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Médico oncologista, Teich era o nome com a cotação mais em alta para assumir o posto após a demissão de Luiz Henrique Mandetta, nesta tarde
O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou em pronunciamento no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (16), que Nelson Teich será o novo ministro da Saúde.
Médico oncologista, Teich era nome mais cotado para assumir o posto mesmo antes da demissão de Luiz Henrique Mandetta, oficializada nesta tarde. Segundo o presidente, Teich sabe o "tamanho do desafio" que tem pela frente no comando da pasta.
Teich participou ativamente da campanha eleitoral de Bolsonaro, a convite de Paulo Guedes. Teich também possui apoio da classe médica.
Hoje, ele esteve reunido com Bolsonaro em Brasília pela manhã e havia expectativa de que fosse confirmado como novo ministro ainda hoje.
Mais cedo, o ex-ministro Mandetta informou por meio de rede social que havia sido demitido do cargo de chefe da pasta. Bolsonaro disse que teve conversa de 30 minutos "muito cordial" em que se "encerrou um ciclo no ministério da Saúde".
"Foi um divórcio consensual", disse Bolsonaro, citando que a saúde do povo brasileiro está acima dele como presidente e do ex-ministro.
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O presidente voltou a abordar o desemprego em sua fala, afirmando que quem não possui trabalho é mais propenso a ter algum problema de saúde. Disse também, citando a Organização Mundial da Saúde, que cada país têm sua "particularidade".
A "questão do desemprego" não foi tratada como deveria durante a pandemia até aqui, segundo Bolsonaro. Afirmou, porém, que não discrimina nem condena as opiniões de Mandetta, que tem a visão de um médico.
"Junto com o vírus veio uma verdadeira máquina de moer empregos", disse o presidente, citando os "mais humildes" e "necessitados", que não têm como ficar em casa por muito tempo sem trabalhar, segundo ele.
"A vida não tem preço, mas a economia e o emprego tem que voltar à normalidade", disse Bolsonaro, mencionando que a atividade não tem que retornar "o mais rápido possível". As medidas de isolamento social, entretanto, têm de começar a ser flexibilizadas.
Bolsonaro também pontuou que não usaria as Forças Armadas para prender pessoas em aglomerações, já que não tem o objetivo de cercear o direito de ir e vir da população.
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