Taxa nominal de juro está bem abaixo da taxa de equilíbrio, diz Ilan Goldfajn
Ex-presidente do BC afirma que Brasil precisa fazer o "mínimo dever de casa", se comprometendo com a consolidação fiscal

O ex-presidente do Banco Central e presidente do Conselho de Administração do Credit Suisse, Ilan Goldfajn, afirmou que a taxa nominal de juros atualmente (2%) está muito abaixo da taxa de equilíbrio, calculada por ele em torno de 6%.
"A taxa de juros não ficará em 2%, mas não voltará mais a dois dígitos", disse Ilan, em evento Painel TeleBrasil 2020. Mas, para tal, o ex-presidente do BC diz que o Brasil precisa fazer o "mínimo dever de casa", se comprometendo com a consolidação fiscal.
"Nos falta ainda passo relevante no mundo macroeconômico. Precisamos fazer a consolidação fiscal. Precisamos que nossa dívida seja percebida como estável ao longo do tempo. Entramos na crise com dívida a 75% do PIB e vamos sair dela com 95% a 100% do PIB. Vamos precisar de reformas: emergencial, no curto prazo, administrativa."
[captacao]
Atualmente, reforçou Ilan, a taxa de juros é bastante estimulativa, pois está em 2%, enquanto a inflação pode subir a 3% ou 3,5%. "Estou falando de juro real que vai se posicionar na casa do juro negativo", disse. "De fato, a queda de juros faz a diferença e é um motivo de recuperação, estímulo para a economia. Empurra a demanda e o investimento."
O ex-ministro da Fazenda e atual secretário de Fazenda em São Paulo, Henrique Meirelles, também destacou o papel da política monetária em reduzir a queda do Produto Interno Bruto (PIB) na crise provocada pelo coronavírus. Meirelles citou também o auxílio emergencial.
Leia Também
"Evidentemente, o auxílio emergencial não será sustentado, pelo déficit público, que já está enorme. Isso terá um certo efeito, mas as pessoas já estão voltando ao trabalho gradualmente e empresas já estão mais adaptadas. Vamos ver como vai desenvolver esse jogo", disse Meirelles.
Estabilidade da dívida
Também presente ao evento, o ex-ministro do Planejamento no governo Michel Temer, Dyogo Oliveira, destacou que os limites fiscais têm sido testados em todo mundo na crise provocada pela pandemia de coronavírus.
Aqui, disse que a questão está mais relacionada com administrar e diminuir no tempo a colocação do crescimento da dívida e criar confiança de trajetória estável da dívida. "A questão da trajetória é mais importante do que o nível. Hoje, algo que preocupa mais é a velocidade de crescimento dos agregados."
Oliveira afirmou que, em seus cálculos, somente R$ 330 bilhões das medidas realizadas para combater os impactos da pandemia têm impacto fiscal, já que muitas ações são apenas de alteração de fluxo de caixa. "Isso é importante para ter uma ideia do tamanho das medidas da pandemia."
Para possibilitar a estabilização da dívida, o economista afirmou que serão importantes a reforma administrativa, o pacto federativo e o teto de gastos. "É mais importante tomar ações que demonstrem comprometimento com a trajetória da dívida do que se preocupar com o nível. Isso está dado. Em virtude de tudo que aconteceu, o déficit deve ser da ordem de R$ 800 bilhões."
Henrique Meirelles também destacou que é importante manter o teto de gastos no período posterior à pandemia de coronavírus para estabilização da dívida pública. "Temos que voltar após a pandemia à absoluta obediência ao teto de gastos. Sei que a tentação é grande, após os fortes gastos necessários para a pandemia. Mas agora é importante retomar a obediência. Além do fator prático, o teto tem a questão da confiança, porque todos os agentes econômicos têm segurança de que a trajetória da dívida é sustentável."
Meirelles lembrou que a criação do teto de gastos durante sua gestão na Fazenda permitiu a redução do risco país, permitindo a queda dos juros e o crescimento econômico. Além disso, viabilizou a discussão orçamentária, uma vez que agora é preciso escolher os gastos mais importantes para a sociedade.
OPERAÇÃO REMOTA
Aposta feita pela internet fatura sozinha prêmio de quase R$ 12 milhões na Quina; Mega-Sena, Lotofácil e outras loterias acumulam
5 de novembro de 2026 - 5:56POLÍTICA MONETÁRIA
Copom segura Selic em 13,75% e interrompe ciclo de cortes iniciado há cinco reuniões
4 de novembro de 2026 - 18:48CALMA MERCADO
Chegou a hora: Lula fará pronunciamento neste domingo para anunciar medidas de ajuste fiscal
4 de novembro de 2026 - 17:43FREIO NOS CORTES
Há uma pedra no caminho da Selic – e o próximo corte de juros pode depender de Lula
4 de novembro de 2026 - 6:43SAIU DO ATOLEIRO
Lotofácil 3820 tem 41 ganhadores, mas só um deles vai sacar prêmio milionário; Mega-Sena promete R$ 46 milhões hoje, mas tem loteria pagando mais
4 de novembro de 2026 - 5:56NOVA ECONOMIA?
Análise: o que o ‘acusador’ André Lara Resende colocou em debate e vale mais do que a proposta em si
3 de novembro de 2026 - 14:33INSTABILIDADE
Banco do Brasil enfrenta instabilidade em aplicativos e clientes relatam dificuldades em usar Pix
3 de novembro de 2026 - 12:30NOVIDADES NO RADAR
Caixa abre apostas para a Mega da Virada 2026 com prêmio bilionário e mudança na data e no horário do sorteio
3 de novembro de 2026 - 9:42RESSACA ELEITORAL
Menos cortes nos juros, mais inflação: Focus muda de cara às vésperas do Copom
3 de novembro de 2026 - 9:10Conteúdo Empiricus
Pote de ouro? Esse setor pode ser a chave para proteger sistemas de ataques de IA; ativos ligados a ele podem se valorizar até 42 vezes, segundo analistas
3 de novembro de 2026 - 9:00POLÍTICA ECONÔMICA
Por que o possível encontro de Lula com um dos pais do Plano Real deixou o mercado financeiro em alerta
2 de novembro de 2026 - 13:58MAIS LIDAS DO SD
Cruzeiro que terminou com passageiros abandonados, planos de Lula para o MEI, anulação das eleições e mais: veja o que bombou nesta semana
1 de novembro de 2026 - 17:24ANOTE NO CALENDÁRIO:
Queda da Selic à vista? Copom e payroll dividem atenções em semana mais curta no Brasil; veja a agenda econômica
1 de novembro de 2026 - 15:04Dívidas
Oncoclínicas (ONCO3) consegue apoio de credores para avançar com plano de recuperação de R$ 5,7 bilhões
31 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #294
O efeito Lula 4: sangria na B3 e dólar a R$ 5,40; o que fazer com seus investimentos após a virada nas urnas
30 de outubro de 2026 - 19:39O QUE ABRE E O QUE FECHA
A bolsa abre no feriado de Finados? Veja como ficam os horários dos bancos, Correios, agências de INSS e outros serviços
30 de outubro de 2026 - 6:30VOLTANDO AO NORMAL
Aposta do Rio de Janeiro fatura quase R$ 4 milhões na Lotofácil 3817; Mega-Sena acumula depois de pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil
30 de outubro de 2026 - 5:45HORA DE COMPRAR?
Lucro cresce, caixa surpreende e Citi volta a recomendar compra para Motiva (MOTV3), mas com preço-alvo mais baixo
29 de outubro de 2026 - 14:01É RECORDE!
Mega-Sena desencanta e aposta do Mato Grosso fatura sozinha prêmio de R$ 324,9 milhões
29 de outubro de 2026 - 5:49CARRO-CHEFE ENCALHADO