Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-02-29T13:25:35-03:00
Estadão Conteúdo
no páreo

Hypera entra na disputa por ativos da Takeda no Brasil e América Latina

ompanhia japonesa, que entrou no Brasil em 2011, vendeu sua divisão de remédios genéricos há dois anos e também colocou à venda a área de medicamentos isentos de prescrição

29 de fevereiro de 2020
13:25
Farmácia
Imagem: shutterstock

A Hypera Pharma (ex-Hypermarcas) entrou na disputa para comprar os ativos da farmacêutica Takeda no Brasil e na América Latina, apurou O Estado de S. Paulo com fontes próximas às negociações. O valor da operação é de cerca de US$ 1 bilhão. A companhia japonesa, que entrou no Brasil em 2011, vendeu sua divisão de remédios genéricos há dois anos e também colocou à venda a área de medicamentos isentos de prescrição (OTC, na sigla em inglês).

Até então, a EMS, que pertence ao grupo NC, do empresário Carlos Sanchez, era apontada como favorita para comprar os negócios da Takeda. Maior farmacêutica nacional, a EMS já tinha adquirido no início de 2018 a Multilab, divisão de medicamentos genéricos da empresa japonesa. No ano passado, o grupo nacional também entrou na disputa pela compra de outros ativos da companhia, que é dona de marcas como Neosaldina, Dramin, Eparema e Nebacetin.

A multinacional quer focar sua estratégia em medicamentos inovadores - em 2018, comprou a farmacêutica britânica Shire, especializada em doenças raras.

Rival no páreo

Principal concorrente da EMS no País, a Hypera Pharma, do empresário João Alves de Queiroz Filho, conhecido como Junior, decidiu entrar no páreo pelos negócios da Takeda para aumentar seu portfólio de medicamentos isentos de prescrição. No ano passado, o grupo desembolsou R$ 1,3 bilhão pelas marcas Buscopan e Buscofem, que pertenciam à alemã Boehringer Ingelheim.

Fontes a par do assunto afirmaram que a companhia de Junior quer comprar 100% do negócio, avaliado entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões. Os planos são fazer uma oferta de ações para se capitalizar.

O Bank of America (BofA) está assessorando as negociações pelo grupo Takeda. As discussões estão sendo tratadas pelos executivos da matriz da farmacêutica japonesa.

Outras empresas nacionais, como a Biolab, chegaram a avaliar o negócio, mas as conversas não avançaram. A Takeda não estaria disposta a vender os negócios em partes. A companhia tem fábricas na Argentina e no México. Por conta dessa estratégia, potenciais compradores esfriaram o interesse pelo negócio. A uruguaia Megalabs e a britânica Reckitt Benckiser também tinham avaliado os ativos, segundo fontes. Procurados, Hypera, BofA e EMS não comentam o assunto.

Império de marcas

Criada para ser a "Unilever brasileira", a Hypermarcas foi idealizada no início dos anos 2000 por Junior e cresceu, desde então, por meio de aquisições de empresas e marcas. O grupo, que já foi dono da Arisco, Bozzano, Etti e Assolan, começou a montar seu império farmacêutico em 2007. Por conta dessa estratégia agressiva de crescimento, o grupo, que concentrou em Anápolis seu complexo industrial, acumulou pesadas dívidas.

Em 2011, o grupo passou a vender seus negócios de bens de consumo e alimentos para reduzir o endividamento. Após vender seus negócios de consumo para a Coty, por R$ 3,8 bilhões, e a divisão de fraldas para a Ontex, por R$ 1 bilhão, o grupo passou a ser uma empresa 100% de medicamentos. Em 2018, tornou-se de vez Hypera Pharma.

Alvo da operação Tira Teima, desdobramento da Lava Jato, a companhia afastou seus principais diretores em 2018 da gestão do grupo. No dia 12 de fevereiro, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Junior e os ex-executivos Nelson Mello, Carlos Roberto Scorsi e Sílvio Tadeu Agostinho.

Na denúncia, o MPF coloca o dono do grupo e os ex-diretores como suspeitos de integrarem esquema envolvendo parlamentares para favorecer os interesses do grupo farmacêutico.

A ação penal é resultado das investigações realizadas após acordo de colaboração firmado com Nelson Mello, ex-diretor institucional da Hypera.

Sobre esse tema, o grupo afirma que tem colaborado com a Justiça nas investigações.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

Mais uma empreitada

Do espaço para as fazendas: Elon Musk consegue licença para oferecer internet via satélite no Reino Unido

A Starlink, segundo informações do jornal Telegraph, quer chegar a regiões onde a cobertura por fibra e 5G não alcançam, e tem planos mais ambiciosos

Leão faminto

Carga pesada: Impostômetro atinge a marca de R$ 1,5 trilhão

Monitoramento da Associação Comercial de São Paulo mostra que, no ano passado, marca foi atingida somente no dia 28 de setembro

Muita calma nessa hora

Tem Vale Gás? Petrobras diz que não há definição sobre participação em programas sociais

Manifestação vem depois que o presidente Jair Bolsonaro disse em entrevista que a estatal tem R$ 3 bilhões em reservas para custear ajuda

Clube do Livro

Batalhas sem arma: Em “Cripto Wars”, Jim Rickards explica guerras cambiais e agora, com criptomoedas

Autor, conhecido também por suas previsões certeiras sobre o bitcoin, fala de como a tecnologia mudou as estratégias financeiras dos países

RUMO AO MILHÃO

O primeiro e mais importante investimento para quem atingir o primeiro milhão (ou ir além)

Por mais que você busque o conforto e a segurança de uma promessa de retorno garantido, digo, com convicção, que o único investimento com retorno garantido em longo prazo é aquele feito em educação

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies