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De uns tempos para cá, eu comecei a reconsiderar a minha postura em relação à loteria. Antes de me dedicar para valer à cobertura de finanças, não entendia para que as pessoas perdiam tempo na fila da lotérica para tentar a sorte na Mega-Sena.
Afinal, a probabilidade de ganhar com apenas uma aposta de seis números é de 1 para 50.063.860. O cálculo é da própria Caixa. Então, para que gastar dinheiro com isso?
As coisas começaram a mudar quando comecei a fazer o MBA de Finanças e Análise de Ações promovido pela Empiricus com a Estácio. Em uma aula sobre composição de carteira, dei de cara com o conceito de antifragilidade, e isso virou meu mundo de cabeça para baixo.
Resumidamente, antifragilidade é um termo desenvolvido por um dos gurus do mercado financeiro, Nassim Nicholas Taleb, e diz respeito a situações nas quais investidores se aproveitam de um risco limitado de perdas somado a um enorme potencial de retorno.
No caso da loteria, a aposta mínima, de seis números, custa R$ 4,50 e pode render milhões ao acertador dos seis números sorteados, e milhares para quem acertar quatro ou cinco números. E se você não ganhar, tudo bem, a perda é baixa, comparado ao tanto que você pode ganhar.
Não é apenas na lotérica em que você encontra enorme assimetria entre pouco risco e muito retorno. No mercado financeiro, temos as famosas opções com característica antifrágil de retorno, quando utilizadas corretamente. E ao contrário da Mega Sena, se o investimento vingar e der muito certo, não há limites para o seu lucro.
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