🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

5 pontos para entender e superar a economia americana na era Biden

11 de maio de 2021
11:03 - atualizado às 13:19
O presidente eleito dos EUA, Joe Biden. - Imagem: Shutterstock

Não sei bem a razão. O Dia das Mães sempre me leva a Winnicott e sua prescrição por uma “good enough mother”. As mães, claro, deveriam ser boas aos filhos. Mas apenas suficientemente boas. Se se tornam mães edípicas, excessivamente protetoras e presentes, estragam a prole. A virtude está no meio.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois de duas depressões, anos (já superados) de Seroquel e Depakote, meia década de terapia freudiana, suspeito que ele esteja correto. Aos trancos e barrancos, aqui estamos.

Uma mãe muito presente não deve ser assim tão ruim. Só tenho a agradecer. Adaptando a frase atribuída ao ministro Delfim Netto ao contexto, dívida filial não se paga, se rola. Devo muito a minha mãe e sei que jamais serei capaz de retribuir à altura.

No final do dia, talvez Freud já tivesse mesmo resumido a coisa: educar, assim como governar e analisar (no sentido psicoterapêutico), é impossível.

Winnicott daria um bom economista. O crescimento econômico deve ser suficientemente bom. O temor de que ele venha a ser excessivamente bom vem penalizando os mercados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que começou concentrado no ambiente de tecnologia na véspera se espalha hoje para outros segmentos, sob inflação acima do esperado ao produtor chinês, expectativa pelos preços ao consumidor norte-americano amanhã e ajustes técnicos adicionais diante de realocação e desalavancagem dos portfólios. 

Leia Também

A Economia é um bicho meio estranho. Desafiando as noções da Física, ela consegue crescer acima do seu potencial. E quando isso acontece, basicamente temos aceleração da inflação.

Ainda é cedo para predizer se, de fato, a inflação virá como um fenômeno sistemático, forçando subidas de taxas de juro capazes de levar-nos a um período recessivo — o que seria obviamente trágico para os mercados. Contudo, já há elementos suficientes para apontarmos uma mudança de paradigma em curso, quase como um exemplo de livro texto para Thomas Kuhn. 

O “Bidenomics" desafia o Consenso de Washington clássico e questiona a cartilha neoliberal estereotipada. Talvez seja excessivo reduzi-lo ao “tax and spend” (taxar e gastar), como quer a analogia simplista com uma repetição da estagflação dos anos 1970. De todo modo, parece razoável supor que caminhamos para um período de mais participação estatal, em programas de infraestrutura sobretudo e de transferência direta de renda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ray Dalio, por exemplo, faz paralelos do momento atual com o New Deal de Roosevelt. Voltaríamos ao arcabouço prevalecente anterior à era Reagan nos EUA, com maior preocupação direta de redistribuição de renda, mais impostos, mais inflação e mais crescimento de curto prazo estimulado por uma política fiscal expansionista (tangenciando o irresponsável?).

E se há alguma dúvida sobre os novos ventos, vale recorrer à explicitada preocupação do Fed com uma meta de emprego “inclusivo”. O Fed virou ESG!

Se há novos tempos de política econômica, talvez possamos prescrever também algumas coisas sob a ótica top-down.

Destaco cinco pontos: 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

1 — Procure por fluxos de caixa já existentes

Se há uma mudança de inflação e taxas de juro, o que está lá na frente vale menos. Depois de tempos em que planilhas admitiam contemplações platônicas concentradas na perpetuidade, o sonho acabou. Vale é o caso mais claro nessa seara: estamos falando de 25% de fluxo de caixa livre para o acionista em 2021. 

2 — Busque ativos reais

Seu apartamento vale a soma dos fluxos dos aluguéis estimados de hoje até o infinito, trazidos a valor presente por uma taxa de desconto apropriada. Esses aluguéis são reajustados pela inflação, por construção e contrato. Nominalmente, portanto, os fluxos devem ser maiores e, assim, o negócio precisa valer mais.

Os 120 mil pontos do Ibovespa, em tese, para que as empresas valham a mesma coisa, precisam ser atualizados pela inflação no tempo. Se você vê o índice estável nominalmente, na verdade as empresas estão valendo menos. Terras, ações, imóveis e aplicações indexadas devem ser preferidas às prefixadas. E aqui ainda existe uma combinação interessante: se o Brasil der certo, vai andar por crescimento; se der errado, vai andar por inflação.

3 — Acolha o ESG

Não é só uma prerrogativa ética. É uma agenda de negócios. Em termos práticos, se até o Fed tem meta de emprego inclusivo, contemplando minorias e respeito ao meio ambiente, há aqui claramente a ascendência de um mercado consumidor, com provável re-rating dos ativos associados. Enquanto isso na sala da justiça, temos aqui Natura negociando em valuations bem razoáveis. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

4 — Como diria Lou Reed, “take a walk on the wild side”

Percorra caminhos alternativos e coloque um pouco de dinheiro em alternativos. Criptos, cannabis, urânio, genomics, private equity são alguns temas que podem merecer um trocado. 

5 — Jamais esqueça o micro e o idiossincrático

No pânico, não há diferenciação. Mas ela ocorre no pós-pânico. Passada a desalavancagem e o reajuste de portfólio, a realidade material de cada empresa se impõe. Comece olhando para o management. Se o paradigma mudou, precisamos de gente capaz de se adaptar. Olha a captação líquida diária do BTG — caminha para fazer um lucro líquido anual de R$ 6 bilhões. Nas minhas contas, o Digital pode terminar o ano com mais de R$ 150 bi, o que é bem relevante.

Então, vai ter que fazer preço, o que confere uma combinação única de um banco de investimento de ponta com rentabilidade e crescimento, cujas métricas de valuation são conhecidas e tangíveis, com uma operação exponencial e tecnologia. No consolidado, seria bem razoável negociar a 25 vezes lucros e, então, temos um banco de R$ 150 bi — na conta de padeiro, 40% de upside.

Veja o resultado simplesmente irretocável de Direcional: o cara reporta uma margem bruta de 36%, com diluição de 3,3 pontos percentuais de G&A. Defende e se adapta à pressão de custos e flerta com expansão de margem líquida e ramp up brutal de Riva, que já vale pelo menos R$ 1 bi. Dividendos em sete menos de nada menos do que 14%. E está só começando.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No final do dia, lembre-se: o value investing também é anterior à era Reagan. Algumas coisas nunca mudam.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

RETROSPECTIVA

As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas

31 de dezembro de 2025 - 8:51

Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar