Menu
2021-05-15T10:27:39-03:00
Estadão Conteúdo
Virando a chavinha

Agibank traça estratégia para abandonar imagem de ‘financeira’

Banco gaúcho quer alcançar marca de 35 milhões de clientes em 6 anos

15 de maio de 2021
10:27
Banco fintech
Imagem: Shutterstock

Com metade dos R$ 400 milhões do aporte da Vinci Partners em mãos, o banco gaúcho Agibank quer acelerar o crescimento e abandonar de vez o chapéu de financeira.

A meta é ser maior no crédito, com um modelo diferente daqueles de juros e calotes elevados, e atingir a marca de 35 milhões de clientes em seis anos.

O público-alvo são clientes com pouco ou nenhum nível de bancarização, de acordo com o diretor financeiro da instituição, Thiago Souza.

Alguns sinais já são perceptíveis

Alguns sinais já foram vistos no primeiro trimestre, quando foi concluído o negócio com a Vinci, gestora de Gilberto Sayão.

A carteira de crédito do Agibank cresceu 47,6% em um ano, para R$ 2,6 bilhões. Com 2,9 milhões de clientes, emprestou mais de R$ 1 bilhão nos três primeiros meses de 2021.

O lucro líquido, por sua vez, teve um avanço de 58,9% de janeiro a março frente a um ano antes, para R$ 22,6 milhões. Esse ritmo de expansão, contudo, tende a desacelerar nos próximos trimestres. Segundo Souza, o Agibank terá de sacrificar seus resultados para crescer, a exemplo do que se vê na arena de bancos digitais e fintechs.

"O banco se preparou no primeiro trimestre, fazendo seu dever de casa. Agora, o foco é acelerar o crescimento do número de contas. Toda vez que você cresce, machuca resultados", diz o diretor, em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast. Em 2020, o lucro líquido foi de R$ 104,7 milhões.

Ampliação da presença física

O foco principal é a ampliação da presença física. Com 750 lojas, como chama as suas agências, a meta é alcançar 2 mil unidades em cinco anos. Serão mil pontos ao fim de 2021.

Souza diz que é uma agência diferente das tradicionais. "Não tem porta giratória, segurança armado. É um modelo menor, com custo baixo e break-even (ponto de equilíbrio) rápido", afirma.

O formato simplificado tem o objetivo de dar apoio ao cliente para que, depois, ele consiga se virar sozinho. Além disso, a ampliação da rede também mira atender os correntistas que vieram com a vitória do leilão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para responder por pagamentos de beneficiários entre 2020 e 2024. Nesse sentido, o alvo são as regiões Norte, Nordeste, principalmente Maranhão, além de São Paulo, e Rio Grande do Sul.

De olho no interior

Uma prévia do apetite regional é a nova sede do Agibank, em Campinas, São Paulo. O banco nasceu como uma financeira, em 1999, no Rio Grande do Sul. Agora, quer deixar esse chapéu no passado e crescer como um banco de relacionamento, com pegada digital e também presença física. É o chamado omnichannel, que combina diferentes canais, ao gosto do freguês.

O Agibank mira um público desbancarizado que precisa de orientação para se adaptar à era digital. A maioria de seus correntistas tem mais de 50 anos e renda mensal acima de R$ 5 mil.

Dos cerca de 3 milhões de clientes, metade são ativos, ou seja, geram alguma receita para o banco. Para manter essa proporção e aumentá-la, o Agibank estabeleceu quatro linhas de atuação: crédito, seguros, investimentos e um marketplace. A meta não é parar nesses, mas os planos são mantidos em sigilo.

O cheque da Vinci também deve dar um impulso em fusões e aquisições. O Agibank monitora ativos das áreas de tecnologia, conteúdo e investimentos. Metade dos recursos do aporte já foram investidos, e os outros R$ 200 milhões virão ao longo deste ano, dando fôlego para o banco crescer e comprar. "O Agibank caminha para um modelo de plataforma, que, no fim do dia, requer audiência e tecnologia", resume Souza.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

ESTRADA DO FUTURO

Duas (e mais duas) formas de ganhar dinheiro com ações tech

Existe um elemento em comum entre as big tech que as fizeram crescer tanto nas últimas duas décadas. Será que você acerta qual é?

atenção, acionista

Carrefour paga R$ 175 milhões em juros sobre capital próprio e altera valor de dividendos

Cifra equivale a R$ 0,088148225 por ação em circulação; também anunciou uma modificação do valor por ação dos dividendos aprovados em abril, de R$ 0,382372952 para R$ 0,382361396

maior apetite por risco

Empresas do Brasil captam US$ 4,6 bilhões; montante deve aumentar com ofertas de Stone e Light

Emissores brasileiros haviam paralisado planos de captar no exterior nos últimos meses, em meio à turbulência interna com a pandemia e o aumento do juro norte-americano

em meio ao aumento de consumo de frango

SuperFrango, de Goiás, retomará IPO de R$ 1 bilhão

Após resolver adiar a operação, a empresa fará uma apresentação mais cuidadosa de seu negócio aos analistas; oferta é estimada entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão

levantamento

Estatais descumprem critérios do marco do saneamento

GO Associados calculou que as companhias públicas do Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Alagoas, Maranhão, Amazonas, Pará, Piauí, Roraima, Rondônia e Amapá não atendem a todos os critérios da “etapa 1” do decreto – que prevê o cumprimento de índices mínimos dos indicadores econômicos-financeiros

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies