatar um namoro, mas que não foi adiante. A expectativa de analistas, porém, é que uma oferta saia em até 90 dias.
O apetite por aquisições está de volta? A JBS anunciou a aquisição da australiana Rivalea por US$ 135 milhões, o negócio vai levar a companhia brasileira à liderança do segmento na Austrália.
O presidente da Caixa Seguridade, Eduardo Dacache, pediu afastamento do cargo, alegando motivos pessoais e familiares. A diretora comercial e de produtos, Camila de Freitas Aichiger, é quem deve assumir o posto.
Em meio a algumas idas e vindas, a fiel camarada dos brasileiros registrou o segundo mês de captação positiva. Foram depositados R$ 72,6 milhões líquidos na caderneta de poupança em maio, segundo o Banco Central.
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