Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-02-02T15:37:29-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
não é só com as gigantes

Estatal brasileira desenvolve hambúrguer sem carne

Embrapa desenvolveu o “Novo Burguer”, um produto feito de fibra de caju, proteína de soja, cebola, tomate, pimentão, corante natural e temperos

2 de fevereiro de 2020
15:24 - atualizado às 15:37
Embrapa desenvolve Novo Burger, um hambúrguer sem proteína animal, feito com fibra de caju e proteína de soja. –
Embrapa desenvolve Novo Burger, um hambúrguer sem proteína animal, feito com fibra de caju e proteína de soja. - - Imagem: Divulgação / Embrapa

O hambúrguer sem carne é uma das apostas de ao menos uma gigante com ações negociadas na bolsa brasileira: a Marfrig. No exterior, outra marca ficou conhecida justamente por conta desse tipo de produto, a Beyond Meat. Agora, uma estatal se junta ao time que tem os olhos ligados a um hábito alimentar que ganhou mais adeptos no últimos anos: a Embrapa.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária desenvolveu o "Novo Burguer", um produto feito de fibra de caju, proteína de soja, cebola, tomate, pimentão, corante natural e temperos, e tem características sensoriais assemelhadas ao hambúrguer de carne.

O produto - à venda em rede de supermercados no Estado do Rio de Janeiro - foi criado para pessoas batizadas como “flexitarianos” – aqueles indivíduos que apesar de gostarem de carne querem balancear a dieta e buscam reduzir o consumo de carne.

“São diferentes de vegetarianos ou veganos que não gostam do sabor da carne e não querem alimentos que simulem a carne”, explica a engenheira de alimentos Janice Ribeiro Lima.

Ela é pesquisadora da estatal na unidade responsável por desenvolver agroindústria de alimentos, e que fica no Rio de Janeiro. Lima começou a criar alternativas para carne em pesquisas iniciadas em 2007, quando ainda trabalhava na Embrapa do Ceará.

Janice Lima e as equipes de pesquisadores já desenvolveram outros produtos como o hambúrguer de fibra de caju e de feijão de corda para vegetarianos e também substitutos para rechear coxinha de galinha e bolinho de siri.

A pesquisadora explica que o objetivo do seu trabalho “não é que as pessoas parem de comer carne, mas dar mais uma opção”. Segundo ela, a produção de produtos com proteína vegetal pode ser menos onerosa que a proteína animal.

Especialmente no caso do Novo Burguer que utiliza o bagaço do caju, geralmente eliminado pela indústria de suco ou revendido para alimentação de animais.

Janice não sabe o preço final de comercialização, mas assinala que o custo é maior do que o hambúrguer tradicional, que tem maior produção em escala, distribuição e venda. O produto é fabricado e comercializado pela Sottile Alimentos, empresa de Niterói (RJ), que tem acordo de cooperação com a Embrapa.

*Com Agência Brasil

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

em família

Sobrinho-neto do bilionário Warren Buffett supera Berkshire Hathaway no ano

Ações da Boston Omaha, holding de capital aberto co-liderada pelo sobrinho-neto do bilionário, Alex Buffett Rozek, estão batendo os papéis da Berkshire Hathaway

novo serviço

Grupo pão de Açúcar vai fazer entrega para lojistas de seu marketplace

No próximo ano, a companhia passará a oferecer a possibilidade de que os lojistas virtuais armazenem produtos nos centros de distribuição do GPA

inovação

Varejo online agora quer conquistar a fronteira da venda de produto fresco

A partir do mês que vem, começa a funcionar no País uma startup mexicana de tecnologia do setor de supermercados que vai explorar exatamente esse filão

Clube do livro

Ajuste fiscal pode ser dolorido no início, mas é necessário; entenda mais no novo livro de Fabio Giambiagi, “Tudo sobre o déficit público”

Nova obra do economista do BNDES evidencia que atingir um equilíbrio orçamentário no país é essencial para o desenvolvimento em termos econômicos e sociais

em busca de recursos

AES Brasil (AESB3) aprova oferta pública e pode captar até R$ 1,8 bilhão

De acordo com a AES Brasil, o objetivo da oferta é acelerar seu plano de crescimento, com foco na diversificação do portfólio por meio de fontes complementares à hídrica, além de potencializar a criação de valor para os acionistas

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies