🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Com inflação ameaçando voltar, o que esperar da ‘Super Quarta’, com reuniões do Copom e do BC dos EUA?

No Brasil e nos EUA, inflação parece estar voltando, mas investidores estarão atentos a diferentes pontos das decisões do Copom e do Fomc

16 de março de 2021
6:51
Inflação
Imagem: Shuttertstock

Nos aproximamos mais uma vez do que o mercado costuma chamar de super quarta-feira. Em poucas palavras, nesta quarta, dia 17, teremos dois eventos muito importantes para nós brasileiros, ambos sobre política monetária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O primeiro deles, mais importante para nossa dinâmica interna, é a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil.

O segundo, já sob uma lógica internacional, se trata do encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto dos EUA (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) – basicamente, o Copom americano.

Nos dois casos, os investidores estão bastante atentos, mas por motivos diferentes.

No caso brasileiro, a expectativa é de alta da taxa de juros, levando a Selic Meta dos atuais 2% para algo entre 2,25% e 2,75%. Isto é, a elevação da taxa deverá girar em torno de 25 a 75 pontos-base, a depender do tom do Banco Central.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já nos EUA, o mercado espera manutenção da taxa de juros e do discurso flexível da autoridade monetária.

Leia Também

Nos dois países, porém, a inflação parece estar ameaçando voltar, ao menos no curto prazo. Para resumir, a característica principal do Banco Central é a de trabalhar no sentido de preservar o poder de compra da moeda. Nos EUA, soma-se a necessidade de máximo emprego também; ou seja, estabilidade de preços em máximo emprego.

Em solo americano, embora o hiato produto ainda esteja aberto – os americanos ainda consigam crescer ocupando capacidade ociosa –, o mercado teme que ele se feche rapidamente no contexto de um setor industrial em expansão, como vemos no gráfico abaixo.

Neste caso, com a normalização da situação no mundo e com a recuperação da economia, a próxima seria, em tese, a inflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A dúvida é: será uma inflação cíclica ou se tornará estrutural?

Como podemos ver acima, os gráficos de longo prazo sugerem que ele tem potencial para se tornar estrutural. No entanto, como o Banco Central americano persegue também um suposto "máximo emprego" e os EUA ainda enfrentam um desemprego acima de 6%, a autoridade monetária tem reforçado seu discurso permissivo para com a inflação de curto prazo, permitindo que ela ultrapasse a meta de 2%, chamando-a de temporária e não sustentada.

O mercado faz a conta

O mercado pondera a chance de o BC estar certo e dele estar errado (neste segundo caso, falamos que o BC ficou behind the curve, ou correndo atrás do próprio rabo).

A expectativa é de manutenção da taxa de juros nos EUA, mas o que importa mesmo é o discurso. Como Powell, na coletiva que sucede a decisão de política monetária, se posicionará sobre a inflação recente, sobre o nível de atividade e sobre o estresse na curva de juros do mercado de títulos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É para isso que o mercado estará olhando.

Um discurso de continuidade ao tom flexível não deve mudar a dinâmica atual. Agora, se parecer que o Fed mudou o tom de seu discurso, o mercado pode realizar no curto prazo. É um foco de atenção importante.

Mas, afinal, e o Brasil?

Bem, aqui a situação é diferente. Nosso banco central está preso, sem muitas alternativas. Se observarmos a curva de contratos futuros para juros, como no gráfico abaixo, veremos que estes apontam para taxas em alta de 500 pontos-base ainda neste ano, o que explodiria as contas fiscais.

Porque esses são os problemas enfrentados pelo Brasil:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • sem atividade, mas com inflação (possível cenário de estagflação já começou a ser desenhado por alguns economistas mais pessimistas);
  • câmbio descontrolado, acima de R$ 5,50; e
  • fiscal sem suporte, com equipe econômica fiscalista esvaziada e centrão com muito peso nas decisões.

Para controlar um pouco o câmbio e evitar o efeito de pass-through (inflação no Brasil por conta da alta do dólar), o Banco Central deveria subir um pouco os juros. Mas se ele faz isso, desestimula a economia, que tem dois dígitos de desempregados e não consegue engatar. Ao mesmo tempo, se jogar o juro para cima, compromete ainda mais o fiscal brasileiro, que já está em frangalhos.

Agora, se não fizer isso, o dólar continua descontrolado, a inflação continua a subir e a falta de previsibilidade afastará investimentos, tirando incentivos para o crescimento.

É uma faca de dois gumes.

Para evitar maiores problemas, o BC deverá adotar um tom adicionalmente gradual, evitando movimentos bruscos. Por isso, provavelmente, deveremos ter uma alta entre 25 e 50 pontos-base, para até 2,50% de Selic. Se ele gradualmente fizer o ajuste na curva de juros, poderá evitar um choque monetário muito traumático.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por isso aguardo um tom tranquilo e ponderado de nossa autoridade. Por aqui, os mercados têm uma longa história de antecipar prematuramente aumentos do BCB e valorizar demais a Selic final.

Veja abaixo como o mercado costuma errar os movimentos do Bacen.

Nossa situação não é fácil, definitivamente.

Escolher investimentos neste ambiente é ainda mais difícil. Entendo que, no final, o melhor cavalo para o mundo segue sendo o de commodities, que captura bem o call de inflação e de retomada do crescimento mundial, além de não ser tão sensível à curva de juros como teses de tecnologia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus, a maior casa de análise independente para o varejo da América Latina, costuma indicar para seus leitores os melhores movimentos inclusive para estes períodos mais complicados. Em sua série best-seller, Miranda compartilha suas melhores ideias de investimento para os diferentes perfis. Em um ambiente tão incerto como o de 2021, ler um especialista adequado é imperativo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar