Valor do Nubank, ações do GetNinjas, formas diferentes de investir em cripto e um mês de agosto tenebroso para a Bolsa; confira os principais tópicos da semana
Vimos os ativos de risco amargarem fortes perdas com a escalada dos riscos fiscal e político, a pressão inflacionária e a alta dos juros; e a última semana foi rica em decepções para os investidores

A chegada do mês de setembro marca o fim do inverno e o início da primavera no hemisfério Sul - o término da estação mais fria abrindo caminho para um mês mais quente, ensolarado e florido. Mas também marca o fim de agosto, o mês do desgosto e do cachorro louco, cuja má fama não se restringe apenas ao Brasil ou às terras ao Sul do Equador.
A superstição de que agosto seria um mês de mau agouro aparentemente é antiga e tem conexão com uma série de tragédias políticas que marcaram a história e ocorreram neste período do ano.
No Brasil, tivemos o suicídio de Getulio Vargas e a renúncia de Jânio Quadros; no mundo, ocorreram eventos como as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki. Mas dizem que em Portugal, na época das grandes navegações, agosto já era considerado um péssimo mês para casar, e que até mesmo os antigos romanos não gostavam muito dessa época.
A história do cachorro louco parece ter um pouco mais a ver com a biologia. Agosto tende a ter mais cadelas no cio, o que não só deixa os cães “loucos” por uma parceira como pode contribuir para a proliferação da raiva quando os machos não vacinados mordem seus rivais.
Seja como for, fato é que, pelo menos no Brasil, agosto é considerado um mês chato pra caramba, longo e sem um feriado para espairecer.
Vimos os ativos de risco amargarem fortes perdas com a escalada dos riscos fiscal e político, a pressão inflacionária e a alta dos juros; e a última semana foi rica em decepções para os investidores.
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O desempenho do PIB do segundo trimestre abaixo do esperado, a tributação dos dividendos com uma redução menor que o esperado no IR das empresas e dados fracos da economia mundial levaram o Ibovespa a recuar mais de 3% na semana, após uma queda de 2,5% em agosto.
A Jasmine Olga conta, nesta matéria, sobre os principais acontecimentos que impactaram os mercados nessa semana de transição entre um mês e outro, além de mostrar o desempenho das melhores e piores ações.
Desejando que setembro e o resto do ano tragam dias melhores, para você e para os mercados, eu listo a seguir algumas das principais matérias do Seu Dinheiro publicadas nos últimos dias. Confira:
1. Mês do desgosto para os ativos de risco
Agosto foi um mês sombrio para qualquer investimento sujeito a um pouco mais de volatilidade, com exceção do bitcoin. A criptomoeda foi o ativo mais rentável do mês, com alta de mais de 12%, mas depois dela só se salvaram a renda fixa conservadora e as debêntures. Bolsa, dólar, ouro, fundos imobiliários, títulos públicos prefixados e atrelados à inflação, tudo caiu. Confira o ranking completo na nossa matéria do balanço do mês.
2. Reforma do IR finalmente aprovada
A grande notícia da semana, do ponto de vista econômico e das finanças pessoais, sem dúvida foi a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da reforma do imposto de renda, segunda etapa da reforma tributária do governo. Foram aprovadas as mudanças na tabela progressiva do IR, com o aumento da faixa de isenção, e a famigerada tributação dos dividendos distribuídos por empresas aos seus acionistas. Apenas um dos destaques foi aprovado, e foi justamente aquele que mudava a alíquota de IR sobre os dividendos.
3. Pegar carona nessa cauda de cometa
Apesar de toda a volatilidade, o bitcoin ainda é, sem dúvida, um dos melhores investimentos do ano, entre os principais ativos. Se você gostaria de entrar no mercado cripto, mas nem faz ideia de por onde começar, o Renan Sousa apresenta, nesta matéria, quatro maneiras diferentes de investir em criptomoedas, além das vantagens e desvantagens de cada uma.
4. Alerta roxo
Na semana passada, uma notícia dando conta de que o Nubank pretendia alcançar um valor de mercado de US$ 100 bilhões no seu IPO - mais do que o Itaú - deixou o mercado boquiaberto. Mas afinal, a fintech do roxinho, mesmo com todos os seus predicados, vale tanto assim? A analista da Empiricus e colunista do Seu Dinheiro Larissa Quaresma acredita que não. E ela explica por que neste texto que também deu o que falar.
5. Corrida Naruto para crescer
O GetNinjas (NINJ3) estreou na bolsa brasileira em maio e captou R$ 330 milhões para alavancar seu crescimento. A plataforma, que funciona como uma espécie de marketplace online para prestadores de serviços, de encanadores e eletricistas a professores particulares e psicólogos, deseja expandir a sua base de profissionais e clientes rapidamente e se tornar referência nesse mercado, da mesma forma que iFood e Rappi se tornaram referências para delivery de comida.
O Victor Aguiar conversou com Eduardo L'Hotellier, fundador e CEO da companhia, para conhecer a estratégia da empresa, e também faz uma análise dos números da GetNinjas. Confira a entrevista.
Um ótimo sábado e um excelente feriadão para você!
UM TEMPERO EXTRA
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