🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Como era verde o meu Vale: ainda vale a pena ter ações da mineradora após a disparada recente?

Vivemos um “novo ciclo das commodities”, com minério de ferro e carvão batendo sucessivas máximas. E a Vale ainda pode se beneficiar deste momento

18 de maio de 2021
7:10 - atualizado às 10:32
mineradora Vale (VALE3)
Imagem: Shutterstock

Para os amantes de literatura ou de cinema, é difícil ler o título acima e não associá-lo de imediato com o livro de Richard Llewellyn, publicado 1939, ou com o filme de John Ford, de 1941. "Como Era Verde o Meu Vale" é uma obra icônica da primeira metade do século XX, tendo servido de referência para as demais produções que seguiram a história.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A trama conta os problemas de uma comunidade de mineradores que enfrenta os males do desemprego, dos baixos salários e das péssimas condições de trabalho. A mineração tratada, porém, deriva do carvão, não do ferro, tema que pretendo abordar com maior ênfase.

De todo modo, vivemos atualmente no que muitos têm chamado de o "novo ciclo das commodities" – em alguns casos, até ponderam a chance de um “super ciclo” para as matérias-primas.

Com isso, vemos os minérios, como carvão e ferro, batendo sucessivas máximas. Apesar da recente correção marginal verificada no final da semana passada, não é segredo para ninguém que as commodities vêm subindo com força desde o último trimestre do ano passado, seguindo as expectativas de recuperação econômica ao redor do mundo.

Ontem mesmo, na segunda-feira (17), as commodities tiveram mais um forte dia de alta, com minério de ferro subindo 4,30%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto os preços seguem subindo, os investidores começam a se perguntar se ainda valeria a pena se posicionar em nomes como Vale e similares, uma vez que a alta já teria acontecido.

Leia Também

Para já responder essa questão: sim, ainda vale muito se posicionar em Vale (VALE3).

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

Muitas gestoras têm resumido bem a ideia geral para o momento atual: compre fluxos de caixa no presente. A ideia aqui é que os preços das commodities não precisam continuar subindo para que as empresas do setor se beneficiem do momento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aliás, pelo contrário, alguns preços, como o do minério de ferro, podem muito bem cair, voltando para um patamar entre US$ 100 e US$ 150 por tonelada, e ainda assim teríamos uma oportunidade gigante de Vale.

Com um dólar atualmente na casa dos R$ 5,25 e com uma expectativa de longo prazo para o minério em torno de US$ 100, ainda teríamos um potencial em vale que chegaria em algo em torno de R$ 116,50 por ação a R$151,30 - isto sem considerar o minério de ferro no patamar distorcido verificado hoje.

Assim, entendo que Vale ainda possa buscar por baixo algo como R$ 134, o que resultaria em 20% dos patamares atuais.

Fonte: Empiricus

O motivo?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Vale oferece um fluxo de caixa livre ao acionista superior a 20% para os próximos 12 meses, negociando a pouco mais de 3 vezes EV/Ebitda e sem dívida. A consequência dessa combinação é a geração de um absurdo de fluxo de caixa, que ainda ganha com o patamar distorcido corrente do preço do minério – a empresa pode travar os seus contratos com um minério neste patamar e garantir uma rentabilidade enorme.

Claro, o caminho não será linear.

Teremos alguns sustos, como no final da semana passada, com alguma possível correção do minério de ferro na China. Contudo, como já argumentei, o minério de ferro não precisa estar no patamar atual para Vale ser uma posição importante em uma carteira de ações.

Alguns comentários sobre a Vale e a questão Brumadinho

Fundada em 1942, a Vale é uma das maiores mineradoras do Brasil e do mundo, sendo líder na produção de minério de ferro e pelotas de minério de ferro. Inclusive, o minério de sua maior operação, Carajás (PA), é considerado o de melhor qualidade do mundo. A companhia é a maior produtora mundial de níquel também.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Adicionalmente, ela produz minério de manganês, carvão térmico e metalúrgico, ferroligas, cobre e subprodutos como ouro, prata e cobalto. Além da mineração, a Vale ainda atua em logística, energia e siderurgia. A empresa tem projetos de exploração em busca de locais que abriguem novas reservas minerais.

Argumenta-se que o desconto de Vale derive dos problemas encontrados na mineradora por conta de suas barragens, mas entendo que exista um desconto em demasia aqui.

Alinhado com as questões de ESG (ou Environmental, Social, and Corporate Governance, usada para se referir às práticas ambientais, sociais e de governança de um negócio), temos visto o management adotando medidas importantes para corrigir a trajetória da empresa até então.

Em outras palavras, desde o ocorrido, a Vale tem promovido mudanças significativas em sua estrutura de governança corporativa. Além de indenizações, a Vale também está reestruturando totalmente a forma como trata os rejeitos e como administra as suas barragens, modernizando seu modelo operacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foram criados, assim, comitês executivos com o propósito de monitorar as barragens, buscando trazer mais segurança e mitigar possíveis riscos — operacionais, geotécnicos, de compliance, estratégicos, financeiros e cibernéticos.

A “descaracterização”, que consiste no processo de encerramento definitivo do uso de uma barragem, e o “beneficiamento a seco” são outras medidas para evitar desastres como os recentes.

Por isso, entendo que o pior já tenha ficado para trás.

Conclusão e oportunidade

A dinâmica vigente das matérias-primas deverá proporcionar mais dias de reflation trade, em que o mercado procure por casos de crescimento, receoso de que a inflação venha a forçar juros mais altos e penalize os fluxos de caixa esticados no futuro distante, e vai comprar a velha economia, como siderurgia, mineração e bancos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gosto muito de commodities para o momento atual, a segunda etapa do bull market iniciado em março do ano passado, depois do grande sell-off proporcionado pela pandemia.

Para agora, fluxos de caixa como os que a Vale oferece parecem ser a oportunidade chave para surfar os mercados nos próximos 12 meses, pensando sempre sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

Se você se interessou por essa alternativa, precisa conferir as ideias de Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus. Desde o segundo trimestre do ano passado ele vem antecipando este ciclo com Vale e poucos estrategistas estão tão por dentro da tese quanto ele.

Em sua série best seller, Palavra do Estrategista, Felipe apresenta suas melhores ideias para os mais diferentes perfis de investidores. Se você se interessa por Vale, precisa conferir o conteúdo dele o quanto antes, de modo a não perder futuras oportunidades no ciclo atual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ONDE INVESTIR EM 2026

Nubank (ROXO34), Localiza (RENT3) e mais: as 10 ações para investir em 2026, com cortes na Selic e eleições à vista

21 de janeiro de 2026 - 18:00

Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições

MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

MEXENDO NA CARTEIRA

XP Malls (XPML11) vai às compras? FII de shoppings mira captação de R$ 400 milhões com emissão de cotas, com espaço para buscar ainda mais

20 de janeiro de 2026 - 11:46

A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Sabesp (SBSP3): mercado projeta destruição bilionária de valor, mas JP Morgan vê exagero e mostra ‘saídas’ para a empresa

19 de janeiro de 2026 - 10:38

Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório

REPORTAGEM ESPECIAL

A Selic vai cair — mas isso resolve o drama das empresas mais endividadas da bolsa? Gestores não compram essa tese 

19 de janeiro de 2026 - 6:09

Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico

ESTRATÉGIA EM FOCO

Fundo TVRI11 vende agência do Banco do Brasil (BBAS3) por R$ 13 milhões; veja lucro por cota para os acionistas

16 de janeiro de 2026 - 11:42

De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar