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Setor foi afetado pelo aumento nas restrições no horário de funcionamento e diminuição no pagamento do auxílio emergencial
As vendas dos shoppings centers no Natal deste ano caíram 12% em comparação com a mesma data comemorativa do ano passado. Os dados foram publicados nesta terça-feira (29) pela Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce) e apurados pela Cielo para compor o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).
A queda de 12% foi pior do que a esperada pela Abrasce, que havia projetado um recuo de 2% para o período. O setor foi afetado pelo aumento nas restrições no horário de funcionamento por conta do avanço da pandemia, além de diminuição no pagamento do auxílio emergencial pelo governo.
O presidente da entidade, Glauco Humai, afirmou, em nota, que, apesar de negativo, o resultado confirma a resiliência dos shoppings e suas lojas, que chegaram a acumular uma perda de 90% nos primeiros meses de quarentena, mas recuperaram as vendas gradualmente nos meses seguintes.
"Vínhamos com uma queda média de 25% nas vendas (nas últimas quatro semanas) e a força do período nas vendas do Natal fez esse índice subir", explicou. "Só não foi ainda melhor devido ao retrocesso nas imposições de mais restrições por parte do governo", emendou Humai, referindo-se às limitações nos horários de funcionamento.
A pesquisa também mostrou que o tíquete médio das compras no Natal de 2020 foi de R$ 197, alta de 5,9% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado.
Em comunicado conjunto, o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun, destacou que a parceria entre os lojistas e donos dos estabelecimentos têm sido fundamental para a recuperação dos negócios.
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"A sinergia entre os lojistas e empreendedores foi fundamental para seguirmos com resiliência", declarou Sahyoun. "Temos nos ancorado em toda e qualquer oportunidade de negociação e retomada de vendas, sempre cuidando da saúde, mas muito preocupados com a manutenção dos empregos do setor", completou.
Em ordem de grandeza, as administradoras de shopping centers já abstiveram mais de R$ 5 bilhões em adiamento e suspensão de despesas aos lojistas considerando aluguéis, condomínios e fundos de promoção.
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