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2020-02-17T18:33:24-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Jornalista formado pela Universidade de Federal do Paraná (UFPR). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros veículos.
banco mantém otimismo

Maior acionista da Oi reduz para menos de 10% participação na tele; é hora de vender os papéis?

Analistas do BTG Pactual têm uma tese otimista para justificar o movimento da empresa; eles continuam recomendando a compra dos papéis

17 de fevereiro de 2020
14:05 - atualizado às 18:33
Imagem do prédio da operadora Oi
Imagem do prédio da operadora Oi, no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. - Imagem: Estadão Conteúdo/Paulo Vitor

Maior acionista da Oi, a gestora de investimentos GoldenTree Asset Management reduziu de maneira gradual, desde fevereiro de 2019, a participação no total de ações da empresa, de 16,2% para 9,8%. Mas o movimento não é visto com pessimismo pelos analistas do BTG Pactual.

Em relatório divulgado a clientes, os especialistas do banco mantiveram a recomendação de compra dos papéis da Oi. Eles estimam que as ações da empresa podem praticamente dobrar de valor, chegando a R$ 2,00.

Por volta das 13h desta segunda-feira (17), as ações da Oi (OIBR3) passavam por uma alta de 4,9%, a R$ 1,07. Desde o início do ano, os papéis da empresa, em recuperação judicial desde 2016, passam por alta volatilidade e acumulam uma alta de 23%. Acompanhe a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.

Para os analistas do BTG, o movimento da GoldenTree pode estar relacionado a uma possível decisão sobre a venda da telefonia móvel da Oi — movimento sinalizado em julho de 2019 que poderia aumentar a rentabilidade da empresa.

Uma decisão como essa por parte da Oi teria de ser deliberada numa assembleia geral de credores — e, segundo a legislação brasileira, só tem direito a voto aqueles acionistas cuja participação não é maior que 10% do total de ações da companhia.

Para o BTG, ao reduzir a participação na Oi, a GoldenTree quer garantir que poderá ajudar a decidir o futuro da empresa, ainda que não haja uma data marcada para a assembleia.

Longe de consenso

O otimismo com a Oi está longe de ser um consenso no mercado. O Credit Suisse, por exemplo, diz que nem mesmo considerando a venda da unidade móvel da empresa, seria recomendável comprar as ações da tele. No final de janeiro, o banco projetou um potencial de queda de 22% dos papéis da companhia, a R$ 0,70.

Caso a Oi venda a unidade móvel a R$ 19 bilhões, o potencial de valorização das ações OIBR3 seria R$ 1,20, diz o Credit Suisse - caso contrário, o valor justo seria R$ 0,20.

Segundo os especialistas da instituição, houve uma deterioração maior do que esperada da parte operacional e lucratividade em geral da empresa. "Na venda de outros ativos não essenciais (Unitel, imóveis e créditos tributários), lutamos para encontrar vantagens nos preços atuais das ações", escrevem.

Eles dizem não esperar que a Oi tenha caixa líquido mesmo com a venda de todos os ativos mencionados porque atualmente a dívida líquida da empresa está em R$ 26 bilhões. Os analistas ainda acrescentam que o restante do negócio de telefonia fixa deve continuar reportando queda nas receitas.

Números da Oi

As ações da Oi acumulam neste ano uma alta de 20% — que pode ser explicada em grande parte pela venda da participação na angolana Unitel, por US$ 1 bilhão, feita em janeiro.

A operação estava prevista no plano de recuperação judicial da Oi e de suas subsidiárias — além de fazer parte do plano estratégico divulgado pela companhia em julho do ano passado.

A Oi apresenta os seus resultados de 2019 no dia 26 de março. No mais recente balanço disponível, do terceiro trimestre do ano passado, a empresa reportou um prejuízo líquido consolidado de R$ 5,7 bilhões — número 330% maior que o apresentado nos mesmos três meses do ano anterior.

Até setembro de 2019, o prejuízo acumulado da Oi era de R$ 6,7 bilhões em 2019. No terceiro trimestre, a empresa teve queda de 8,88% na receita (R$ 5 bilhões), sofreu com a valorização do dólar (que afeta sua dívida) e com a baixa contábil de ativos, calculada em R$ 3,3 bilhões.

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